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Antônio Wagner Oliveira: – *SOBRE A INTERVENÇÃO NO RIO E AS AMIZADES*

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         *SOBRE A INTERVENÇÃO NO RIO E AS AMIZADES*

Por: Antônio Wagner Oliveira

Ontem foi dia de rever um grande amigo, quase uma espécie de “conselheiro” político, a quem muito respeito, ao tempo de conversar após também com seu filho ao telefone, aí sim, meu amigo irmão, que é um jovem, porém já respeitado jornalista no circuito de Brasília, tendo passado pela VEJA, Folha de São Paulo e chefiado a Comunicação da OAB Nacional.

Ter amigos a quem podemos recorrer para ajudar a construir nossa compreensão do mundo e das coisas mundanas, é uma das maiores dádivas que podemos ter. Ontem mesmo aprendi nessas duas conversas duas lições importantes, que me levaram a refletir e, acho eu, crescer um pouco.

Na primeira conversa, no Shopping jantando e após, tomando um longo e agradável café, com este primeiro amigo, um acadêmico aposentado, Doutor, a conjuntura politica foi a sobremesa. Eu na inocência de pensar em nomes e nos seus projetos pessoais por pura vaidade, percebi que o que eu relegava a segundo plano na importância do xadrez da política regional, era na verdade o prato principal. Os grupos econômicos, continuam buscando nomes para seus interesses maiores, e quanto menos pesado este nome for, menos indigesto e mais palatável é para tais setores. Algo ficou mais claro e, a refeição teve uma digestão excelente. Enquanto tirávamos uma foto do encontro, brinquei sobre um comunista no shopping, e ele me ensinou que o shopping nasceu na Rússia comunista. Rimos disso.

Deixei o amigo em um compromisso que teria na sequencia e fui embora. Ao chegar em casa, mandei a foto do nosso encontro, carinhosamente ao seu filho e meu “irmão”, qual ele me dissera estar no Rio de Janeiro cobrindo a *INTERVENÇÃO NOS MORROS*, a mesma que tenho chamado de “INVENÇÃO política”. Passado algum tempo, eis que recebo sua ligação, num misto de alegria de falar com o amigo e, curiosidade para saber a real situação do militarismo midiático implantado por lá. Confesso que até o momento só havia tecido críticas a essa questão.

Atendo sua ligação com a saudação só permitida aos grandes amigos, o bom e velho “xingamento carinhoso” e emendo com a pergunta: Me conta logo, estamos em estado de sítio, que p…é essa?. Ele ri e começamos, como sempre, nossa longa conversa, como se estivéssemos na sala de nossas casas. Em verdade estávamos, ele no quarto do hotel e eu na cozinha preparando um chá para a longa prosa.

Falamos de tudo. Do bate papo com seu pai, que eu relatei estar bem, ativo e atuante. Do carnaval, que ele e a esposa, também jornalista, passaram no mesmo Rio de Janeiro, do retorno antecipado por conta do bracinho que quebrou sua filhinha Tarcila, que graças a Deus está bem e, como gole final, a intragável intervenção e o dia a dia das favelas pós isso.

Para minha surpresa, não encontrei no amigo as convicções de sempre sobre tantos assuntos, só permitida pela sua aguda inteligência e cultura. Vi um amigo dúbio, sem entender o que estava vendo com os próprios olhos. O pai sendo um intelectual de esquerda que VIVEU a ditadura e nos contou suas memórias, para nós é muito claro o que significa o exército nas ruas novamente. Mas como seu profissionalismo suplanta suas ideologias e convicções filosóficas, pude perceber nele tais angústias.

O que conta do Rio de Janeiro é uma imprensa estridente, crítica, porém uma população local, das favelas, com um certo alívio, como se fosse melhor ser oprimido pelo estado do que, diariamente, pelo tráfico e sua truculência com os moradores, a grande maioria pessoas honestas. Contou muitas estórias que extraiu de moradores. Pesadelos que passaram nas mãos dos traficantes. Humilhações e total ausência de estado. Falou ainda de um exército sendo incrivelmente educado e cortês com a população, sem truculência, muito bem treinados. E eficientes.

