TEMPO DE DEFINIÇÕES

Um governo e seis secretários pré-candidatos no pleito 2022

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As dificuldades que o governador Mauro Mendes vem enfrentando com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), revela não só a insatisfação da Casa de Leis com o “atendimento”, que vem do Palácio Paiaguas, mas também escancara a desidratação da base governista.

O chefe do Executivo Estadual sabe muito bem que apenas 8 dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), são realmente fiéis escudeiros ao Governo do Estado. O Democrata, Mauro Mendes sabe também que as dificuldades, se deve as especulações das pré-candidaturas dos seus secretariados ao pleito eleitoral de 2022.

O governador Democrata está ciente que à partir de agora precisa frear estes impulsos e, temendo a polarização, Mendes já se movimenta para antecipar um rompimento entre Executivo e Legislativo.

O governador mato-grossense sabe que, não pode errar nos próximos 13 meses para não atrapalhar sua governabilidade e seu plano de disputar a reeleição. O primeiro passo é se reaproximar dos servidores públicos, de alguns deputados estaduais e que o projeto político dos seus secretários tem que ser freado.

Sabemos que quando surge vários nomes de secretários para disputar um pleito é sinal que, a administração está bem avaliada. E os políticos sabem que secretários na disputa atrapalha e muito o projeto político de alguns deputados.

Cuiabá é o “coração da política mato-grossense” por esse motivo as candidaturas de Gilberto Gomes de Figueiredo, Secretario Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), e o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), Alberto Machado, o Beto dois a Um, vem gerando preocupações, principalmente para os deputados mato-grossense que tem votos na baixada cuiabana, e com toda essa situação, pediram reunião com o governador Mauro Mendes para expor a preocupação.

A causa da insegurança, não sabemos, talvez seja porque os secretários estejam trabalhando mais que os deputados estaduais. Mesmo porque, primeiramente os secretários precisam construir bases. É preciso viabilizar um projeto, estratégia e a benção do Paiaguas.

Secretários pré-candidatos

O primeiro a assumir uma pré-candidatura foi o Gilberto Gomes de Figueiredo, Secretario Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES/MT). Em 2020, colocou seu nome na “mesa”. A sua candidatura pode viabilizar a vitória de “alguém” no DEM.

Outros nomes seguem no campo de especulação. Aí cabem: o Secretário de Educação do Estado (SEDUC), Alan Resende Porto, secretário de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, Silvano Amaral (MDB), do MT Par, Wener Santos, o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Juliano Jorge Boraczynski, e neste final de semana apareceu mais um, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Nilton Borges Borgato.

Estão pensando que está faltando? Não. Se você pensa que o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), Alberto Machado, o Beto dois a Um, errou. Ele tem compromisso com o deputado estadual do Partido Democrata (DEM), José Eduardo Botelho, com uma amizade de muitos anos, ele não irá prejudicar seu padrinho político, mostrará força, angariando votos para o amigo Eduardo Botelho.

O que será que muitos deputados e alguns pré-candidatos estão dizendo para o governador Mauro Mendes? Que ele precisa decidir logo a peleja.

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Política

Lúdio propõe PEC para obrigar entidades do Agronegócio a prestarem contas do recurso público

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O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral apresentou, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) Nº 15/21, para obrigar as entidades privadas que recebem dinheiro público em Mato Grosso a prestarem contas da aplicação desses recursos.

Entre as entidades que atualmente não prestam contas do recurso público que recebem está a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro), Instituto da Madeira de Mato Grosso (Imad), entre outros.

Diversas entidades do agronegócio recebem recursos de tributos como o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). As entidades privadas têm que ter transparência e mostrar como aplicam o recurso público que recebem. A prestação de contas é uma exigência que já existe na Constituição Federal, mas não existe na Constituição Estadual. Nossa PEC é para corrigir o texto da Constituição Estadual e adequá-lo ao texto da Constituição Federal, explicou Lúdio.

Lúdio criticou a existência de fundos privados alimentados com recursos públicos.

Mato Grosso tem uma aberração que é a existência desses fundos, que são contrapartida para renúncias fiscais e são administrados por entidades privadas, são extra-orçamentários, não estão no orçamento do Estado e não seguem qualquer regra de contabilidade pública. Isso é absolutamente inconstitucional“, afirmou.

O deputado apresentou também um requerimento de informações ao governador Mauro Mendes (DEM), ao secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e ao controlador-geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, sobre as providências adotadas pelo Estado para cumprir as recomendações feitas pela Controladoria Geral do Estado (CGE) em dezembro de 2018 sobre as irregularidades e ilegalidades na transferência de recursos públicos a entidades privadas e a penalização dos responsáveis.

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