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CDL FAZ ALERTA PARA PRÓXIMOS MESES

Inadimplência se mantém estável no fechamento de fevereiro

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Conforme levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a inadimplência permaneceu estável em Mato Grosso quando comparada com o mês anterior. Na passagem de janeiro para fevereiro, o número de devedores no Estado cresceu 0,15%, totalizando aproximadamente 1,087 milhões.

Na região Centro‐Oeste, na mesma base de comparação, a variação foi de ‐0,15%. Quando comparado fevereiro de 2021 com o mesmo período de 2020, o número de inadimplentes caiu ‐4,16%. O dado ficou abaixo da média da região Centro‐Oeste (‐2,79%) e acima da média nacional (‐5,17%).

A pesquisa mostra também que a abertura por faixa etária do devedor mato-grossense com participação mais expressiva continua sendo de 30 a 39 anos (26,35%), seguida pela de 40 a 49 anos (21,61%), 50 a 64 anos (19,32%) e 25 a 29 anos (13,28%), além disso, na passagem de janeiro para fevereiro de 2021, o número de dívidas cresceu 0,42%, totalizando aproximadamente 2,079 milhões.

Na região Centro‐Oeste, nessa mesma base de comparação, a variação foi de 0,11%. Já quando comparado fevereiro de 2021 com o mesmo período de 2020, o número de dívidas em atraso de moradores do Estado, caiu ‐6,68%, em relação a fevereiro de 2020. O dado ficou abaixo da média da região Centro‐Oeste (‐5,22%) e acima da média nacional (‐ 8,28%).

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De acordo com o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), Fábio Granja, quando calculado de forma proporcional a faixa etária, de 25 a 29 anos torna-se a faixa com participação mais expressiva. Os motivos principais passam pela cultura voltada mais para o consumo, além de ser uma faixa etária que inicia uma responsabilização com despesas de família, tais como: energia, água, telefone, supermercados, aluguel, plano de saúde, financiamento de veículo, imóvel, entre outros“, explicou ele.

Já em relação ao setor com participação mais expressiva do número de dívidas em fevereiro no estado permaneceu os bancos, com 31,80%, seguido do comércio com 31,55% do total de dívidas.

Sobre o número médio de dívidas por cidadão, o levantamento mostra que em fevereiro de 2021, cada consumidor inadimplente tinha em média 1,913 dívidas em atraso. O número ficou acima da média da região Centro‐Oeste (1,864 dívidas por pessoa inadimplente) e acima da média nacional registrada no mês (1,787 dívidas para cada pessoa inadimplente).

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Contudo, para Granja ainda, é importante alertar quecom as novas restrições às atividades econômicas, principalmente bares, restaurantes e lojas de shoppings, somado com o setor de eventos e educação prejudicados desde o primeiro semestre de 2020, o número de inadimplentes poderá se elevar nos próximos meses. A segunda onda da COVID-19 tem causado redução da confiança de empresários e consumidores. Os prejuízos somados com diversos fatores que geram instabilidade na roda da economia resulta em um ciclo negativo com falência de empresas, desemprego, redução da renda de famílias, redução de consumo e consequentemente aumento da inadimplência, disse ele.

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ECONOMIA

Custo da cesta básica dispara em Cuiabá

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Com acréscimo de 1,86% na terceira semana de maio, em comparação à semana anterior, a cesta básica em Cuiabá atingiu o valor de R$ 913,47 e ultrapassou, pela primeira vez na série histórica, a marca de R$ 900. O maior patamar apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) elevou em 9,58% a diferença de preço observada em relação ao mesmo período do ano passado, quando o custo era de R$ 833,59.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, enfatizou a alta de preços em produtos que sofrem grande influência climática.

Mesmo com quedas observadas em itens como carne, café, banana e açúcar, as altas concentradas em produtos de maior peso e sensibilidade climática sustentaram o avanço do custo médio da cesta nesta semana.

É o caso do tomate, que registrou variação semanal positiva de 14,95%, chegando ao preço médio de R$ 13,47/kg. A baixa temperatura registrada nas principais lavouras provoca atrasos na maturação dos frutos, restringe a oferta e pode ocasionar o aumento de preços observado.

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A batata também registrou aumento de 9,04%, e a média semanal chegou a R$ 9,10/kg. Segundo análise do IPF-MT, a variação de preço pode estar relacionada também à baixa oferta, consequência do fim da colheita da safra atual e das chuvas observadas em algumas lavouras, que atrasam o processo de colheita do produto.

Outro item que apresentou aumento em decorrência de fatores climáticos foi o feijão, com acréscimo de 2,14%, chegando à média de R$ 8,16/kg. A alta nos custos de produção, em decorrência dos cuidados no armazenamento dos grãos, pode ter resultado em aumento no preço final ao consumidor.

Diante do incremento da oferta à nível global, o café segue em queda pela nona semana consecutiva. Desta vez, a variação negativa observada foi de 1,96%, fazendo com que o pacote de 500 gramas atingisse o preço médio de R$ 29,98, além de ficar 12,11% mais barato em comparação com o mesmo período de 2025.

Wenceslau Júnior reforçou que:a dinâmica das variações observadas nesta semana evidencia a influência das condições climáticas e sazonais sobre a inflação dos alimentos, especialmente entre os produtos in natura e de ciclo agrícola mais sensível.

O Sistema Comércio em Mato Grosso, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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