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Avaliações de experiência e de desempenho como ferramentas de poder

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Autor: Danilo de Lima Neves*

Certa vez, um cliente que havia realizado uma contratação por meio da minha empresa, há somente 30 dias, veio me avisar que iria desligar o funcionário recém-contratado, alegando que esse não tinha uma postura profissional e não estava de acordo com os valores da empresa.

Diante da informação, fiz os seguintes questionamentos para aquele gestor da empresa: Você procurou entender como está sendo esses primeiros 30 dias para o novo colaborador? Questionou-o referente a esta postura e o porquê agir daquela forma frente à demanda? Identificado a visão dele, você conseguiu dar o feedback a ele, principalmente sobre as expectativas e visão da empresa?

Todas as respostas foram “não, ele deveria saber uai”. E tive de intervir nesta relação, pois nem tudo que é óbvio para nós tem o mesmo significado para o outro.

Na gestão de pessoas precisamos agir como um pai, ou seja, necessitamos ensinar e educar dentro das nossas expectativas, já que somos os proprietários do negócio e é natural que o colaborador recém-chegado ainda não possua a mesma visão que nós, então temos o papel de aculturá-lo e moldá-lo de acordo com a nossa missão.

Após feito a avaliação de experiência desse colaborador recém-contratado e alinhado com as expectativas e postura desejadas pelo meu cliente, esse funcionário se tornou o melhor de todos, sendo inclusive promovido ao cargo de liderança, trazendo excelentes resultados e lucratividade para à empresa, além de que ele reproduzia aos seus liderados as expectativas da empresa frente ao mercado.

Sendo assim, sem o apoio de quem tem expertise na gestão de pessoas, talvez esse empreendedor tivesse perdido um grande talento para a concorrência, por não alinhar com as expectativas que ele tinha.

Costumo dizer sempre: é necessário entender que tudo na vida é uma via de mão dupla, ou seja, o profissional deve sim, neste período, demonstrar ao máximo toda a sua aptidão, suas habilidades e competências, bem como o seu interesse e comprometimento para ocupar o cargo que a empresa oferece.

Entretanto, a empresa também tem o seu papel neste processo, que não pode ser menos importante que o do colaborador. Sendo assim, é fundamental que seja feita uma autoanálise, no sentido de entender se foi oferecida ao profissional a estrutura necessária para que ele tivesse a oportunidade de dar o seu melhor em seu período de experiência.

Dentre os benefícios da utilização da avaliação de experiência, que é uma ferramenta de poder, está: a diminuição de erros e desvios de comportamento ou erros de processos da recém-contratação; a comunicação interna mais clara e assertiva; o estímulo para uma cultura de feedbacks e a redução do turnover.

Passado este período, a empresa deve continuar avaliando a performance não somente de quem foi recém-efetivado, mas também de todos os outros colaboradores já anteriormente contratados. Não necessariamente com prazo determinado, mas periodicamente e de maneira geral, através de outra ferramenta de poder: A avaliação de desempenho.

Cabe destacar, que essa é uma ferramenta de RH que vai além da análise da performance individual e coletiva dos colaboradores e seus comportamentos, porque por meio dela, é possível também dar feedbacks sobre os resultados, avaliar o nível de efetividade no trabalho, identificar os talentos, averiguar a produtividade, entre outros pontos que contribuirão para a elaboração de medidas e programas de treinamentos para eliminar os problemas identificados e garantir a expansão do seu negócio e consequentemente de lucratividade.

Vale ressaltar que terceirizar esta avaliação, preferencialmente por empresas especializadas, garante não somente a neutralidade da análise, como permite aderir aos diferentes tipos de questionários de avaliação de desempenho e de serem aplicados os que se revelarem mais aptos em cada momento e realidade do seu negócio.

Em minhas experiências com diretores, com empresários e com os RHs eu digo: um gestor de visão entende que o maior ativo da empresa são as pessoas e, por isso, precisa-se priorizar e ter um olhar cuidadoso para o seu capital humano, a fim de que o seu negócio consiga dar lucratividade e ter um crescimento saudável. Sendo assim, eu lhe questiono, como tem avaliado sua equipe?

