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ECONOMIA

Aprovado por unanimidade projeto de Maggi que facilita rastreamento do dinheiro público

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Com 64 votos favoráveis e nenhum contrário, o Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (16), Projeto de Lei (375/2011) de autoria do senador Blairo Maggi (PR), que determina o pagamento das despesas correntes e de capital constantes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por meio de documento oficial com código de barras.

blairomaggiAs despesas correntes são aquelas destinadas, por exemplo, ao pagamento de pessoal, compra de material de consumo, pagamentos de serviços de terceiros e gastos com obras de conservação de bens imóveis. As chamadas despesas de capital, por sua vez, são destinadas a investimentos, obras e aquisição de equipamentos.

"A partir do momento que uma prefeitura, o Governo e a própria União receber qualquer despesa, ou previsão de orçamento, ficará registrado não tendo mais como fazer os estornos, por exemplo, ou alegar que tal recurso não veio. Será possível controlar tudo que entra e sai dos cofres públicos", argumentou Maggi durante a votação.

Para Blairo, o modelo padroniza os pagamentos na administração pública, o que contribui com a atividade dos órgãos de controle interno e externo, bem como o dos órgãos de repressão, quando das investigações policiais.

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 "Quando ocorrem investigações policiais, por exemplo, todos os documentos estarão registrados, sua entrada será dada por sistema, empenhando agilidade e desburocratização ao processo dando transparência à administração pública", disse o presidente do Senado, Renan Calheiros, ao justificar seu voto favorável.

O PSDB votou "sim" ao PL, louvando a iniciativa do Senador Blairo Maggi que permite, com o uso da tecnologia, o acompanhamento e o rastreamento dos pagamentos feitos pelo poder público.

"Tudo que for feito no sentido da transparência e do aprimoramento dos sistemas de fiscalização e controle devem, naturalmente, ser louvados, porque, afinal de contas, estamos tratando de dinheiro público, que vem sendo tão mal gerenciado no País, sobretudo pelo Governo Federal, com a mazela da corrupção. Com isso poderemos ter mais um instrumento, mais uma ferramenta, para que se trate com zelo, com honestidade a coisa pública no Brasil. No momento em que o País está naufragando diante de tantas denúncias de malversação do dinheiro público, de corrupção é um mecanismo a mais para que possamos aprimorar a nossa República e tratar com a seriedade devida o que pertence ao povo brasileiro", enalteceu o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB).

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Em consonância, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), diz que a principal contribuição do projeto se refere à transparência nos trâmites públicos. "Quero parabenizar o senador Blairo Maggi pela iniciativa, um projeto que vem somar muito à transparência e o melhor controle da administração pública. Um projeto de fácil execução e que mudará sobremaneira a realidade dos pagamentos nos setores públicos", registrou a parlamentar.

O PL 375/2011, segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

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ECONOMIA

Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.

A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.

O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.

A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.

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Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.

O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.

Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.

As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.

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A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.

Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.

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