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RENOVAÇÃO NA CASA DE LEIS?

Vereadores começam a fazer as contas para a eleição de 2024

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As conversas sobre o futuro político dos vereadores da Capital de todos os mato-grossenses, que começaram nos bastidores da Câmara Municipal no fim do ano passado, devem acelerar ainda mais nestes últimos momentos até o dia 6 de outubro. A costura para voltar ao Legislativo Municipal envolve diversos fatores, como o fim das coligações para as eleições proporcionais, criação de Federações Partidárias, e os critérios impostos por alguns partidos para a filiação, o que na prática deve limitar as alternativas de quem pretendia mudar de legenda.

Após a abertura e encerramento da “Janela Partidária“. As tratativas visavam escolher o partido que ofereça melhor chance para a reeleição. A “Janela Partidária” foi de 30 dias, que começou a poucos meses antes da eleição, época em que os políticos poderiam trocar de partido, sem correr risco de perder o mandato.

Renovação?

Sim. O Blog do Valdemir diz que teremos um numero expressivo de novos eleitos na Casa de Leis, até porque, muitos que ali estão não sabem até o momento pra que vieram. Trabalho pífio de alguns deles, e a ampla base aliada ao Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), espera ainda por conversas com o mandatário antes de bater o martelo para qual caminho seguir nesta eleição de 2024.

A seu favor, esses parlamentares contam com a tendência de obter uma quantidade maior de votos em comparação ao total registrado nas últimas eleições municipais. Contra eles, pesa a aposta de alta renovação entre os futuros eleitos, a exemplo do fenômeno que ocorreu na Câmara dos Deputados.

A bem da verdade, no centro das preocupações, está o fim das coligações para as eleições proporcionais. Quem pretende chegar a uma cadeira no Legislativo Municipal terá que concorrer em uma “chapa pura”, sem a possibilidade de formar uma coligação com dois ou mais partidos.

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A mudança deve alterar quantos partidos conseguem, sozinhos, alcançar o número mínimo de votos necessários para obter uma vaga, neste caso, na Câmara Municipal. Esse número mínimo é obtido por meio do cálculo do quociente eleitoral, ou seja, a divisão do número total de votos válidos para o cargo pelo número de vagas a serem preenchidas, em Cuiabá, serão 27 cadeiras para o próximo ano.

Estratégias

O cálculo não muda com o fim das coligações para eleições proporcionais, mas a “chapa pura” pode ter mais dificuldades de alcançar a vaga.

Por conta disso, pré-candidatos a vereador de alguns partidos políticos, que estão fora da Câmara Municipal de Cuiabá, têm rejeitado a presença de parlamentares com mandato nas chapas montadas para disputar uma cadeira no Legislativo. O entendimento desses interessados em conseguir a cadeira na Casa de Leis é que com a perspectiva de cada sigla conquistar um número menor de vagas do que, anteriormente, as coligações obtinham, estar na mesma chapa de um parlamentar com mandato é diminuir as próprias chances de ser eleito.

A dificuldade deve ser maior entre os vereadores, mas mesmo quem teve uma votação expressiva na eleição passada, apesar de não ter conquistado mandato, deve ter obstáculos em 2024. Algumas das legendas têm estabelecido, inclusive, “tetos de votos”: aceitam apenas aqueles que tenham uma projeção de um numero superior a 3 mil ou de 5 mil votos.

Atrair os pré-candidatos com votação menor é importante porque estes representam ampla maioria dentre os que devem disputar uma vaga como vereador. Pelo menos, é o que apontam os números das eleições passadas. Dentre os candidatos a vereador, um grande numero deles conquistam menos votos. Enquanto isso, apenas pouco mais dos candidatos obtiveram votação superior a 3 mil votos.

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Chapas

A costura estão começando, então, pelo fortalecimento das chapas de vereadores. Para isto, com exceção outros candidatos a vereador interessado na cadeira municipal, devem ter uma projeção de votos de, no máximo, 3 mil votos. A estratégia passa também pela desfiliação de alguns dos vereadores que mudaram de partido durante a “Janela Partidária”.

Com essa limitação de possibilidades, os vereadores enfrentam uma encruzilhada. Uma das alternativas foi buscar partidos maiores na Capital. Contudo, nesse caso, é necessária uma votação expressiva para viabilizar a reeleição.

Eleição 2024 para vereador em Cuiabá deve ser recheada de surpresa. Dos mais votados em 2020, muitos deles podem estar fora em 2024, a esquerda está sem os seus mais votados, a direita que estava espalhada agora se concentra no Partido Liberal (PL), aproveitando a onda de Jair Messias Bolsonaro, o União Brasil (UB), com aprovação maciça de Mauro Mendes, cacique numero 1 da sigla em Mato Grosso, Partido Progressista (PP), e o grupo de Carlos Favaro que pode crescer no PSD, e o MDB do cacique Carlos Bezerra e a “Mulher Maravilha”, Janaina Greyce Riva, que também pretende se fortalecer na Câmara Municipal de Cuiabá.

Do dia 7 de março ao dia 5 de abril, aconteceu a salvação de muitos dos parlamentares cuiabanos, a “Janela Partidária” para os vereadores, o que significou o início do troca-troca partidário. Mas, não será diferente na Câmara de Vereadores. Nossos edis começam a fazer as contas para uma eleição de 2024 que deverá trazer muitas surpresas, especialmente porque a eleição de 2020 ocorreu durante a Pandemia do Coronavírus.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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