*Danilo de Lima Neves é Psicólogo Empresarial e Sócio-diretor na Grandy Psicologia Empresarial. Empresa Especialista em Gestão de Pessoas, Recrutamento e Seleção, assim como no Desenvolvimento de Líderes e Empresas com a missão de: Expandir a Consciência e Gerar Ações Transformadoras – para pessoas e empresas que desejam evoluir em seus projetos e objetivos.

Email: [email protected].

Site: http://grandy.com.br/

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Artigos

Comunicar também é uma prática de responsabilidade ESG

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Autora: Dayane Nascimento*

Durante muito tempo, as empresas acreditaram que precisavam criar diferenciais para conquistar espaço no mercado. A experiência que vivemos na Cartê entre 2025 e 2026 mostrou exatamente o contrário: os diferenciais já existem, o verdadeiro desafio é fazer com que eles sejam reconhecidos.

Há um ano publicamos nosso Manual de Boas Práticas e Compromissos ESG. Mais do que um documento institucional, ele representou a decisão de tornar públicos todos os princípios que já orientavam nossa forma de trabalhar, de nos relacionar com clientes, fornecedores e colaboradores.

Antes mesmo da formalização, práticas como respeito às pessoas, ética nas relações, transparência, combate ao assédio, uso responsável da inteligência artificial e atenção ao bem-estar da equipe já faziam parte da nossa rotina. Elas existiam. Apenas não estavam organizadas e comunicadas de maneira clara.

Essa talvez seja uma realidade comum em muitas empresas. Bons processos, valores sólidos e diferenciais importantes permanecem invisíveis simplesmente porque ninguém os comunica de forma estruturada. Ao transformar esses compromissos em um documento público, percebemos que o manual passou a cumprir diferentes papéis.

Internamente, o documento se se tornou uma referência para orientar comportamentos e apoiar decisões. Externamente, passou a demonstrar, de forma objetiva, quais princípios sustentam nossa atuação, ou seja, nosso manual de boas práticas deu visibilidade à cultura que já existia. E isso faz a diferença.

Ao longo desse primeiro ano, percebemos que a formalização dos compromissos também abriu oportunidades permanentes de comunicação. Sempre que falamos sobre nossas práticas, reforçamos aquilo que acreditamos e mostramos como esses valores estão presentes no cotidiano da empresa.

Em um ambiente de negócios cada vez mais atento à transparência e à responsabilidade, comunicar valores deixou de ser um exercício de marketing. Tornou-se uma forma de fortalecer relações de confiança. Essa confiança não nasce apenas dos discursos, ela é construída pela coerência entre aquilo que a empresa diz e aquilo que efetivamente pratica. Quando existe consistência, a comunicação apenas revela o que já acontece todos os dias.

Talvez esse tenha sido o maior aprendizado desse primeiro ano: não basta fazer o certo. É preciso tornar esse compromisso visível para quem escolhe caminhar ao nosso lado. Nesse sentido, a comunicação do que estamos fazendo não segue o caminho da “autopromoção“, pelo contrário, a proposta é prestar contas, compartilhar responsabilidades e permitir que nossos stakeholders conheçam os princípios que orientam cada decisão.

Ao olharmos para esse primeiro ano, entendemos que o Manual de Boas Práticas e Compromissos ESG continua sendo menos um ponto de chegada e mais um compromisso permanente de manter nossos valores vivos, praticados e, principalmente, transparentes.

Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no ambiente empresarial. Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae, 2023), cerca de 70% das micro e pequenas empresas brasileiras já desenvolvem alguma prática ESG, sinalizando que responsabilidade, transparência e boa governança deixaram de ser temas exclusivos das grandes organizações e passaram a integrar a estratégia de negócios de empresas de todos os portes.

Na Cartê, essa experiência reforçou uma convicção que seguirá orientando nossa atuação. A coerência entre aquilo que a empresa acredita, pratica e comunica fortalece a cultura organizacional, gera confiança e consolida relações mais sólidas. Afinal, reputação não nasce do discurso, mas da consistência entre palavras e atitudes!

*Dayane Nascimento, consultora marketing com formação na UFMT, especialista em economia comportamento pela ESPM/SP e empresária.

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