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ANUÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA 2024

Sorriso entre as 10 cidades mais violentas do Brasil

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Mato Grosso continua sendo destaque nacionalmente no ranking de cidades mais violenta do Brasil, juntamente com outras cidades do Brasil figurando entre as mais violentas do país. A situação em Sorriso reflete um cenário preocupante que requer medidas urgentes por parte das autoridades locais e estaduais.

Neste ultimo mês de junho, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou o Atlas da Violência 2024, revelando dados alarmantes sobre a violência em diversas cidades brasileiras. Sorriso, localizada em Mato Grosso, destacou-se negativamente ao ocupar a 7ª posição no ranking nacional de homicídios entre municípios com uma taxa de 70,5 homicídios, mais de 100 mil habitantes.

Foi apontado no estudo que a principal causa dessa violência é a guerra entre facções criminosas, que disputam o controle do tráfico de drogas na região. Esse conflito levou à formação da Tropa Castelar, um grupo dissidente do Comando Vermelho (CV) que se aliou ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no final de 2022, intensificando ainda mais os índices de violência na cidade.

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Novo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024

Uma nova pesquisa sobre as 10 cidades mais violentas do Brasil foi divulgado nesta quinta-feira 18, pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, coloca Sorriso como destaque em lugar, e a cidade de Santana, no Amapá, esta sendo considerada a mais violenta do Brasil, quando levado em conta o índice de mortes intencionais como homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

De acordo com o documento, que reúne dados oficiais compilados pelas polícias e pelos governos estaduais, entre outras fontes, a cidade amapaense teve o equivalente a 92,9 mil registros de mortes violentas por 100 mil habitantes, fazendo com que assumisse a liderança desse incômodo ranking.

No ano passado, Santana já apresentava uma alta taxa de mortalidade violenta, com 49,4 mortes a cada 100 mil habitantes. O aumento de um ano para o outro foi de 88%. Macapá também figura entre as dez cidades mais violentas, sendo a única capital na lista. A cidade ocupa a nona posição, com 71,3 mortes violentas a cada 100 mil habitantes.

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No levantamento publicado no ano passado, esse número aumentou para 3.784.239 habitantes, um crescimento de 217 mil pessoas.

Santana e Macapá fazem parte da chamada região intermediária da capital amapaense, que tem a maior taxa de mortes violentas do país, segundo o Anuário, e engloba ainda os municípios de Itaubal, Mazagão, Laranjal do Jari e Vitória do Jari.

Apesar da “liderança” amapaense, é a Bahia que mais se destaca na lista das dez cidades mais violentas do país, com nada menos que seis municípios: Camaçari (na segunda posição), Jequié (terceira), Simões Filho (quinta), Feira de Santana (sexta), Juazeiro (sétima) e Eunápolis (décima posição).

Confira a lista das dez cidades mais violentas do Brasil, segundo o Anuário de Segurança Pública:

Santana (AP) – 92,9 homicídios / 100 mil habitantes
Camaçari (BA) – 90,6
Jequié (BA) – 84,4
Sorriso (MT) – 77,7
Simões Filho (BA) – 75,9
Feira de Santana (BA) – 74,5
Juazeiro (BA) – 74,4
Maranguape (CE) – 74,2
Macapá (AP) – 71,3
Eunápolis (BA) – 70,4

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Destaques

Governo prevê conclusão do “BRT Metropolitano” para dezembro de 2026

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA/MT), Marcelo Oliveira, juntamente com a equipe técnica da pasta, anunciou formalmente que as obras do sistema de trânsito rápido por ônibus (Bus Rapid Transit – BRT), no trecho que interliga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, serão integralmente concluídas até o fim de dezembro de 2026. A declaração solene ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), durante uma concorrida Audiência Pública realizada no auditório principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).

O pronunciamento governamental detalhou as profundas alterações estruturais planejadas para as 77 estações de passageiros, o cronograma atualizado de execução física das frentes de trabalho e as estratégias para a futura implantação do corredor viário da Avenida Fernando Corrêa da Costa. Diante de parlamentares, lideranças comunitárias e jornalistas, os gestores estaduais também expuseram o planejamento para a aquisição imediata da frota de ônibus elétricos, além de justificar as medidas administrativas severas adotadas pelo Poder Executivo após a rescisão unilateral do contrato com o consórcio construtor originalmente contratado para a execução do empreendimento metropolitano.

