CUIDADOSO AO TRAYAR DO TEMA REELEIÇÃO

Wellton pavimenta à vice na chapa encabeçada por Mendes

Publicados

em

Pela primeira vez o governador do Partido Democratas (DEM), Mauro Mendes Ferreira disse, ainda que indiretamente que será candidato a reeleição para o Palácio Paiaguas. Na última sexta-feira no lançamento do Parque Novo Mato Grosso em seu discurso “no final do ano de 2023, estaremos aqui entregando a primeira parte dessa obra“.

Nenhuma novidade, já quem pode proibi-lo de ser candidato, além de Deus é o seu partido. Vai que o cacique da sigla Jayme Veríssimo de Campos e a Direção Estadual dos Democratas (DEM) encontra um cara “flamimimi” que eles estão escondendo, vai lançar de última hora e o Mauro é rifado.

O ocupante da cadeira número 1 do Palácio Paiaguas está de olho. Até então Mauro Mendes, sempre fora bastante cuidadoso ao tratar do tema. Nas entrevistas, Mendes diz que se decidirá sobre o assunto apenas no mês de abril de 2022 e sempre trata da candidatura usando o condicional se eu sair candidato (…) se eu disputar a eleição.

Apesar de não admitir com todas as letras que concorrerá, Mauro Mendes tem conduzido uma agenda típica de candidato, com chances de vencer a disputa de 2022 ainda no primeiro turno, Mauro está em uma posição confortável. Não quer dar espaço para passar pela oposição. Como tem a política em suas veias (começou quando cursava a UFMT). Após terminar seu curso superior na universidade, Mauro Mendes não conseguiu se aguentar, contudo, não bate de frente com alguns aliados, porque, a hora que assumir a reeleição, estará o primeiro colocado em todas as pesquisas de opinião pública, de que pode ganhar no primeiro turno.

Em busca de “um” ou “uma” vice

Na série de encontros com políticos e empresários, Mauro Mendes segue em busca de um nome para ser seu ou sua vice em 2022. A imprensa já apresentou oito nomes para compor a chapa. E um possível aliado nesse sentido é o Partido Liberal (PL) de Wellton Fagundes que estará no mesmo palanque que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Uma aproximação com os liberais, ainda depende de costuras.

Wellton

De janeiro 2015 até agora, Wellton deixou posição de figura menor para a disputa eleitoral do próximo ano, para o ator principal nos palcos.

Além dos afagos, como o da última sexta-feira, o Senador do Partido Liberal (PL), é bem visto pelas siglas que apoiam o governo e políticos que frequentam a “Romaria no Paiaguas”.

Wellton Fagundes nas últimas semanas passou a ser o cara, tendo em vista a filiação de Jair Bolsonaro no Partido Liberal (PL).

Segundo analistas e políticos, força de Wellton Fagundes está ligado a habilidade do Senador para capitalizar politicamente com pautas que mobiliza a sigla.

Resumindo

Mendes não vai a lugar nenhum caso não compor com Jair Bolsonaro. Wellton ser o vice de certa forma desarticula o grupo bolsonaristas, o deputado federal José Antônio Medeiros, o ex-candidato a Prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini e o atual presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Victorio Galli. Esses políticos sozinhos não vão para lugar nenhum. No máximo elegerão alguns representantes.

Mendes teria Bolsonaro ao seu lado no Paiaguas. Wellton para o Senado, poucas chances e para Câmara Federal não faz sentido. Mas como vice uma grande jogada, porque racharia o grupo bolsonaristas no meio.

Mauro não pode nem pensar em comprar briga com Bolsonaro aqui em Mato Grosso, apesar de saber que não terá apoio incondicional do presidente.

Só para os desavisados, família Campos apoiam essa ideia. Assim sendo fica a pergunta: o que impede a união de Wellton é Mendes?

Mendes sabe que precisa que o seu atual vice Otaviano Olavo Pivetta saia do caminho sem rusga. Então gostou? Segura essa navegante.

Desafios de Mauro

Desde que Mauro Mendes se transformou na principal liderança política em 2019, os embates no DEM, tem historicamente travados apenas nos bastidores se tornam públicas. Ao longo dos três anos, o governador colecionou bate-bocas, principalmente com o emedebista Nenel Pinheiro, que apesar do desgaste dos últimos anos após ser citado em investigações sobre corrupção, ainda tem grande poder de influência sobre os vereadores de Cuiabá.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Câmara Federal realiza audiência para debater voto impresso
Propaganda

Política

Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

Publicados

em

Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Águas Mortais: afogamento faz dezenas de vítimas, sem a presença do Poder Público, vão morrer muito mais
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA