FOCO NO TABULEIRO POLÍTICO DE CUIABÁ E AS ESTRATÉGIAS PARA 2026
Em Mato Grosso: chegou o momento decisivo da disputa eleitoral de 2026
Final de semana chegou e o bom dia especial de hoje vai para: quem tá devendo aluguel; quem é de bom coração; quem perdeu para o Lanús, para quem continua acompanhando o Blog do Valdemir esperando a próxima notícia ou as próximas “Fake News”.
Por isso o Boteco da Alameda alerta: hoje acompanhar política é tipo de acompanhar conteúdo de blogueira. Você está sempre esperando a próxima notícia ou da posição para você atacar ou defender e vai ficando o dia inteiro preso nesse ciclo, indignado com o que está acontecendo, que o governador deveria fazer algo e blá…blá…blá.
Há outros que, ao olhar para sua vida, continua a mesma coisa, nada muda. Sei que o sentimento é genuíno de querer mudar o mundo e fazendo alguma coisa pela sociedade, mas acredita no Boteco da Alameda, não é acompanhar notícias e ficar comentando com amigos que você vai conseguir mudar o mundo.
Saber de primeiros socorros, trocar resistência de chuveiro, de vendas é muito mais útil que “acompanhar notícias políticas”.
Eitaaa lasqueiraaa, segue o fluxo!

Começando pega a visão: Sete anos depois da inauguração de Mauro Mendes na cadeira 01 do Palácio Paiaguás, é possível esboçar algumas linhas de seu processo decisório, uma delas, talvez a principal: ele navega sempre de olho nos objetivos pragmáticos, mas nunca descuida de se garantir na variável-chave da sustentação política.
Eis uma complexidade na vida dos que fazem “palanques”, oposição ou têm a missão de criticá-lo.
Talvez o erro é ouvir demais o que que se diz na política do que dar atenção ao que se faz.
De vez em quando, já se disse aqui, o mais prudente é colocar a política no mudo.
NÃO SUBSTIMEM A TURMA do PAIAGUÁS!
Três pontos para entender…
Por que após Carnaval marca o início das definições na eleição de 2026.
No meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso, o calendário político tem uma lógica própria que não se prende completamente às formalidades.
O ano só começa, de fato, depois do Carnaval. E não se trata de força de expressão. Entre o mês de fevereiro e o encerramento de março, o “Tabuleiro Político Eleitoral” começa a ser organizado. É a largada informal da disputa de 2026.
Na Terra de Rondon, as forças políticas aliadas ao governador Mauro Mendes e a oposição sabemos disso.
A partir de agora, cada movimento no “Tabuleiro Político Eleitoral” será medido não apenas pelo impacto administrativo, mas pelo reflexo eleitoral.

Há três pontos centrais que explicam pôr que esse período é decisivo.
1 – O retorno pleno do Legislativo e a conta pública
Com o fim do recesso e a retomada integral das atividades após o Carnaval, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o Congresso Nacional e as Câmaras Municipais voltam a funcionar em ritmo normal. E isso impacta o jogo.
É nas tribunas que o debate público ganha forma, sendo o parlamento a caixa de ressonância dos debates.
Projetos são apresentados, requerimentos são protocolados, CPIs podem surgir, e discurso passam a ter audiência ampliada.
O que está em jogo:
– Tentativa de pautar temas sensíveis como CPIs, segurança pública;
– Imposição de assunto do governo, o que indica os rumos do ano eleitoral;
– Embates públicos recorrentes entre base e oposição.
O vice Otaviano Pivetta, do partido dos Republicanos, buscará consolidar uma agenda positiva de entregas e anúncios.

