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XX Fórum de Governadores; Mendes e mais 7 governadores pedem reforços para combater “Coronavírus”

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Os governadores dos 9 Estados da Amazônia Legal estiveram reunidos em Belém (PA), entre os dias 11 e 13 de março (quarta a sexta-feira), para o XX Fórum de Governadores, realizado no Hangar – Centro de Convenções. O governador do Pará, Helder Barbalho, foi o anfitrião do evento.

Esta é a primeira vez que o Estado do Pará recebe os componentes do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, formado ainda pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins para encontros deliberativos.

Desde março do ano passado, governadores e secretários estaduais se reúnem a cada quatro meses para dar andamento a projetos e ações voltados aos temas que são debatidos durante as reuniões das câmaras setoriais.

O governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira e mais 7 governadores e vice-governadores dos Estados que compõem a Amazônia Legal assinaram a “carta conjunta”, na qual solicitam reforços ao Governo Federal para as medidas de prevenção e combate ao Coronavírus.

Este é o primeiro bloco de governadores a se reunir para traçar ações conjuntas para conter o contágio da doença.

A “carta conjunta” foi assinada na noite de quinta-feira (12), ao final do Fórum dos Governadores. Até o momento, nenhum caso de “Coronavírus” foi registrado nos Estados do consórcio: Mato Grosso, Pará, Amapá, Maranhão, Roraima, Tocantins, Amazonas e Acre.

No trecho do documento assinado pelos governadores e vice-governadores eles disseram que:

Ante o cenário de emergência sanitária, manifestamos nossa preocupação com o advento do “Coronavírus”, o “Covid-19”, com suas potenciais consequências para a saúde da população”.

No documento, foi requisitado à União o imediato aporte de recursos para custear as ações emergenciais referentes ao avanço do vírus, além da habilitação e imediata instalação adicional de 1.000 leitos de UTI para reforço da rede de cuidados intensivos para estes Estados.

Em Mato Grosso, temos tomado e continuaremos a tomar todas as medidas necessárias, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. A Secretaria de Estado de Saúde também tem divulgado periodicamente a situação dos casos suspeitos. Ainda que não tenhamos nenhum caso confirmado, é necessário agir de forma preventiva”, ressaltou o governador.

Atuação de MT

No Estado, no mês de fevereiro foi instituído o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE-MT), que é composto por profissionais do Estado, municípios e autoridades do Ministério Público.

O Centro de Operações é o responsável por tomar as decisões estratégicas ligadas ao monitoramento e combate à propagação do vírus. Além disso, o Estado já conta com um planejamento da assistência para tratar os casos da doença quando ela chegar em Mato Grosso.

Vale destacar que até o momento nenhum caso suspeito foi confirmado como positivo para a doença no Estado. Estão sendo monitorados seis casos suspeitos em Mato Grosso, provenientes de cinco municípios; até o momento, não há casos confirmados no Estado de Mato Grosso.

Os pacientes apresentam sintomas relativos à doença respiratória e possuem histórico de viagem para países onde há a circulação do novo vírus. Os seis casos que levantam a suspeita do COVID-19 estão em Lucas do Rio Verde (1), Araputanga (1), Cuiabá (2), Nova Xavantina (1) e Várzea Grande (1).

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Rodízio de veículos, atendimento por CPF esta suspenso; Pinheiro apresenta nesta segunda-feira (6) projeto de barreiras sanitárias

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A grande repercussão negativa entre a população cuiabana levou a Prefeitura de Cuiabá voltar atrás e revogar o Novo Decreto assinado por Emanuel Pinheiro em menos de horas.

Pinheiro, decidiu nesta sexta-feira (3) que suspenderá, neste primeiro momento, as medidas de rodízio no tráfego de veículos e limitação, por CPF, nos atendimentos presenciais realizados por bancos, lotéricas, supermercados e distribuidoras de bebidas. As normas constam no Decreto nº 7.975, que foi assinado pelo chefe do Executivo nesta ultima quinta-feira (2), e passariam a valer a partir de segunda-feira (6).

O Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro definiu que, na próxima segunda-feira, irá apresentar o projeto para a instalação de barreiras sanitárias na Capital. A medida cumpre com a decisão judicial imposta pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, em atendimento ao requerimento do Ministério Público do Estado (MPE).

As duas medidas suspensas serão discutidas com os segmentos da sociedade civil organizada e avaliada nas deliberações do Comitê de Enfrentamento ao Novo “Coronavírus. O prefeito reconhece que, por ser ações que resultam em grandes impactos na rotina da população, é necessário que elas sejam melhores debatidas para que, se necessário a implantação, isso aconteça da forma mais tranquila possível.

Entendo a reação e sei que não é fácil mudar os nosso hábitos, mas está na hora de cada um de nós refletir sobre nosso papel nessa luta. Só vamos vencer essa guerra, se cada um fizer sua parte, caso contrário não adianta só exigir do poder público e não agir com responsabilidade, querer viver como se estivesse tudo normal. Não há decreto no mundo que dê jeito, se não tiver o apoio da população. Cada um fazer a sua parte, exige sacrifícios temporários, como nestes casos que eram apenas de 15 a 17 dias”, comentou Emanuel Pinheiro.

Seguem valendo, até o dia 20 de julho, a ampliação do toque de recolher, das 20h às 5h; regime de trabalho no sistema home office para servidores municipais; proibição da utilização de refeitórios e restaurantes nos hotéis e hospedarias; suspensão do funcionamento de motéis; suspensão das as atividades presenciais nas unidades de ensino públicas e privadas; transporte coletivo com funcionamento total da frota.

Além disso, seguindo a decisão judicial, continua vedada a abertura ao público dos shoppings centers e congêneres, permitida tão somente o funcionamento das atividades essenciais mediante sistema delivery. Também está permitida a comercialização de produtos oriundos das atividades essenciais pelo sistema de entrega e retirada de produtos (delivery e passe e pegue), desde seguida todas as medidas de biossegurança.

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