ARTICULAÇÕES POLÍTICAS PARA 2026
Tabuleiro das eleições de 2026: o que nos dizem as urnas?
Segundou! E o Boteco da Alameda começa a segunda-feira de uma forma que não sabe se vai rir ou se vai chorar, de tanta maluquice que acontece na política cuiabana e mato-grossense.
Então fica ligado para acompanhar o que acontece.
Tem conflitos e atritos:
– Você diz ser fiel ao governo, mas sempre faz questão em dizer por meio de indireta e discurso que contrária o governador.
– Você diz ser grato a Mauro, mas deixa o seu discurso serem usados por todos inimigos de Mauro.
– Você diz ser soldado do governador, mas faz live com pessoas que odeiam ele e, não perdem a oportunidade de ofender o governo.
– Você não é um aliado com críticas positivas, é um colaborador intencional com difamações.
Críticas se faz no privado, essa sua forma de agir, o Boteco da Alameda com “Sua Vasta Experiência Política” já viu essas atitudes acontecer antes: “curtir coisas sem querer por causa do balanço do navio“.
Se é tão coerente com os seus princípios, bomba abertamente ao invés de ficar nessa estratégia.
Esse é o problema em dar “PODERES” a quem não tem experiência política. O “PODER” corrompe. O “PODER” absoluto corrompe absolutamente.
Segue o fluxo!

Tabuleiro das eleições para 2026
Antes de questionarem, fica ligado que já se passaram 21 dias do resultado final dos pleitos municipais, os partidos, de todos os matizes ideológicos, passaram para a próxima fase do jogo: as eleições ao Palácio Paiaguás e as duas vagas disponíveis para o Senado em 2026.
É tão estreita a relação entre as duas corridas, que a de outubro lançou pelo menos mais um jogador na seguinte, o prefeito eleito da Capital, Abílio Brunini (PL). Sua vitória aumenta a tensão no partido bolsonarista a respeito de quem será o próximo candidato da legenda ao Palácio Paiaguás nas eleições estaduais de 2026.
Mas…, não é só o resultado das eleições municipais da nossa querida e maravilhosa Cidade Verde, Cuiabá, que está na mesa de negociações aberta a partir de agora. Um conjunto de fatores embaralha nomes e articulações para 2026.
O primeiro é o caminho a ser seguido pelo cacique número 1 do União Brasil (UB), o nosso “Homem de Ferro”, o governador Mauro Mendes Ferreira.
Nos bastidores do Boteco da Alameda, a especulação é sobre a possibilidade de Mauro Mendes trocar de partido em 2025 crescem na mesma proporção das apostas sobre a sigla bolsonarista, após o sucesso deste ano, vai optar por apresentar uma candidatura de “direita” ao Governo do Estado em 2026.

O Partido Liberal (PL), foi o único que cresceu no Estado de Mato Grosso. Possui, para oferecer ao governador mato-grossense, estrutura e recursos financeiros para daqui a dois anos, que outros partidos não têm como igualar.
A decisão de Mauro Mendes, seja sobre o partido, ou sobre o Senado, impactará tanto a manutenção da aliança com a construção que vem sendo desenhada pelo vice-governador, Otaviano Olavo Pivetta (Repúblicanos) para concorrer ao Palácio Paiaguás em 2026.
Apoiadores de Otaviano Pivetta tentam projetar qual futuro tem sem seu principal articulador. Enquanto isso, adversários do vice-governador dentro do próprio partido seguem, nos bastidores, ventilando de que o vice continue com essa mesma postura política.
Enquanto isso…a contenda que já se avizinha no Partido Liberal (PL), a partir da Capital, por sua vez, impacta o cenário porque o arco de alianças que a sigla vai conseguir fechar depende muito do nome do escolhido. O Senador pelo Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes e o empresário Odílio Balbinotti, pretendem pleitear a indicação para concorrer ao Governo do Estado.
Sabedor de que o desgaste gerado pela batalha pode pôr a perder a construção de uma coalizão competitiva, o presidente da sigla em Mato Grosso, Ananias Filho, diz que a prioridade é a candidatura ao Governo do Estado em 2026, e será definido por perfil, deixando pesquisas de intenção de votos em segundo plano.
“Não é questão de menosprezar (o Wellton), o que se faz é que a gente tem que traçar o perfil ideal do que o povo quer. Nós também não podemos fazer nenhum tipo de campanha, de buscar um candidato que esteja fora do perfil. Já mostrou muito bem os resultados das campanhas municipais“.
Resumindo: Balbinotti é o favorito da ala bolsonarista para disputar a majoritária em 2026, para disputar o Senado.
Wellton Fagundes já possuí uma trajetória consolidada deste os anos 90, porém, não será candidato no próximo pleito eleitoral. Quem viver, verás.
Pega aí, Pivetta!
