ALERTA DO PROCON MUNICIPAL
Golpes no Pix crescem mais nos últimos meses
É comum escolher dados como e-mail, CPF e número de celular para serem a chave Pix. Apesar de facilitar as transações e a identificação do recebedor, essa prática pode representar um perigo caso os dados caiam nas mãos de pessoas mal intencionadas. Para preservar sua privacidade e segurança, é recomendado optar pela chave aleatória ao receber transferências Pix de desconhecidos.
Links compartilhados via WhatsApp e redes sociais exigem atenção extra. Isso porque ataques de phishing geralmente são disseminados pelo mensageiro, Facebook ou Instagram. Os criminosos prometem saques Pix, benefícios de graça e até produtos com preços muito abaixo do comum para “fisgar” a atenção do usuário e fazê-lo acessar o site fraudulento. As páginas contêm formulários que pedem informações sensíveis como dados bancários, número de celular e até mesmo números de documentos.

Alerta do Procon Municipal
Genilto Nogueira, secretário adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Municipal), chama à atenção da população quanto a importância de redobrar os cuidados com ofertas “milagrosas” enviadas pela internet, principalmente, por números desconhecidos, de outros estados. Semanalmente, há registros de casos de consumidores sendo vítimas de golpes via PIX e do golpe do empréstimo.
“Essa situação tem se tornando cada vez mais comum, com más intenções, os golpistas aproveitam da fragilidade das pessoas endividadas e oferecem soluções miraculosas para sanear os problemas financeiros. Ao invés de resolver, o consumidor acabando entrando em cenários bem mais complicados”, enfatizou.
Genilto Nogueira pontua que a ação criminosa é um fato antigo, porém, com as facilidades da Internet, das redes sociais, a “agilidade” criminosa também vem crescendo exponencialmente.
Ele conta que, recentemente, uma consumidora que deu entrada no Procon Municipal de Cuiabá com uma demanda relacionada a golpe do PIX.
“Ela estava munida de documentos que comprovavam que havia sido ludibriada e perdeu em torno de R$ 70 mil em menos de uma semana. Ela foi vítima de um golpe via PIX de uma empresa fictícia, que prometia a liberação de um valor de crédito elevado, mas mediante o cumprimento do envio de “uma garantia”.
Diariamente, os golpistas entravam em contato e manipulavam a consumidora a acreditar que estavam finalizando os trâmites burocráticos. Somente após sete angustiantes dias, a consumidora percebeu que era uma vítima.
Independente de classe social ou de nível de escolaridade das vítimas, a ‘mentalidade criminosa’ vem se aperfeiçoando e as táticas utilizadas para enganar são aprimoradas.
Ele chama atenção também para os cuidados necessários para não ser vítima de outros golpes, como o sequestro da conta de WhatsApp.
“Eles já aconteciam antes, de formas diferentes, mas se tornaram mais ágeis na era do PIX”, ressaltou.
Esse sistema permite transferências rápidas, de forma gratuita, a qualquer dia e hora, disponibilizando o valor transferido quase que instantaneamente na conta do estelionatário, possibilitando que eles movimentem o dinheiro rapidamente, o que dificulta a recuperação desses valores quando a vítima percebe que caiu em uma cilada.
Para esclarecer ao consumidor como os casos funcionam, foram listados três tipos dos golpes mais recorrentes para que você possa se prevenir. Dentre eles estão:
1 – Falso empréstimo – Nessa modalidade os estelionatários entram em contato com a vítima através de anúncios realizados em redes sociais ofertando empréstimos facilitados, com formas de pagamento e taxa de juros extremamente atrativas.
Ao envolver a vítima na trama, os estelionatários passam a solicitar o pagamento de taxas para que o crédito seja disponibilizado, no entanto, tudo não passa de mais um golpe.
A melhor forma de se prevenir é desconfiar de propostas de crédito muito distantes da realidade bancária, já que muitas vezes para atrair as vítimas os golpistas ofertam valor altíssimos, para ser pago em muitas parcelas, com juros reduzidos.
Também é válido lembrar que não existem taxas a serem pagas para liberação de crédito, pois todos os encargos que incidem sobre a operação tendem a ser abatidos do capital ou incluídos nas parcelas de pagamento do empréstimo.
2- Sequestro (ou clonagem) do WhatsApp – O mais popular aplicativo de mensagens instantâneas do Brasil é também o meio mais utilizado pelos golpistas. Na clonagem, os criminosos enviam uma mensagem fingindo ser funcionários de empresas em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam um código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferência via PIX.
A melhor forma de se prevenir deste golpe é evitar clicar em links desconhecidos. Caso o golpista já tenha clonado seu número, basta desinstalar o aplicativo e baixa-lo novamente, dessa forma ele desabilitará no telefone do estelionatário retornando para o seu.
Outro ponto importante, é sempre desconfiar de mensagens do conhecidos e familiares pedindo dinheiro de forma inesperada, principalmente se a conta de destino não for da pessoa que está pedindo. Sempre que receber uma mensagem com um pedido de dinheiro inesperado procure ligar e ter certeza que a pessoa por trás do telefone é de fato um conhecido ou se trata de uma tentativa de aplicar um golpe.
3- Falsas centrais de atendimento – O golpista entra em contato com a vítima se passando por um funcionário do banco ou empresa com a qual a vítima tem relacionamento. O criminoso oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave PIX, ou diz que o usuário precisa fazer um teste com o sistema de pagamentos instantâneos para regularizar o cadastro. Neste momento, a vítima é induzida a fazer uma transferência.

O secretário adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, explica que a Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) já reiterou que os dados pessoais dos clientes, jamais, são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, e que funcionários de bancos não ligam aos clientes para fazer “testes” com o PIX.
“Na dúvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos“, alertou Genilto.
Em casos de dúvidas, informações ou reclamações entrar em contato pelo WhatsApp: (65) 3641-6400. O Procon Municipal está situado à Rua Joaquim Murtinho, 554 – Centro, Cuiabá – MT. O horário de funcionamento é das 08 às 17 horas, sem intervalo para almoço.
Abaixo seguem os links para baixar o aplicativo:
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.goncalvescordeiro.proconcuiaba&hl=pt_BR
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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