MAIS EMPREGO E RENDA
“Estamos otimista em receber mais investimentos da iniciativa privada”
O Prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), demonstrou otimismo com a real possibilidade da segunda maior cidade de Mato Grosso, receber mais investimentos da iniciativa privada, o que será fundamental no pós-COVID-19 e que representa mais emprego e renda.
Ele esteve reunido nos últimos dias com os principais CEOs da Marfrig Global Foods, que é uma das maiores processadoras de alimentos do mundo; da Saga Malls e com o presidente do Porto Seco, Francisco Antônio de Almeida, mais conhecido como “Chico Paiaguás”.
O empresário que é presidente do Porto Seco, estava acompanhado pelo Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, que reforçou o compromisso do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) com políticas de desenvolvimento econômico e Social com Várzea Grande e com a Baixada Cuiabana para fortalecer as demais cidades de Mato Grosso.
“Todos estão em Várzea Grande e demonstraram interesse em ampliar seus investimentos e, portanto, são bem vindos e no que precisarem encontraram as portas do Poder Público Municipal de Várzea Grande, abertas para parceria de interesse da cidade e de sua população“.
Kalil Baracat disse que mesmo vivendo um momento de cuidados especiais por causa da pandemia, se sente estimulado pela procura de empresários sinalizando novos investimentos, o que representa dizer, que se terá na economia local, mais emprego, mais renda e mais desenvolvimento para Várzea Grande, para Mato Grosso e para o Brasil.
Francisco Antônio de Almeida, mais conhecido como “Chico Paiaguás”, anunciou que vai explorar o terminal de cargas internacional e nacional do Aeroporto Marechal Rondon e vê com bons olhos a atual política de desenvolvimento de Mato Grosso que poderá ser ainda mais alavancada trazendo mais emprego, mais renda e principalmente a industrialização para beneficiamento de toda a produção mato-grossense.
O Aeroporto Internacional Marechal Rondon que se localiza em Várzea Grande, a partir de março de 2019, passou a ser explorado pela iniciativa privada, sendo que a concessão por 30 anos foi vencida pela COA – Centro Oeste Airports que também explora os Aeroportos de Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta.
“Vamos manter o alto nível de investimentos públicos, pois sabemos a importância dos mesmo para atrair investimentos como destas empresas ou de outras que já se manifestaram quanto ao interesse em investir em Várzea Grande, em Mato Grosso e no Brasil”, explicou o prefeito de Várzea Grande sinalizando que são conversas embrionárias e com forte chance de se tornarem realidade, mas grandes corporações são disputadas a todos os momentos, por prefeitos, governadores e até mesmo outros países, “por isso é importante que sejamos parceiros para que novos projetos sejam atraídos”, explicou.
Kalil Baracat apontou ainda que a chegada da Ferronorte, a explosão do agronegócio, a efetividade do Parque Tecnológico e a possibilidade de Várzea Grande se tornar um polo educacional estimulam investimentos como os que estão sendo analisados pela iniciativa privada e que podem melhorar a performance de Várzea Grande no cenário estadual, nacional e até mesmo internacional.
“Fomos apontados por uma pesquisa técnica realizada a pedido da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT) que colocou Várzea Grande entre as 100 melhores cidades do Brasil para fazer negócios na indústria, em uma clara demonstração de que o desenvolvimento vai passar por Várzea Grande que está na região metropolitana e é entrada e saída para a vasta produtividade do agronegócio e para se tornar uma grande geradora de mão de obra profissional”, disse o prefeito de Várzea Grande.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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