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MAQUIAGEM DE PREÇOS

Procon Cuiabá reforça orientações para compras seguras na Black Friday de 2025

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Com a proximidade da Black Friday, marcada para o final de novembro de 2025, o Procon Municipal de Cuiabá intensificou as ações de orientação e fiscalização para garantir que consumidores façam compras mais seguras, conscientes e livres de fraudes.

A data, conhecida pelos grandes descontos e pela movimentação intensa no comércio físico e online, também é período de aumento significativo de golpes digitais, “maquiagem de preços” e irregularidades na oferta de produtos e serviços.

A secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, reforça que o órgão está preparado para atuar de forma mais ampla neste ano.

Nosso papel é informar o consumidor sobre seus direitos, evitar prejuízos e garantir que as compras de fim de ano ocorram de forma tranquila. A Black Friday é uma oportunidade, mas também exige atenção redobrada”.

Monitoramento de preços: o primeiro passo contra a ‘Black Fraude’

Uma das principais recomendações do Procon é acompanhar o histórico de preços antes da data promocional. Aplicativos e sites especializados ajudam o consumidor a identificar oscilações e evitam a chamada maquiagem de preço, prática em que empresas elevam o valor do produto semanas antes e anunciam descontos fictícios.

O consumidor precisa estar atento ao preço real, não ao que é anunciado no dia da promoção. Monitorar com antecedência é essencial para fugir da ‘metade do dobro’ e fazer uma compra verdadeiramente vantajosa”, orienta Mariana Borges.

Golpes digitais: criminosos cada vez mais profissionais

As fraudes virtuais seguem como uma das maiores preocupações da Black Friday. Sites falsos, links maliciosos enviados por WhatsApp e perfis falsos que imitam grandes varejistas continuam entre os golpes mais frequentes.

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O alerta do Procon é claro: desconfie de ofertas “milagrosas” e verifique sempre o endereço do site.

  • URLs com pequenas alterações (como “Magazinne”) são fortes indícios de golpe.
  • O consumidor deve priorizar sites com “https://” e ícone de cadeado, que indicam conexão segura.
  • Perfis em redes sociais também podem ser falsificados para atrair compradores desavisados.

Existem golpes muito bem produzidos, que replicam a identidade visual de marcas famosas. Por isso, é fundamental verificar o link, checar o CNPJ da loja e nunca confiar apenas na aparência da página”, enfatiza a secretária-adjunta.

Pix e boleto: atenção redobrada na hora do pagamento

O Procon destaca que golpistas têm usado cada vez mais o Pix para aplicar fraudes, aproveitando a rapidez da transação.

Antes de pagar, o consumidor precisa conferir:

  • Nome do destinatário
  • CNPJ ou CPF que recebe o valor
  • Se a empresa oferece outros meios de pagamento

Se o Pix estiver direcionado ao nome de uma pessoa física ou a uma razão social totalmente diferente da loja, isso é sinal de alerta. Sempre que possível, dê preferência a formas mais seguras, como cartão de crédito, que permite contestação”, aconselha Mariana.

Dicas essenciais para evitar prejuízos

Além das recomendações específicas para a Black Friday, o Procon reforça orientações gerais que ajudam o consumidor a tomar decisões mais seguras:

  • Pesquise a reputação da empresa e consulte reclamações em plataformas confiáveis.
  • Exija nota fiscal, fundamental para trocas e eventuais reclamações.
  • Confira informações sobre frete, prazo de entrega e política de devolução antes de concluir a compra.
  • Verifique rótulos, certificações e instruções em língua portuguesa — especialmente no caso de brinquedos e eletrônicos.
  • Em compras online, lembre-se do direito de arrependimento: o consumidor tem sete dias, contados do recebimento, para desistir sem justificativa.

O Procon defende consumo consciente e planejamento financeiro

Além de evitar fraudes, o órgão incentiva que o consumidor utilize a Black Friday de forma responsável, dentro do orçamento e sem comprometer o final do ano.

O Natal é um momento de confraternização, não de endividamento. Muitas vezes, a melhor escolha é priorizar produtos realmente necessários ou presentes que tenham significado. Consumir com consciência é também um ato de proteção”, destaca Mariana Borges.

Canais de atendimento ao consumidor

Em caso de dúvidas, irregularidades ou suspeitas de golpe, o Procon Municipal de Cuiabá atende:

  •  Endereço: Rua Joaquim Murtinho, nº 554, Centro
  •  Site da SORP: registro na aba “Consumo”
  •  WhatsApp: (65) 3632-6400

O órgão reforça que está à disposição para acolher reclamações, orientar consumidores e garantir mais segurança durante todo o período promocional.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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