A consolidação financeira do novo modal de transporte coletivo urbano recebeu um importante incremento com a confirmação de que a venda dos antigos trens e o leilão dos trilhos e materiais remanescentes do extinto projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reverterão mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Ao defender a viabilidade econômica da transição tecnológica, o secretário Marcelo Oliveira rebateu as críticas recorrentes acerca dos atrasos no cronograma e enfatizou que as equipes de engenharia enfrentaram um cenário complexo de expansão urbana e de adensamento populacional acelerado na Grande Cuiabá entre os anos de 2012 e 2024.

O principal fator que determinou a paralisação temporária das obras e a consequente dilação do prazo de entrega foi o reiterado descumprimento de cláusulas editalícias por parte da primeira concessionária licitada, situação que forçou o Estado a aplicar multas contratuais e a reformular integralmente o modelo operacional. O gestor da pasta de infraestrutura revelou ainda que a ingerência política e os entraves burocráticos criados pela administração municipal anterior de Várzea Grande prejudicaram sensivelmente o andamento dos serviços de pavimentação rígida na região limítrofe, prolongando o desgaste logístico sofrido pelos comerciantes e motoristas locais.

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Paralelamente às intervenções em andamento no primeiro eixo de mobilidade, a implantação do corredor estrutural da Avenida Fernando Corrêa da Costa encontra-se em fase de planejamento, com o processo licitatório ainda pendente de publicação oficial no Diário Oficial do Estado. O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, esclareceu que não há dotação orçamentária empenhada para este trecho específico no presente exercício financeiro, estimando o início efetivo das obras de terraplenagem e drenagem profunda apenas para o primeiro semestre do próximo ano.

O traçado completo do sistema de transporte rápido abrangerá uma extensão linear de 15 quilômetros no trecho principal que conecta as duas maiores cidades do estado, somando-se a outros sete quilômetros projetados para o futuro ramal da região sul de Cuiabá. Para garantir o atendimento eficiente de milhares de usuários diários que dependem do transporte público interestadual, a administração estadual confirmou a aquisição de uma frota inicial composta por 25 modernos ônibus elétricos de alta capacidade, cujos processos de compra direta encontram-se em fase de instrução documental e análise jurídica nos órgãos de controle interno da Sinfra.

As modificações técnicas implementadas no projeto básico das estações visam aumentar a durabilidade do patrimônio público e garantir o conforto térmico dos passageiros em uma região de clima caracteristicamente quente. Nascimento pontuou que o aprimoramento estrutural consistiu na substituição dos aparelhos de ar-condicionado domésticos por eficientes sistemas de climatização industrial, além da instalação de painéis de vidro temperado com tecnologia antivandalismo e de estruturas metálicas de alta resistência contra intempéries climáticas.

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O planejamento logístico inicial concebido para o Lote 1, que compreende a ligação expressa entre os terminais de Várzea Grande e do CPA, previa originalmente uma execução célere de apenas seis meses, baseada na abertura simultânea de sete frentes de trabalho intensivo ao longo do leito viário. A estratégia de engenharia englobava intervenções complexas no subsolo e na superfície das principais vias expressas, concentrando o maquinário pesado no quadrante situado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a histórica Ponte Júlio Müller.

No entanto, a viabilidade prática desse modelo de intervenção simultânea mostrou-se inviável logo após o início das primeiras escavações, quando o estrangulamento do fluxo de veículos gerou severos congestionamentos e forte descontentamento popular. A equipe técnica da Sinfra avaliou que a manutenção do cronograma agressivo original resultaria em um colapso completo da mobilidade urbana intermunicipal, forçando a adoção de um modelo operacional mais flexível e seguro para os cidadãos.

A execução das obras de engenharia civil passou a ocorrer de forma cadenciada e gradual, sob constante monitoramento e em estreito alinhamento operacional com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. De acordo com o secretário-adjunto, essa sinergia administrativa permite o planejamento detalhado de desvios no tráfego e de interdições parciais de faixas de rolamento, mitigando os impactos cotidianos e harmonizando o avanço do BRT com as demais obras de saneamento básico conduzidas pelas concessionárias de serviços públicos na capital.

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