A oposição vai atuar para tencionar, expondo fragilidade e desgastes. Cada Sessão Legislativa passa a ser uma arena de pré-campanha.
2 – O prazo de desincompatibizacão e o efeito dominó nos governos.
– Outro fator decisivo é a aproximação do prazo de desincompatibizacão. Quem ocupa cargo público no Executivo e pretende disputar as eleições precisa deixar a função até o dia 4 de abril.
Esse período provoca:
– Pressão interna por definições de candidaturas;
– Negociações por substituições estratégicas;
– Ajustes em secretarias e cargos chave de olho no jogo eleitoral;
– Saída de nomes para serem opção eleitoral na disputa.
Mauro/Otáviano passam a administrar duas frentes; gestão cotidiana e a montagem cenário eleitoral. Secretários deixam pastas, aliados pedem espaços, novos quadros são testados.
Cada exoneração ou nomeação pode carregar sinal político.
3 – A aproximação da “Janela Partidária” e a reorganização dos blocos.
– Parlamentares avaliam onde terão melhores condições de reeleição;
– Lideranças negociam estrutura, fundo partidário e tempo de televisão;
– Grupos políticos sofrem rearranjos inesperados.
Em Mato Grosso, a disputa pela indicação do nome para disputar o Palácio Paiaguás pelo partido do União Brasil (UB) é a parte mais visível desse embate.
Trata-se de um nome com peso estadual e capacidade de influenciar a formação de palanques, e a oposição disputa palmo a palmo esse espaço.
Além disso, partidos médios e pequenos também entram na equação. As vezes desprezados, os pequenos passam a ter mais valor diante do embate entre as maiores agremiações.
Nota de rodapé: a “Janela Partidária” não é apenas troca de legenda. É redefinição de forças.
Segue o fluxo!
Política
Crise na gestão da água reacende embate entre Flávia Moretti e Tião da Zaeli em Várzea Grande
A instabilidade política voltou a marcar a administração de Várzea Grande, onde a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) tornou público novo embate com o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL). O conflito gira em torno da condução do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), responsável pelo abastecimento e saneamento básico do município.
Segundo a chefe do Executivo Municipal, o impasse ocorre porque, embora seja formalmente a gestora do município, ela afirma não deter controle administrativo sobre a autarquia. A declaração foi feita em meio a cobranças crescentes da população acerca da falta de água em diversos bairros e da demora no atendimento às demandas relacionadas ao serviço.
A controvérsia envolve diretamente a definição de competências dentro do Governo Municipal. De acordo com a prefeita, o vice-prefeito exerce influência direta sobre o DAE-VG e também sobre a área da Educação, o que incluiria participação em decisões estratégicas e operacionais. Moretti sustenta que não pode realizar contratações, nomeações ou sequer acompanhar as contas da autarquia.
O problema se agrava diante do cenário relatado por moradores, que afirmam enfrentar interrupções no fornecimento de água há meses. A prefeita declara que é abordada diariamente nas ruas, nas redes sociais e até em seu telefone pessoal, onde responde às manifestações, mas admite que o desgaste político recai majoritariamente sobre sua imagem institucional.
Em tom de desabafo, Flávia Moretti (PL), afirmou que leva “todo o desgaste do DAE”, embora, segundo ela, a condução direta da autarquia esteja sob responsabilidade do vice-prefeito. A gestora também declarou que, caso a responsabilidade política lhe seja atribuída integralmente, deseja assumir formalmente o comando do órgão.
No início de 2025, conforme relatado, a prefeita solicitou um levantamento completo das necessidades estruturais do DAE-VG, incluindo equipamentos e reformas urgentes. Entretanto, as dívidas acumuladas pela autarquia teriam dificultado a regularização financeira e a implementação de medidas imediatas para melhorar o serviço.
Paralelamente, a chefe do Executivo Municipal afirma que permaneceu responsável apenas pelo processo de concessão privada do sistema, vinculado a um fundo de investimento, cujo prognóstico técnico deverá ser apresentado ainda neste ano. A proposta integra promessa de campanha e, segundo a prefeita, representa alternativa para solucionar de forma definitiva o problema do abastecimento.
O embate ressurge após um período de relativa estabilidade na relação política entre prefeita e vice. Nos bastidores, aliados admitem que divergências administrativas e disputas por espaço decisório vêm se acumulando desde o início da atual gestão, intensificando-se diante da pressão popular.
A repercussão política ocorre em momento estratégico, quando a administração municipal busca consolidar projetos e recuperar a confiança da população. Especialistas em gestão pública observam que conflitos internos no Executivo Municipal podem comprometer a eficiência administrativa e a credibilidade institucional.
Diante do cenário, a população de Várzea Grande aguarda definições claras sobre quem, de fato, responde pela condução do DAE-VG e quais medidas concretas serão adotadas para assegurar o abastecimento regular de água. Enquanto o impasse persiste, o tema permanece no centro do debate público e tende a influenciar os rumos políticos do município nos próximos anos.
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