A essa hora meu chá já tinha acabado, e ainda não chegávamos a uma conclusão sobre o que pensar e extrair disso. Uma coisa é certa, quem quer falar por algum povo ou grupo, antes de demagogia, tem de saber o que este povo e grupo quer de si mesmo, o que espera e quais suas esperanças.

É fácil falar as vezes de cidadania e humanidade, se não sabemos de verdade o que é viver diuturnamente situações desumanas e degradantes. Quanto ao uso político disso, melhor nem comentar. Mas é outra coisa. A canalhice política costumeira. Contei um pouco das minhas militâncias, das andanças incansáveis, da luta de sempre em favor dos trabalhadores, coisas menores frente a essa conjuntura incrivelmente inesperada para nossa geração.

Nos despedimos já cansados daquela conversa, quase uma da manhã, ele com compromissos interessantíssimos pelas vielas nunca dantes transitadas como agora, com seu desprendimento habitual de um grande profissional e grande ser humano. Espero que faça a melhor cobertura jornalística de sua vida. E viva muito. Grande abraço a ambos amigos. É sempre bom ter humildade para aprender algo novo!

Antônio Wagner Oliveira, Advogado, Servidor Público de Carreira, está como Dir. Jurídico do SINPAIG MT e Vice-Presidente da CSB MT.

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Uma vida dedicada ao comércio de Mato Grosso

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Autor: Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli)*

Minha história no comércio de Mato Grosso começou muito antes de assumir a presidência do Sistema Fecomércio-MT. Ela foi construída no dia a dia das empresas, ao lado de trabalhadores e empresários que acreditaram no potencial do nosso estado e ajudaram a transformar Mato Grosso em uma das economias mais dinâmicas do país.

Cheguei a Mato Grosso ainda criança e foi aqui que construí minha história. Comecei como vendedor e representante comercial, aprendendo que o sucesso de uma empresa depende de dedicação, planejamento e, principalmente, de pessoas. Nesse período, tive a oportunidade de estudar no Senac, experiência que reforçou uma convicção que carrego: a educação profissional transforma vidas.

Por isso, acredito tanto na capacitação dos jovens. Dar oportunidades para que eles aprendam e se qualifiquem é investir no futuro das empresas, das famílias e de Mato Grosso.

Em 1993, fundei a Fórmula Distribuidora, em Várzea Grande. Ao longo dos anos, novos empreendimentos surgiram, como o Auto Shopping Fórmula e a Vidan (indústria de rações) e hoje nossas empresas geram mais de 200 empregos. São famílias que dependem desse trabalho e que reforçam a responsabilidade social de quem empreende.

Também aprendi que empreender vai além da própria empresa. É preciso defender interesses coletivos e trabalhar pela construção de um ambiente de negócios mais justo.

Foi com esse propósito que, há cerca de 26 anos, participei da criação da Associação Mato-grossense de Atacadistas e Distribuidores (AMAD) e, posteriormente, do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor de Mato Grosso (Sincad-MT). A união dos empresários fortaleceu o setor, ampliou sua representatividade e ajudou a preservar e gerar empregos.

Essa trajetória de cooperação me trouxe até a Fecomércio-MT. Assumir a presidência do Sistema Comércio representa a continuidade de um compromisso: fortalecer os sindicatos, aproximar a Federação dos empresários de todas as regiões do Estado, ampliar o alcance social do Sesc, fortalecer o Senac e defender um ambiente mais favorável ao desenvolvimento.

Acredito na força do empreendedorismo, do associativismo e do diálogo. Esses valores sempre guiaram minha caminhada e continuarão orientando meu trabalho. Fortalecer o comércio é fortalecer empresas, gerar oportunidades e contribuir para um Mato Grosso cada vez mais próspero.

*Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli) é empresário em Mato Grosso há mais de 30 anos e está presidente do Sistema Fecomércio | Sesc | Senac | IPF-MT na gestão 2026-2030.

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