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SEM VíNCULO NA CASA DE LEIS

Santos diz que deixa base de Mendes para ser “independente” na Assembleia

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Pretendo conversar com o governo, mas a minha intenção é ser independente. Já anunciei publicamente e quero reforçar pós-eleição o meu compromisso com as causas do servidor público”.

Anunciou o deputado estadual reeleito do Partido Social Democrático (PSD), Wilson Pereira dos Santos, afirmando que pretende deixar a base aliada do governador Mauro Mendes Ferreira do União Brasil (UB), para ser um parlamentar estadual “independente” na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

Wilson Santos está na sua 4ª Legislatura seguida na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). Em 2014, conseguiu 20,5 mil votos e atuou, durante o mandato, como base do ex-governador José Pedro Gonçalves Taques, na época no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Já em 2018, foi reeleito com 14,8 mil votos. Ele também já havia ocupado cadeira por duas legislaturas no Parlamento entre 1990 e 1998.

O parlamentar estadual, Wilson Santos e o governador Mauro Mendes se enfrentaram nas Eleições de 2008 à Prefeitura de Cuiabá, e o “Galinho” brigador acabou levando a melhor. Em 2010, ambos foram candidatos ao governo, mas Mauro Mendes teve desempenho melhor que Wilson Santos. Em 2014, ambos apoiaram a eleição de Pedro Taques, ao Governo do Estado. Em 2016 Mauro Mendes negou apoio a candidatura de Wilson Santos a Prefeito de Cuiabá. Em 2018 estiveram em lados oposto e Mauro Mendes foi eleito Governador do Estado.

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Em 2020, a base do governador Mauro Mendes na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso aumentou quando o deputado estadual Wilson Santos, que era do grupo de “oposição”, foi convidado para compor o grupo de sustentação do governo no Legislativo.

Antes desafetos por conta dos processos eleitorais, principalmente o de 2008, o governador Mauro Mendes, e o deputado estadual Wilson Santos acabaram selando um acordo. O “Galinho” brigador acabou fazendo mesmo parte da bancada governista na Assembleia Legislativa, isolando ainda mais a “oposição” ao Governo do Estado na época.

Atualmente o parlamentar é vice-líder do Palácio Paiaguás no Parlamento Estadual e já esteve à frente da liderança de deputados que apoiam o Poder Executivo em votações polêmicas. Wilson deixou o grupo de “oposição” ao governo em fevereiro de 2020 para integrar o núcleo de sustentação do Paiaguás. O convite inclusive partiu do próprio governador Mauro Mendes.

Para esta nova legislatura, o parlamentar estadual que conseguiu 23444 votos, disse que pretende ser desprender dos laços com o Executivo Estadual para “caminhar sozinho” e atender pautas e reivindicações do funcionalismo, o que tem sido “Calcanhar de Aquiles” da gestão Mauro Mendes.

O parlamentar estadual afirmou que pretende ser um “sacerdote” dos servidores. Ele também afirmou que o fato de assumir a própria “independência” não impede que ele vote favorável em pautas da gestão que considerar necessárias para Mato Grosso.

Eu vou ser na Assembleia Legislativa um sacerdote do servidor público, meu gabinete vai estar aberto do Fórum Sindical.

Agradecimentos

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O deputado estadual Wilson Santos agradeceu a confiança dos mato-grossenses que lhe deram 23.446 votos no último domingo (2). A expressiva votação garantiu ao parlamentar mais uma mandato na Assembleia Legislativa.

Será o 10º mandato eletivo. Wilson Santos já foi vereador por Cuiabá, deputado federal por duas vezes, prefeito da capital (dois mandatos) e está em seu mandato na Assembleia Legislativa.

O parlamentar credita o resultado das urnas à sua expressiva produção parlamentar, a atuação firme na defesa do meio ambiente, da inclusão social, da educação pública de qualidade, infraestrutura e na área da saúde ajudaram em sua reeleição. Em especial à população mato-grossense, sua equipe, amigos e familiares.

Nos últimos 7,5 anos fui considerado o mais produtivo deputado estadual da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Apresentei 3.328 proposições ao parlamento, entre projetos de lei (915), indicações ao governo (733), requerimentos (350), resoluções (147) e outras ações. Sou autor de 86 leis em vigor voltadas à saúde, educação, inclusão social, segurança, infraestrutura, esportes, cultura, lazer, meio ambiente e agricultura familiar. Agradeço a cada um e cada uma que acreditaram no nosso trabalho e sempre caminharam conosco. Muito obrigado, disse.

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Política

MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.

Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.

O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.

Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB),  uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.

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A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.

Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.

O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.

A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.

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A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.

Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.

Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.

A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.

Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.

O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.

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