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ESCOLHIDAS PELOS CONTRIBUINTES

Lar dos Idosos São Vicente de Paulo foi uma das entidades beneficiadas pelo Nota MT

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O primeiro sorteio de 2022 do Programa Nota MT, coordenado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), beneficiou no concurso mensal de dezembro 145 entidades de 52 municípios mato-grossenses. Elas foram indicadas pelos 1.002 contribuintes sorteados e, juntas, vão receber R$ 110 mil. Esse valor correspondente a 20% dos prêmios de R$ 10 mil e R$ 500 distribuídos nesta quinta-feira (13).

As cinco entidades sociais mais contempladas neste sorteio pertencem às cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande. Entre os 1.002 ganhadores, 203 indicaram a Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC) e 75 escolheram o Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan-MT). Essas instituições vão receber R$ 24,1 mil e R$ 7,5 mil, respectivamente.

O Centro Social do Menino Jesus de Sinop foi a terceira entidade social mais premiada, com 24 indicações, e será beneficiada com R$ 2,4 mil. Já o Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, localizado em Várzea Grande, e a Santa Casa de Rondonópolis, também, se destacaram no ranking de indicações e cada uma irá receber R$ 2,3 mil.

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Esses valores repassados às entidades filantrópicas ajudam na manutenção, investimento e funcionamento das atividades. Atualmente, 197 instituições sociais estão cadastradas no Nota MT e podem ser indicadas pelos contribuintes no ato do cadastro ou depois para receber 20% das premiações.

Para participar do Nota MT e ser indicada pelo consumidor, a instituição deve estar cadastrada junto à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Esse cadastro também permite acesso a outros projetos, programas do governo, doação de produtos, entre outros.

Doe sua Nota

Além dos 20% referentes aos prêmios sorteados, as entidades filantrópicas contam com o Doe sua Nota, funcionalidade do Nota MT. O cidadão pode doar suas notas fiscais (NFC-e) das suas compras para as instituições cadastradas no Programa, desde que o documento fiscal não tenha informação do CPF do consumidor e o valor seja inferior a R$ 1 mil.

O Doe Sua Nota foi disponibilizado no início do mês de outubro de 2021 e cada nota fiscal doada gera pontos para as entidades que serão convertidos em valores em dinheiro. Ao todo, serão distribuídos R$ 2 milhões por ano.

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As notas fiscais poderão ser doadas de duas formas: eletronicamente no aplicativo ou site do Nota MT, ou pessoalmente em urnas que serão disponibilizadas nos estabelecimentos comerciais. No caso das doações feitas em urnas, cada entidade será responsável pelos pontos de coleta, assim como por computar os documentos fiscais doados.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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