NO OLHO DO FURACÃO
E agora Neri vai renunciar?
Quando pensamos que já vimos de tudo na política e ouvimos choradeira de todos os lados, surge uma novidade inesperada: o deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller poderá renunciar a coordenação no grupo temático do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Segundo os frequentadores do Boteco da Alameda, há rumores de que o deputado federal renuncie ao cargo nos próximos dias.
Os rumores foram registrados, após o ex-ministro Guido Mantega da era Lula e Dilma, renunciar ao cargo na equipe de transição.
O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu a carta de renúncia de Mantega e telefonou ao ex-ministro, agradecendo por seu empenho e desprendimento ao cargo. Na carta encaminhada a Alckmin, Guido Mantega acusou “adversários” de usarem a sua condenação no Tribunal de Contas da União (TCU), para tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo.

O motivo de sua saída da equipe de transição foi uma condenação no Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016 e depois estendida em 2018, que o impede temporariamente de ocupar cargos públicos.
E agora Neri vai renunciar?
Apesar do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, ter anunciado na última quarta-feira (16), o nome do então deputado federal progressista Neri Geller no governo de transição temático de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a situação do pepessista, não anda tão bem, como tentam pintar.
O presidente eleito Luiz Inácio “Lula” da Silva, já foi alertado sobre a situação de Neri Geller. Alguns aliados disseram que a indicação de Geller poderá trazer para o Palácio do Planalto uma crise de credibilidade.
Pelo andar da carruagem, a punição pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da perda do mandato de deputado federal por crime eleitoral no pleito de 2018 traz junto as agravantes da inelegibilidade por oito anos e também veto a nomeação em cargo público comissionado.
Nesse caso, a Agência Brasileira de Inteligência vetaria uma eventual indicação de Neri Geller do Partido Progressista (PP) para cargo DAS.
PS: Geller concorreu sub judice nas eleições desde ano ao Senado, ficando em terceiro lugar, com pouco mais de 310 mil votos. Porém, os seus votos foram congelados por conta do indeferimento do registro de sua candidatura.
Assim sendo, o grupo de transição espera que Neri Geller renuncie o cargo na equipe de transição.
Atenção: a carta de renúncia já está sendo preparada e será entregue nas próximas horas para ser divulgada.
O deputado federal progressista, Neri Geller teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 23 de agosto, que também o tornou inelegível por 8 anos.
A ação que cassou o parlamentar progressista, Neri Geller, é referente a eleição de 2018. Ele ingressou com embargos de declaração tentando reverter a cassação e inelegibilidade.
O deputado federal após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Neri Geller, recorreu com embargos de declaração junto ao TSE tentando reverter a decisão da Corte Eleitoral.
Suplente na briga
Nesta quinta-feira, 17, Marcos Marrafon do partido Cidadania, ingressou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir que a Câmara Federal destine qualquer emenda parlamentar apresentada pelo deputado federal cassado, Neri Geller (PP), no orçamento de 2023, e ainda solicita que a Corte Eleitoral determine a decretação imediata da perda de mandato de Neri Geller e a sua posse logo em seguida.
No documento ingressado por Marcos Marrafon, ele pede que seja: “expedido ofício à presidência e à Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados para que seja dado cumprimento imediato à decisão plenária do TSE, com as devidas advertências legais em caso de descumprimento”.
Marco Marrafon alega em sua defesa que a Corregedoria Legislativa estaria se omitindo em decretar a perda de mandato do deputado federal cassado. Isso porque a Comissão teria dado prazo para que o parlamentar progressista entrasse com sua defesa, e alega também que a ampla defesa apenas ocorre quando a cassação se dá por quebra de decoro parlamentar, o que não aconteceu com Neri, que foi cassado pela Justiça Eleitoral.
“Com efeito, enquanto perdurar a omissão aqui combatida, o parlamentar cassado seguirá indicando emendas parlamentares impositivas, participando de votações importantes relacionadas, por exemplo, à discussão da Lei Orçamentária Anual ao passo em que o Peticionante se encontra impedido de exercer a função para a qual foi legitimamente eleito, conforme decidido“.
O pedido de cautelar proposto por Marrafon pede que seja proibida a destinação das emendas indicadas por Neri ao Estado de Mato Grosso, mesmo em de já terem sido aprovadas.
“Caso contrário, ele pede que seja ‘determinada a reabertura de indicação tão logo o ora peticionante tome posse”.
Política
Aliança por infraestrutura desencadeia polarização antecipada para 2026
Em solenidade de R$ 54 milhões, Prefeita da Cidade Industrial, a vizinha de Cuiabá, Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti (PL), confronta a hegemonia histórica da família Campos e sela compromisso com o projeto governamental do Republicanos, Otaviano Pivetta.
Em um movimento que reconfigura as forças na Região Metropolitana de Cuiabá, a assinatura de convênios de infraestrutura urbana tornou-se cenário de um contundente embate político. A celebração dos atos institucionais transcendeu o caráter administrativo para assumir uma roupagem de aberta contestação ao tradicional establishment local, evidenciando as clivagens partidárias que moldam o Estado de Mato Grosso.
A protagonista do episódio foi a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), que utilizou o espaço solene para desferir críticas severas aos seus principais opositores. O alvo manifesto da mandatária foi o “clã da família Campos”, personificado pelo Senador Jayme Campos e pelo deputado estadual Júlio Campos, ambos do União Brasil (UB), e figuras historicamente dominantes na política da Cidade Industrial.

