NOIVO CORTEJADO

Wellton é “a bola da vez” para reeleição ao Senado com apoio de Mauro e Nenel

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De repente, não mais que de repente (como diria Vinicius de Moraes), eis que Wellton Fagundes, cacique do Partido Liberal (PL), poderá mudar o jogo político em Mato Grosso, unindo dois adversários políticos na terra de Rondon.

A verdade é que já faz pelo menos 90 dias que o nome do Senador do Partido Liberal (PL) e Wellton Fagundes vem sendo comentado como o “cara” para o pleito eleitoral em 2022. Jeitoso, articulador e determinado, ele se firmou como uma liderança que se sobressai na política mato-grossense. Aliado do governo, tem bom senso para não acatar tudo o que lhe é pedido.

Poderia ter maior apelo junto ao eleitorado da baixada cuiabana do que os pré-candidatos que já estão se movimentando no tabuleiro político, como os deputados federais, José Antônio Medeiros do Podemos, Neri Geller do Partido Progressista (PP) e Cia.

O zunzunzum em torno de uma eventual candidatura ao Palácio Paiaguas só foi uma mexida nas peças e, foi o suficiente para despertar os ânimos dos políticos mato-grossenses. O núcleo duro do Palácio Paiaguas, ficou atento as mexidas das peças no tabuleiro político, analisou essa movimentação, assim, afirmamos que Wellton Fagundes aproveitou as circunstâncias para testar o próprio nome em direção mais alta uma vice candidatura ou mesmo a cabeça de uma chapa no pleito eleitoral em Mato Grosso.

PS: agir impulsivamente, deixando que as emoções tomem conta de si na hora de fazer um comentário sobre algo que incomoda é um pecado mortal na política. Mesmo assim, alguns políticos da terra de Rondon continuam repetindo esse comportamento. Não entenderam? Então vou exemplificar: Júlio Campos, Frederico Campos, Jayme Campos, Dante de Oliveira, José Riva, Blairo Maggi, colocavam em prática uma frase famosa de Ulysses Guimarães sobre esse tipo de atitude: não se pode fazer política com o fígado. A Pátria (Estado) não é capanga de idiossincrasias pessoais“.

Júlio Campos e outras raposas felpudas do passado já engoliram raiva e acionaram, o modo “dissimulação”, dando corda para que o adversário se enforcasse sozinho.

Em política, a guerra se ganha aos poucos acumulando pequenas vitórias. Mas, Wellton Fagundes aprendeu com as raposas da política da terra de Rondon que: pequenas batalhas não é um conflito definitivo. Por isso, ao enxergar qualquer movimento nas trincheiras adversárias (ou amigas) e fica na defensiva.

Wellton Fagundes trata o seu mandado, com uma boa parte levando aporte para os municípios. Curiosamente, porém, ao primeiro sinal de insatisfação com alguém, seja inimigo ou aliado, Wellton busca o diálogo para disseminar o seu lado da história.

A classe política enxerga em Wellton um grande costurador de alianças nos bastidores que se transforma em aliado carismático quando for necessário. Ele tem a sensibilidade para esfriar os ânimos quando é preciso e sabe botar fogo em uma plateia, com um discurso bem articulado. Que consegue se destacar sem apelar para os extremos e sensibilizar grande parte do eleitorado da terra de Rondon, que sempre vai de acordo com os ventos políticos.

Wellton Fagundes será candidato ideal para o Senado em 2022? Ainda é cedo para saber. Mas Wellton tem ainda tempo para decidir o que deseja fazer, com um conforto adicional com apoio de Mauro Mendes Ferreira (DEM) e Emanuel Pinheiro (MDB).

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Política

Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

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Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

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