DISPUTA ACALORADA EM CUIABÁ

Virada do primeiro para o segundo turno, nunca ocorreu na história política de Cuiabá

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Cuiabá já teve quatro eleições municipais disputadas com o segundo turno que foram as de 2004 a 2016. Isso ocorre quando um candidato não recebe da população 50% mais um dos votos válidos. Isso significa que a metade dos eleitores reprovou sua administração.

Até o momento em 100% desses casos, ou seja, nunca foram registradas viradas entre os turnos. O candidato que ficou na primeira posição no primeiro turno, acabou se tornando prefeito.

No levantamento realizado pelo Blog do Valdemir, mostram que nas maiores cidades em 23,6% desses casos, ou seja, 57 vezes, foram registradas viradas entre os turnos.

A reviravolta é ainda mais rara quando a diferença percentual entre um candidato e outro no primeiro turno é mais que 10 pontos percentuais, foram apenas 14 casos assim nos últimos 24 anos.

Nesses cenários, se percebe que é incomum o segundo colocado conseguir vencer.

Entretanto a disputa em Cuiabá não terminou com 10 pontos percentuais de diferença no primeiro turno. É possível que haja mudança, os dados mostram que historicamente, as probabilidades são altas.

Cuiabá não tem histórico de virada

Foto: Repordução

Para chegar ao Palácio Alencastro sede da Prefeitura Municipal de Cuiabá, Abílio Junior além de manter o engajamento virtual, precisa enfrentar o feito dos últimos Prefeitos da Capital: nunca houve o vencedor do primeiro turno, perder o segundo.

Prestem atenção: nas últimas 48 horas, Emanuel Pinheiro, da Coligação A Mudança Merece Continuar, vem fazendo campanha com foco na adesão do eleitorado ao movimento de virada em relação à vantagem construída pelo candidato Abílio Jacques Brunini Moumer, o Abílio Júnior, da Coligação “Cuiabá para Pessoas” do Podemos, nesta primeira Pesquisa IBOPE no segundo turno.

A verdade é que Cuiabá é uma cidade bastante conservadora. O candidato do Podemos, Abílio Junior, ainda mais não tendo um partido grande por trás e uma campanha com pouco dinheiro. Teria pouca chance. Mas a Pandemia pode ajuda-lo.

Abílio Junior precisa vir mais para o centro, para tirar essa pecha de insano que colaram a ele, e assim conquistar os eleitores de Mauro, Jayme, Blairo, Eduardo Botelho, Max Russi e Janaína Riva. E algo precisa acontecer para aumentar a rejeição de Emanuel Pinheiro. Além da mudança, também da mudança de perfil.

Nota da redação

Há elementos multifatoriais que podem resultar em viradas, indo destes erros estratégicos a bombas políticas nas vésperas do pleito e, até mesmo, de deslizes em debates na televisão, lives ou entrevistas não é verdade Abílio?

Saibam que viradas acontecem por alguns fatores. Denúncias de última hora derrubam. Sejam elas “falsas” ou “verdadeiras”, o eleitor acaba abandonando esse candidato na última hora. Outro fator, que já vem acontecendo, são os erros cometidos por Abílio Júnior e Emanuel Pinheiro, com declarações públicas.

Caros amigos leitores do Blog do Valdemir, faltam 72 horas, assim nós vamos dar uma dica: não se esqueçam que Pinheiro tem a seu favor ainda, que pode acabar colaborando para virar o jogo: a militância do MDB, dedicada ao convencimento de eleitores indecisos e propensos a mudarem o voto.

Outro fator que também pode gerar a virada é a abstenção no dia da votação. Embora a votação seja obrigatória, mas não é todo mundo que está disposto a ir votar, com medo do contágio pelo novo Coronavírus. A abstenção pode ajudar ou prejudicar Abílio ou Emanuel. Se isso acontecer em bairros em que as bases de um dos dois, a gente pode ter surpresa.

E vai mais uma consultoria gratuita para Abílio e Emanuel: quem conseguir mobilizar a base, agitar a militância e adequar o discurso pode prejudicar o adversário no campo de enfrentamento à pandemia pode ser eleito Prefeito de Cuiabá pelos próximos quatro anos dia 29 de novembro.

