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Rodrigo Bernardino: – Otoplastia: cirurgia plástica para evitar o bullying
Otoplastia: cirurgia plástica para evitar o bullying
Por: Rodrigo Bernardino –
Quem sofre ou já sofreu bullying por ser chamado de Dumbo, orelhão sabe o quão difícil é lidar com essa situação. Essa discriminação geralmente afeta as crianças e adolescentes, principalmente os que estão em idade escolar. Mas a orelha fora dos padrões pode ser facilmente corrigida com cirurgia plástica.
A infância e a adolescência, sem dúvida, são períodos bastante delicados da vida, pois neles descobrimos e desenvolvemos, de fato, nossa identidade. Por isso, precisamos estar atento aos nossos filhos e estabelecer conversas diárias a respeito de suas vivências é a melhor maneira de perceber suas angústias e seus desejos e, consequentemente, decidir em conjunto o melhor momento para realizar a cirurgia.
A cirurgia que resolve esse problema é a Otoplastia, e pode corrigir um defeito na estrutura das orelhas presente desde o nascimento, que se torna aparente com o desenvolvimento. É esta cirurgia a responsável pela criação de uma forma natural, dando equilíbrio e proporção às orelhas e à face.
Conhecida popularmente como orelha de abano, ela pode se apresentar de várias maneiras, com graus mais ou menos intensos. A orelha normal tem uma curvatura que segue e lá em cima divide em duas cristas. Quando tem um plano só, ou seja, a bordinha da orelha não faz a curva e não acaba nas duas cristas, é uma orelha de abano. Outro caso de orelha de abano é quando ela cresce na concha e há um distanciamento da cabeça na região posterior.
Vale destacar que a cirurgia só pode ser realizada nas crianças a partir de sete anos de idade. Porque até os três anos, 85% da orelha ainda está em crescimento e só aos sete que está totalmente formada.
Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostrou que 65% das cirurgias de correção de orelha de abano são motivadas por bullying. Cerca de 2% a 5% da população brasileira tem esse excesso de cartilagem, lembrando que não é uma deformidade, apenas uma característica hereditária.
A cirurgia de otoplastia é feita com anestesia local ou geral, vai depender muito do paciente. Lembrando que o pós-operatório é tão importante quanto à cirurgia. No entanto, a cirurgia mal realizada é de difícil ou impossível correção, deste modo, a escolha do médico é fundamental para que se alcance o resultado estético e psicológico esperado.
Outro fato importante é que o paciente não pode praticar esportes, nem se expor ao sol, não mergulhar no mar ou piscina por um mês.
Rodrigo Bernardino é cirurgião plástico, formado pela Universidade de Alfenas/MG, especialização em Cirurgia Plástica na Santa Casa de Montes Claros/MG e Membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
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Saúde bucal e estratégia corporativa: por que a nova lei trabalhista é apenas o começo?
Autor: Paulo Zahr* –
A entrada em vigor da Lei nº 15.377/2026, em 6 de abril, marcou um passo significativo para a saúde preventiva no ambiente corporativo brasileiro. Ao instituir a obrigatoriedade de orientação sobre campanhas de vacinação e prevenção ao câncer, o legislador reforçou a premissa de que a saúde do colaborador é o ativo mais valioso de qualquer organização.
No entanto, ao analisar o novo texto legal, notei uma ausência que merece nossa profunda reflexão como líderes e gestores: a saúde bucal.
A ciência é categórica ao afirmar que a boca é a porta de entrada para condições sistêmicas graves. Quando uma empresa ignora a saúde bucal de seus talentos, ela assume riscos que impactam diretamente o balanço financeiro e a produtividade. A doença periodontal está intrinsecamente ligada ao aumento de riscos de Infarto e AVC, enquanto inflamações bucais crônicas descontrolam a glicemia e agravam o diabetes.
Além disso, no Brasil, a dor de dente ainda figura como a segunda maior causa de absenteísmo, provando que negligenciar esse cuidado não é economia, mas sim o adiamento de uma conta que chegará muito mais cara.
Enquanto a legislação estabelece o patamar mínimo, as empresas visionárias já entenderam que o benefício odontológico é estratégia pura. O acesso ao cuidado odontológico qualificado gera um ciclo virtuoso em que o colaborador se sente valorizado em uma necessidade essencial, o engajamento aumenta e a marca empregadora se fortalece na guerra por talentos.
É nesta lacuna entre a necessidade pública e a oferta corporativa que o modelo de franquias odontológicas se tornam um pilar econômico fundamental, permitindo que clínicas estruturadas cheguem aonde a demanda só cresce.
A lei avançou, mas o mercado deve ir além. Se queremos empresas resilientes, precisamos tratar o indivíduo de forma integral, sem fatiar o cuidado preventivo. O futuro da gestão de pessoas exige que abandonemos a visão fragmentada da saúde. Como líderes, não podemos nos contentar apenas com o cumprimento de exigências legais enquanto ignoramos um pilar que afeta diretamente o bem-estar e a performance de nossas equipes.
O verdadeiro diferencial competitivo de uma empresa hoje não está no que ela é obrigada a fazer, mas no cuidado genuíno que ela escolhe oferecer. Convido você a refletir: sua empresa está apenas seguindo a lei ou está, de fato, liderando pelo exemplo ao cuidar da saúde integral de quem faz o negócio acontecer?
*Paulo Zahr é fundador da OdontoCompany, empreendedor e especialista em franquias, com mais de 30 anos de experiência no setor
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