CONVOCADA PARA DAR EXPOLICAÇÃO

Vereadora pede convocação de secretária de Saúde para explicar paralisação do Hospital São Benedito

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As cirurgias ortopédicas eletivas, aquelas não consideradas de urgência, estavam suspensas em Cuiabá, já que o Hospital São Benedito, onde essas operações são feitas, contava com muitos pacientes com Covid-19. Na fila, há casos de pacientes que esperam pela operação desde antes da Pandemia.

O município afirmou então que iria começar a retomar, aos poucos, o mesmo número de cirurgias que era realizado antes da Pandemia. Neste ano, entre fevereiro e maio, foram feitas 1987 cirurgias eletivas em Cuiabá, 1.050 a menos que no mesmo período de 2019, quando não havia a Pandemia. A intenção Secretaria Municipal de Saúde (SMS), era de normalizar o atendimento.

Em Cuiabá, a Secretaria de Saúde aderiu a um projeto do governo federal que prevê a remessa de verbas para o município dar conta das cirurgias eletivas. Algumas especialidades foram apontadas como prioritárias.

A vereadora do Partido Democrata (DEM), Michelly de Alencar Santos Neves apresentou requerimento de convocação da secretária de Saúde de Cuiabá, Suelen Danielen Alliend, para prestar esclarecimentos e informações sobre o atraso na reabertura do Hospital Municipal São Benedito para cirurgias eletivas.

Em Audiência Pública realizada em outubro deste ano na Câmara Municipal de Cuiabá, a secretária afirmou que o Hospital São Benedito seria reaberto em no máximo cinco dias. No entanto, isso não ocorreu e a estrutura segue fechada para cirurgias.

O São Benedito é referência no atendimento de clínica médica, ortopedia e neurologia. No entanto, em 2020, com a pandemia de Coronavírus, o hospital foi direcionado para atender apenas pacientes em tratamento de Covid-19.

Com a redução do número de internações este ano, o hospital parou de atender esses pacientes com Covid em outubro, mas não retornou a fazer suas atividades originais. Enquanto isso, apenas o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) está realizando cirurgias.

Nós queremos informações e explicações sobre a paralisação dos atendimentos do São Benedito. Não atende pacientes Covid, não atende outras especialidades como ortopedia e neurologia. Qual a razão para a Prefeitura de Cuiabá deixar o São Benedito se transformar num elefante branco? Isso é um crime contra a saúde pública. Já tem quase dois meses que a secretária veio aqui e disse que seria reaberto, enquanto isso o HMC está com os corredores lotados“, disse a vereadora.

O requerimento de convocação deve ser votado na próxima sessão e é necessário a aprovação da maioria absoluta (17 votos) dos vereadores para ser aprovado.

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Política

Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

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Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

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