Como diria um velho amigo dentre os supostos e o eleitorado. Enquanto não existem comprovações, julgamentos ou condenações, o suposto rege os dois candidatos que disputam a Prefeitura de Cuiabá. De um lado o suposto corrupto Emanuel Pinheiro e do outro lado, o suposto insano Abílio Júnior, que dificulta ainda mais a decisão de escolha do eleitorado cuiabano, que no cantar do Aracuã do Pantanal, terá que escolher mais uma vez entre o menos pior para administrar a cidade de Cuiabá nos próximos quatro anos.

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Política

Teis estuda renunciar vaga no TCE

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A Corte do Tribunal de Contas do Estado de Mato grosso (TCE/MT) empossou em dezembro de 2007, dois novos Conselheiros, o ex-deputado estadual Humberto Melo Bosaipo e o ex-secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso (SEFA/MT), Waldir Júlio Teis, que juntamente com o Conselheiro Valter Albano, eram na época os dois únicos, dos sete membros do Tribunal de Contas de Mato Grosso, que nunca ocuparam cargo eletivo.

Os dois novos integrantes ocuparão as vagas dos Conselheiros aposentados Ubiratan Francisco Vilela Tom Spinelli e Júlio José de Campos.

Afastados de suas funções do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Humberto Bosaipo e Waldir Teis, envolvidos em compras de vaga e também por envolvimento em negociatas com o Governo do Estado de Mato Grosso, Teis caiu na Operação Ararath que investiga, desde 2013, a prática de crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelos Conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Cumprindo medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que incluem proibição de entrar no prédio do TCE/MT, Waldir Júlio Teis, entrou com pedido de aposentadoria que foi protocolado em 16 de dezembro e esta sob relatoria do presidente do TCE, Conselheiro Guilherme Antônio Maluf.

A saída de Waldir Júlio Teis abre negociações na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para o sucessor na vaga que tem como cotado o presidente do Legislativo, o deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM). Nas últimas semanas, o também deputado estadual, Allan Kardec (PDT), mostrou seu interesse em ingressar no órgão.

Conselheiro estuda renunciar vaga no TCE e perder R$ 35 mil por mês em MT

Waldir Teis, estaria cogitando pedir a renúncia de seu mas teme ter o mesmo destino de seu colega, Antonio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, que também esta afastado como Conselheiro e não conseguiu ainda ser aposentado.

Ele aguarda até hoje a análise de sua solicitação para passar à inatividade. Ambos os Conselheiros Waldir Teis e Antônio Joaquim, bem como outros dois colegas de plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo de Almeida e José Carlos Novelli, estão afastados da Corte de Contas desde setembro de 2017, após a deflagração daOperação Malebolge, da Polícia Federal.

Com a saída de Waldir Teis pode esquentar ainda mais a disputa nos bastidores por uma vaga de Conselheiro na Corte de Contas um cargo de alto prestígio financeiro e político, vitalício, e que institucionalmente se equipara aos desembargadores do Poder Judiciário. O salário de um Conselheiro do TCE ultrapassa R$ 35 mil fora os penduricalhos.

A Legislação de Mato Grosso estabelece que tanto a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), quanto o Poder Executivo, devem escolher os membros da Corte da Conta majoritariamente, decisões políticas, e não técnicas, são levadas em conta na hora da “escolha”.

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso atualmente possui apenas 3 Conselheiros titulares dos 7 que deveriam compor o plenário (exceto o presidente). Se optar pela renúncia do cargo, Waldir Teis, que chegou a ser preso no ano passado pela Polícia Federal por tentativa de obstrução de provas, perderá automaticamente o provento de cerca de R$ 35 mil por mês.

Waldir Teis também adotaria uma estratégia semelhante ao ex-conselheiro afastado Humberto Bosaipo. Com dezenas de ações na Justiça, ele renunciou ao cargo em 2014 e escapou de condenações que poderiam levá-lo até mesmo a prisão.

Waldir Júlio Teis foi o primeiro da “safra” de Conselheiros indicados pelo então governador e ex-senador Blairo Borges Maggi, empossado em fins de 2007. No governo Maggi, Júlio Teis foi secretário de Fazenda e vice-presidente do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que direito da política fiscal brasileira.

Waldir Júlio Teis é graduado em Direito pelo Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (Cesur). Em suas atividades profissionais, Teis foi Auxiliar Administrativo, empresário do setor de contabilidade, assessor Jurídico Tributário e societário do Grupo Amaggi de 1984 a 2002.

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