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Benefícios econômicos e ambientais da economia circular no setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos

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Autor: Robson Esteves*

A economia circular tem se consolidado como uma solução estratégica para o setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, trazendo impactos positivos tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Esse modelo diminui custos de produção e cria oportunidades de emprego, mas também contribui para a preservação ambiental ao reduzir a extração de matéria-prima virgem e minimizar o descarte inadequado dos equipamentos. Um reflexo desse avanço é que, segundo uma pesquisa realizada ano passado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo do Centro de Pesquisa em Economia Circular da USP, 85% das indústrias brasileiras já adotam pelo menos uma prática de economia circular, demonstrando compromisso com a sustentabilidade.

A adoção de princípios da economia circular no setor permite a reutilização de componentes, a remanufatura de produtos e a reciclagem de materiais, como cobre, vidro e lítio. Esse processo reduz a dependência de recursos naturais virgens, que são extraídos e geram altos custos econômicos e ambientais. Além disso, empresas que investem em designs sustentáveis e tecnologias para facilitar a desmontagem e reaproveitamento de peças conseguem diminuir despesas com insumos e logística, tornando a cadeia produtiva mais eficiente e competitiva.

A transição para um modelo circular também estimula a economia ao criar postos de trabalho. Setores como reparo, recondicionamento, reciclagem e remanufatura ganham destaque, promovendo o surgimento de empresas especializadas e oportunidades para profissionais qualificados.

No Brasil, a regulamentação via a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Decreto Federal N° 10.240, que aborda a gestão de resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, impulsiona investimentos na cadeia reversa. O resultado é a criação de espaços para parcerias entre setores públicos e privados e o fomento de modelos de negócio mais sustentáveis.

Do ponto de vista ambiental, os benefícios da economia circular são expressivos. A reutilização e reciclagem de componentes evitam a disposição inadequada de resíduos tóxicos, como metais pesados e plásticos de difícil degradação, que podem contaminar solos e águas. Além disso, a redução na demanda por mineração e retirada de recursos contribui para a preservação de ecossistemas naturais e a diminuição das emissões de carbono associadas ao processo de extração e produção industrial. Esse impacto positivo também é percebido pelo setor produtivo: de acordo com uma pesquisa da CNI, 68% dos empresários que adotam práticas circulares reconhecem que essas medidas ajudam a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, reforçando seu papel no combate às mudanças climáticas.

O incentivo à conscientização do consumidor também desempenha um papel essencial na redução do impacto ambiental. Ao estimular o descarte adequado dos produtos ao final de sua vida útil, possibilitando a destinação ambientalmente correta, é possível promover a movimentação de um ciclo produtivo mais sustentável.

A economia circular no setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos representa um caminho inovador e necessário para equilibrar desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental. Desse modo, investir na circularidade desses produtos é, portanto, uma estratégia inteligente para um futuro mais próspero e ecológico.

*Robson Esteves – Presidente da ABREE — Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos.

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Sinais silenciosos do diabetes exigem atenção antes mesmo do diagnóstico

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Autora: Mariana Ramos*

O diabetes é uma doença silenciosa, mas o corpo costuma emitir sinais importantes antes que o quadro se agrave. O problema é que muitos desses sintomas acabam sendo ignorados ou confundidos com estresse, cansaço ou mudanças na rotina. Entre os alertas mais comuns estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome constante, perda de peso inexplicada e visão turva.

Esses sintomas aparecem porque o organismo passa a ter dificuldade para utilizar adequadamente a glicose como fonte de energia. Quando a insulina não consegue agir corretamente, o açúcar permanece circulando no sangue em níveis elevados, enquanto as células continuam sem receber a energia necessária para funcionar plenamente.

Muitas pessoas associam o diabetes apenas ao consumo de açúcar ou ao excesso de peso, mas a doença envolve uma combinação de fatores genéticos, metabólicos e comportamentais. Embora a obesidade e o sedentarismo aumentem significativamente o risco, pessoas magras e aparentemente saudáveis também podem desenvolver a condição.

Outro ponto importante é que os sintomas não se manifestam da mesma forma em todos os pacientes. Algumas pessoas apresentam sinais clássicos de maneira intensa, enquanto outras só descobrem a doença em exames de rotina, sem perceber alterações evidentes no dia a dia. Esse é um dos motivos pelos quais o acompanhamento médico periódico é tão importante, especialmente para quem possui histórico familiar, hipertensão, colesterol elevado ou excesso de peso.

Além dos sintomas mais conhecidos, infecções frequentes, dificuldade de cicatrização, cansaço persistente e formigamentos também podem estar relacionados ao diabetes. Quando não controlada, a doença pode provocar complicações sérias, afetando rins, olhos, vasos sanguíneos e o sistema cardiovascular.

Nos últimos anos, o número de diagnósticos cresceu de forma significativa, impulsionado principalmente pelas mudanças no estilo de vida da população. A rotina sedentária, a alimentação rica em ultraprocessados e a falta de acompanhamento preventivo contribuem diretamente para esse cenário.

Mesmo sendo uma condição crônica, o diabetes pode ser controlado e permitir qualidade de vida, especialmente quando identificado precocemente. Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, o controle do peso e o tratamento individualizado ajudam não apenas no controle da glicemia, mas também na prevenção de complicações futuras.

Mais do que observar sintomas isolados, é fundamental valorizar sinais persistentes ou incomuns no organismo. Perceber essas mudanças e procurar orientação médica pode fazer toda a diferença no diagnóstico e no tratamento.

*Dra. Mariana Ramos é médica endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá – MT

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