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ÍCONE DA CUIABANIA

Exposição intitulada “Jejé de Oyá” homenageia o colunista social

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Fruto de uma convocatória artística do espaço cultural “A Casa do Parque” em parceria com a Associação dos Artistas Plásticos do Estado de Mato Grosso (Artemat), a exposição intitulada “Jejé de Oyá” homenageia o colunista social, que se tornou personagem histórica da capital, com uma exposição coletiva inspirada em sua vida que será lançada no próximo dia 17 de abril na Casa do Parque, às 19 horas, com entrada gratuita, e incluirá telas, esculturas, colagens e poesias.

José Jacintho de Siqueira, o Jejé, que faleceu em 2016, completaria 90 anos no próximo dia 3 de junho. A sua irreverência e presença inesquecível nas rodas sociais mais badaladas da capital renderam capítulos marcantes na sua biografia e foi o que motivou a escolha de seu nome para essa exposição coletiva que reúne obras de 31 artistas mato-grossenses.

Eu vi Jejé pela primeira vez numa grande festa política e ele entrou girando ao som da música Cuiabá Cuiabá, de Roberto Lucialdo, que o homenageia na letra. Ele parecia uma entidade tamanha a energia e suas muitas alegorias e fez daquele, um momento inesquecível que trago até hoje na retina“.

Flávia Salem, é idealizadora da Casa do Parque, que foi quem propôs o nome do colunista como tema da convocatória às artistas Marcela Lopes e Dayana Trindade, que também participam da curadoria da exposição, e que prontamente concordaram com a força e a relevância histórica de Jejé.

A artista Dayana Trindade fala o quão especial é mergulhar na história desse ícone da cuiabania.

Participar da curadoria da exposição de Jejé nos proporcionou imergir na história de Cuiabá. A mostra é narrada sob os olhares de artistas regionais que nos fazem refletir sobre os paradoxos sociais em que estamos envolvidos, a sinergia entre as obras nos encanta e cria ao espectador uma experiência única“.

A publicação da carta convocatória aos artistas plásticos foi muito bem recebida e a exposição trará pinceladas diversas, além de esculturas, colagens e, também, poesia que compõem uma merecida ode a Jejé de Oyá retratando diversas fases da sua vida e ainda as suas múltiplas facetas.

Esta exposição é um testemunho da jornada extraordinária de Jejé, que desafiou as expectativas e deixou um legado de coragem, autenticidade e valorização da cuiabania. Que sua história nos encoraje a sermos verdadeiros com nós mesmos e a celebrarmos nossa rica herança cultural“, ressalta Marcela Lopes que participa também como artista da mostra.

A Associação dos Artistas Plásticos do Estado de Mato Grosso (Artemat), por meio do seu presidente Carlos Alberto Bosquê fala sobre a importância dessa união entre o espaço cultural e a entidade artística no intuito de homenagear o grande Jejé de Oyá.

Produzir registros artísticos através das artes visuais para homenagear Jejé é um desafio que nos tira da zona de conforto para notarmos quão importante foi este comunicador e produtor cultural no Mato Grosso, de estilo descontraído nós faz refletir sobre sua liderança de frentes culturais transitando com a moda estilos Mestre De Sala e Porta Bandeiras, história desafiadora para chegar na tela de TV, sonho de muitos de nós artistas, alcançar audiência e sucesso, a conquista de créditos e espaços. A Casa do Parque investe na união dos artistas do Estado e valoriza nossas instituições e grupos de arte como importante ponto de cultura para mais homenagens e alegrias populares e eruditas“.

Além de colunista, Jejé foi alfaiate, carnavalesco e foi também tema de samba de enredo. Cada pedacinho colorido desse ser, que é personagem de histórias divertidas para aqueles que o conheceram, estará traduzido em JEJÉ DE OYÁ, essa coletiva artística que será lançada numa noite tão alegre quanto foi o grande homenageado, com declamação de poesia, fantasia carnavalesca e a pesquisa musical de Roberto Santos, que comandará as pickups da noite de lançamento no dia 17 de abril, a partir das 19h, na Rua Major Severino Queiroz, 455, Duque de Caxias, com entrada franca.

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Obra inclusiva

A exposição oferecerá uma experiência sensorial única, convidando os visitantes a explorarem uma das obras não apenas visualmente, mas também de forma tátil e audiodescritiva. Ao proporcionar a oportunidade de tocar e sentir as texturas cuidadosamente trabalhadas da obra, bem como acessar descrições auditivas detalhadas, esta experiência se torna inclusiva para pessoas com deficiência visual, permitindo que elas também possam apreciar a arte de forma envolvente.

Confira o grande elenco formado pelos artistas participantes e confirme a sua presença nesta noite especial:

Ari Carvalho, Isabel Araújo, Micheli Fanali, Traudi, Éllen Pellicciari, Salete, Valdir Ricardo, Adaiele, Rubia Ellian, Prestes Brasil, Luana Franco, Rimaro, Victor Hugo, Rosylene Pinto, Albina, Jessica Escobar, Jose Lisbran, Michele Dill, Bosquê, Dayana Trindade, Yusuf Dogan, Marcela Lopes, Roberto Jorge, Marina Levy, Rita Ximenes, Irani Gomes, Valques Pimenta, Benedito Silva, Olimpio Bezerra, Mari Gemma e Gonçalo Arruda.

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Destaques

Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande

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A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.

Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.

As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.

Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.

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O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.

A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.

Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.

Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.

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Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.

A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.

Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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