O palco desse tensionamento foi o próprio município várzea-grandense, território vizinho da capital mato-grossense que experimenta, há várias décadas, uma crônica centralização de “PODER”. O ambiente governamental, estruturado para formalizar parcerias de engenharia e pavimentação, acabou convertido em uma tribuna de questionamentos democráticos e de prestação de contas sobre o desenvolvimento da região.
A manifestação ocorreu de forma estratégica durante a recepção oficial à cúpula do Executivo Estadual, no momento em que as articulações para o pleito de 2026 começam a ganhar contornos públicos. A temporalidade do discurso coincide estritamente com o desenho de novas alianças de sustentação e com o debate acerca da futura composição dos cargos majoritários do Estado.
A estratégia retórica da gestora do município de Várzea Grande, estruturou-se por meio de uma nítida oposição entre a negligência de governantes pretéritos e a atuação presente da administração estadual. A liberal Flávia Moretti valeu-se de uma fala carregada de emotividade, expressando um misto de desabafo e firmeza institucional para expor as carências orçamentárias locais e contrapor a conduta de seus adversários ao apoio técnico recebido.
A motivação para esse posicionamento drástico reside nas carências estruturais crônicas que assolam Várzea Grande, descrita pela prefeita várzea-grandense como “uma cidade historicamente empobrecida”. A líder municipal, Flávia Moretti (PL), buscou desmistificar o prestígio dos antigos governantes que ascenderam a altos cargos republicanos sem, contudo, reverter essa influência em melhorias tangíveis na qualidade de vida da população.
O montante financeiro viabilizado pelo acordo administrativo atinge a expressiva cifra de R$ 54,2 milhões, recursos integralmente destinados à execução urgente de obras de pavimentação e recuperação asfáltica. Essa injeção de capital público representa um alívio substancial para o combalido erário municipal, que se encontra impedido de realizar grandes investimentos devido às limitações fiscais.

O ato oficial contou com a destacada presença do Governador de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos), que acompanhou a prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL), em vistorias pelas vias públicas da cidade. Pivetta emergiu na solenidade não apenas como a autoridade concedente dos recursos financeiros, mas como a principal âncora política e o fiador das promessas de reestruturação da infraestrutura urbana.
O objetivo central da captação desses recursos é mitigar o agudo dilema de gestão enfrentado pela Prefeitura de Várzea Grande, obrigada a escolher entre a recuperação da malha viária e o abastecimento de insumos médicos. Segundo o relato da gestora, o socorro do Governo do Estado visa garantir que a administração não precise negligenciar a assistência à saúde e a salvaguarda de vidas para executar serviços básicos de tapa-buracos.
As repercussões imediatas desse pronunciamento projetam um cenário de intensa polarização para as eleições de 2026, consolidando o apoio de Flávia Moretti ao projeto sucessório de Otaviano Pivetta ao governo estadual. Essa composição contrapõe-se diretamente aos planos do União Brasil (UB), que discute a candidatura de Jayme Campos ao Palácio Paiaguás e a de Mauro Mendes ao Senado, redesenhando o complexo xadrez político mato-grossense.
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