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Tucanos dizem que “oposição” não tem nomes, cinco partidos sinalizam aderir ao projeto de Wellington ao Governo

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Grupo de oposição ao governador Pedro Taques não tem candidato consistente e com musculatura para as eleições de 2018

Estas foram as palavras do secretário de Estado de Cidades (Secid), deputado licenciado Wilson Pereira dos Santos (PSDB) que no próximo dia 20 estará de volta assumindo a cadeira de deputado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

Para o tucano, os adversários de Pedro Taques, que vem a ser candidato natural dos tucanos para a reeleição em 2018 ao Governo do Estado, estão buscando criar dissidentes dentro do grupo que ajudou na vitória do governador do Estado Pedro Taques para esta eleição de outubro próximo.

Segundo o tucano, Wilson Santos, eles estão em busca de nomes, queriam a todo custo colocar Mauro Mendes como cabeça de chapa, mas ate o momento, o ex-prefeito de Cuiabá ainda não deu definição de que esta com vontade de sair para uma disputa eleitoral.

O secretário de Estado de Cidades, deputado licenciado Wilson Santos, afirmou que “a reedição da aliança que elegeu Taques em 2014 é o que os nossos adversários não querem. Porque eles não têm candidatura. A oposição não tem candidatura consistente e está tentando abrir uma dissidência aqui. Eles sonham com alguém da nossa base. Cabe a nós termos humildade e espírito de coesão para manter o grupo unido”.

Sobre os nomes que estão colocados para uma disputa eleitoral, Wilson Santos foi enfático em dizer: “Eu continuo achando que não tem candidato no momento consistente, com musculatura e viável para brigar na eleição de outubro, eu não vejo nenhum nome ainda que possa bater o nosso tucano Pedro Taques”.

Pelo menos nas ultimas semanas, 5 partidos de “oposição” considerados nanicos pelos tucanos, já começaram a fazer suas articulações, em torno do nome do Senador e presidente do Partido da Republica (PR) em Mato Grosso, Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguas.

Conforme anuncio do presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), deputado federal Valtenir Pereira, Wellington Fagundes ate mesmo já se apresentou como pré-candidato ao Governo do Estado em uma reunião com o grupo de “oposição” com representantes do MDB, PSB, PP, PT e o PR, além dos convites feitos também para o PDT, e o PC do B para compor o arco de aliança.

O presidente do PSB disse que os 5 partidos receberam o comunicado do Senador Wellington Fagundes que seu nome esta a disposição dos partidos, e esses partidos de “oposição” estarão se articulando internamente para levar o nome do Senador para ser consolidando no novo “Projeto Politico” para ser apresentado em definitivo para a população. “Tenho certeza que vamos avançar bastante para construir esse projeto que coloque Mato Grosso no rumo certo, porque Mato Grosso hoje está perdido”.

Para o federal Valtenir Pereira, o convite vai ser estendido também a outras siglas partidárias que ainda não apresentaram nenhum nome para 2018 no cargo Majoritário.

Ainda é muito cedo para se discutir as outras candidaturas. Vamos discutir o projeto político que tem, por enquanto, o nome do senador Wellington como candidato a governador. Só mais adiante que definiremos o vice, Senado, suplência, mas o mais importante é que já temos um nome para o Governo de Mato Grosso”.

A deputada estadual do MDB, Janaína Riva, também é uma das parlamentares que tem tido reuniões frequentes com o senador mato-grossense Wellington Fagundes com os paridos da “oposição”, segundo Riva, Fagundes tem um desejo grande de disputar e ganhar o Governo do Estado nesta eleição de outubro próximo.

Wellington já se colocou a disposição, esta com vontade de ser candidato da “oposição” ao governo do Estado, ele já pediu apoio dos partidos que foi referendado pelos presidentes das siglas que estarão se reunindo com os militantes, as lideranças de cada partido para ser apresentado o nome do Senador”.

Riva disse que o Senador tem todas as condições de ser o candidato da “oposição” e vencer a chapa do PSDB com Pedro Taques que tem a rejeição como um dos principais gargalos de sua reeleição que é muito alta.

Quem aparecer nesta eleição para concorrer contra o atual governador vence, qualquer um tem chances de vencer Taques, o cenário é muito ruim pra ele, ele tem um desgaste grande no governo, é muito difícil o seu na majoritária este ano, sua rejeição ultrapassa aos 50%”.

A parlamentar estadual do MDB disse que os partidos de “oposição” tem que se unir em torno de um único candidato para que tenham mais chances de êxito. “Seria importante a oposição se manter unida. Sem dúvida, teríamos muito mais força do que se for mais de uma candidatura da oposição. Tenho defendido isso com o Zeca Viana. Estamos trabalhando isso”.

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Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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