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RETA FINAL COM POUCOS RECURSOS FINANCEIROS

Candidatos do PT e PL no limites de gastos de campanha para o 2º turno das eleições em Cuiabá

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Este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o limite de gastos para as campanhas de prefeito e vereador em cada um dos 5.569 municípios do País. As quantias estabelecidas pela Corte Eleitoral deveriam ser rigorosamente seguidas pelos partidos e coligações durante as eleições municipais.

Em Cuiabá, as eleições para prefeito, o limite de gastos no primeiro turno das eleições municipais foi de R$ 13.322.541,81, 2º turno de R$ 5.329.016,72, e de vereador R$ 727.981,92. Apenas o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) disponibilizou R$ 4,96 bilhões aos partidos políticos. O montante é mais do que o dobro do oferecido nas eleições de 2020, cerca de R$ 2 bilhões.

A distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), também conhecido como Fundo Eleitoral ou Fundão, entre os partidos é feita conforme critérios definidos por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

2%: igualmente entre todos os partidos com estatutos registrados no TSE.
35%: entre os partidos com pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, proporcionalmente aos votos obtidos na última eleição.
48%: conforme o número de representantes na Câmara dos Deputados, considerando as legendas dos titulares.
15%: conforme o número de representantes no Senado Federal, considerando as legendas dos titulares.

Nas eleições municipais deste ano, os partidos com mais recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) são: o Partido Liberal (PL) com R$ 886,8 milhões, o Partido dos Trabalhadores (PT) com R$ 619,8 milhões, União Brasil (UB) com R$ 536,5 milhões, PSD com R$ 420,9 milhões e o Partido Progressista (PP) com R$ 417 milhões.

Gastos de campanha em Cuiabá para 2º turno das eleições

Para o 2º turno das eleições municipais na Capital, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), saiu na frente neste segundo turno em relação a arrecadação de recursos para a campanha em relação ao adversário Abilio Brunini (PL).

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O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), pela Federação Brasil da Esperança, já recebeu na sua totalidade os R$ 5.3 milhões do Fundo Eleitoral de Campanha, mesmo valor do teto de gasto permitido no segundo turno pela Justiça Eleitoral em Cuiabá no valor R$ 5.329.016,72.

Nós já recebemos o valor total do que é permitido gastar no 2º turno“.

Já o Partido Liberal (PL) nacional, repassou ao seu representante o valor de R$ 1 milhão de reais do Fundo Partidário. Isso porque a sigla alega já ter gastado todo o seu Fundo Eleitoral ainda no primeiro turno, quando o deputado federal Abilio Brunini, arrecadou R$ 9.051 milhões, sendo R$ 6.745 milhões do Fundo Eleitoral e R$ 2 milhões do Fundo Partidário.

Valdemar da Costa Neto, presidente Nacional do PL, disse que pouco mais de R$ 886 milhões que o partido recebeu do Fundo Eleitoral já foram gastos nas eleições de 2024.

A preocupação da cúpula nacional agora é tentar mobilizar o setor empresarial e do Agronegócio que apoiou Jair Bolsonaro em 2022, a contribuir com os candidatos da sigla que estão no 2º turno.

Ananias Filho, presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, também demonstrou preocupação, porém, se diz confiante de que Abilio Brunini conseguirá doações suficientes para realizar sua campanha.

O Abilio vai receber R$ 1 milhão do Fundo Partidário, que a direção nacional irá mandar para a estadual, e nós vamos repassar. Mas tenho certeza que as doações virão e vamos ter estrutura para a campanha“.

Campanha eleitoral

A disputa do segundo turno em Cuiabá nas eleições para prefeito em 2024, será marcada pela polarização nacional, em um embate do PL, de Jair Bolsonaro, contra o PT, do presidente Lula. Abílio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT) se enfrentarão no segundo turno dessas eleições, em 27 de outubro. O candidato bolsonarista teve 39,61% dos votos no primeiro turno, enquanto o petista foi escolhido por 28,31% do eleitorado.

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O cenário na capital mato-grossense era uma incógnita até as últimas pesquisas eleitorais. O candidato a prefeito de Cuiabá, José Eduardo Botelho (UB), aparecia empatado com Brunini e Cabral e tinha chances de ir para o segundo turno. A campanha de Eduardo Botelho foi apadrinhada pelo cacique numero 1 da sigla, o governador Mauro Mendes (UB). O parlamentar estadual Eduardo Botelho, entretanto, ficou em terceiro lugar com 27,7% dos votos.

Para as Eleições de 2024, o parlamentar federal Abilio Brunini do Partido Liberal (PL), conta com o apoio de uma coligação formada pelo PL, Partido Novo, PRTB e Democracia Cristã (DC). A vice na chapa é a Coronel da Polícia Militar Vânia Rosa. O candidato declarou R$ 81 mil.

Lúdio Frank Mendes Cabral, deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), disputou a Prefeitura de Cuiabá em 2012, foi ao segundo turno, mas perdeu para o atual Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB). Em 2014, concorreu ao Governo do Estado, ficando em segundo lugar.

O candidato conta com o apoio da chapa Coragem e Força para Mudar, com a composição da Federação Brasil da Esperança – Fé Brasil com PT/PCdoB/PV/PSD, Federação Psol/Rede. Lúdio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o total de bens de R$ 608.706,82.

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Política

MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.

Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.

O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.

Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB),  uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.

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A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.

Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.

O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.

A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.

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A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.

Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.

Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.

A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.

Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.

O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.

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