– Primeiro é necessário o grupo unido e coeso;
– É preciso deixar a vaidade e o ego de lado;
– Mauro Carvalho seria beneficiado com uma vitória de Wellton Fagundes para o Palácio Paiaguás;
– Sendo vice (Carvalho) de Pivetta e saindo vitorioso em 2026, pavimenta a sua candidatura para 2030 ao Governo do Estado.
Então prestem atenção nas movimentações, se liga: a política mato-grossense não gira em voltas dos nomes citados acima.
Tem muita água para rolar.
O que mesmo nos dizem as urnas?
Muitos são as interpretações das vozes das urnas neste ano da graça do voto municipal. No indispensável conflito das ideias, teses e antíteses, temos pouco tempo e muitas torvelinhas de paixões políticas para decantar, sedimentando conclusões mais acuradas.
E já estamos cara a cara com as eleições de 2026!
Segue o fluxo!!
Política
TJMT mantém ação contra Blairo Maggi por suposto esquema de precatórios de R$ 182 Milhões
A Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), rejeitou, de forma unânime, o recurso apresentado pela defesa do ex-governador Blairo Borges Maggi. A decisão colegiada manteve a tramitação integral de uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa, a qual apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Com essa determinação judicial, o colegiado ratificou que o processo principal deve avançar para a fase de instrução processual, etapa em que haverá a coleta detalhada de provas e a oitiva de testemunhas para o esclarecimento cabal dos fatos narrados.
O cerne da controvérsia jurídica gira em torno de uma suposta fraude na ordem cronológica de pagamento de precatórios judiciais, que teria gerado um prejuízo estimado em R$ 182.943.733,76 aos cofres públicos estaduais. De acordo com a denúncia, o governo mato-grossense realizou 16 pagamentos à Construtora Andrade Gutierrez, os quais somaram o montante expressivo de R$ 276.533.272,15. Essa vultosa quantia destinava-se à quitação de títulos judiciais que a empreiteira possuía contra o extinto Departamento de Estradas de Rodagem do Estado, sucedido pelo Departamento de Viação e Obras Públicas.
As investigações apontam que a suposta organização criminosa operou o esquema ilegal entre os anos de 2009 e 2011, período que abrangeu a transição de mandatos no Poder Executivo Estadual. Conforme os relatórios oficiais, os repasses financeiros foram efetuados por meio da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (SEFAZ/MT), utilizando-se de mecanismos administrativos para burlar a preferência de outros credores alimentares. A reiteração das condutas ao longo de três anos evidencia, segundo a acusação, o caráter continuado e planejado da suposta fraude financeira.
A sessão virtual de julgamento que culminou na rejeição do recurso defensivo ocorreu no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), sediado na capital, Cuiabá, e teve suas deliberações encerradas no dia 20 de maio. A tramitação do processo principal prosseguirá perante o juízo da Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, foro competente para processar e julgar demandas que envolvem a proteção do patrimônio público.
A centralização do litígio na capital assegura o cumprimento dos ritos processuais específicos previstos na legislação de regência.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT) figura como o autor da Ação Civil Pública e baseou a sua peça acusatória nas declarações obtidas por meio do acordo de colaboração premiada firmado pelo também ex-governador Silvalda Cunha Barbosa. O órgão ministerial sustenta que os agentes públicos e privados agiram em clara comunhão de esforços e com unidade de desígnios para lesar o erário. O propósito da ação é obter a condenação integral dos envolvidos e garantir o ressarcimento completo dos valores supostamente desviados da administração pública.
Além do ex-governador Blairo Maggi, respondem ao processo os ex-secretários de Estado Éder de Moraes e Edmilson José dos Santos, o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho e o procurador do Estado João Virgílio do Nascimento. O polo passivo da demanda também inclui o empresário Valdir Piran, a empresa Piran Participações e Investimentos Ltda., a Construtora Andrade Gutierrez e seus antigos diretores Luiz Otávio Mourão e Rogério Nora de Sá.
A ampla gama de réus reflete a complexidade da suposta rede de influências que unia os setores político e empresarial.
A motivação real dos pagamentos dos precatórios consistia, segundo a delação premiada de Silval Barbosa, no desvio de verbas públicas para a quitação de uma dívida clandestina contraída junto ao empresário Valdir Piran. Esse empréstimo irregular teria sido contraído pelo grupo político liderado por Blairo Maggi e Éder de Moraes para o financiamento de campanhas eleitorais e interesses privados. Para operacionalizar o fluxo financeiro e conferir uma aparência de legalidade à transação, as partes envolvidas teriam celebrado um contrato de simulação de negócios com as empresas citadas.
A defesa técnica de Blairo Maggi recorreu ao Tribunal de Justiça por meio de um agravo de instrumento, requerendo o julgamento antecipado e parcial do mérito da ação civil. Os advogados do ex-governador sustentaram a tese de que dois dos três precatórios auditados não causaram dano efetivo ao patrimônio público e que, por tal razão, a acusação deveria ser sumariamente encerrada quanto a esses pontos.
A estratégia buscava fragmentar o objeto da lide e esvaziar a força da denúncia formulada pelo Ministério Público antes do início da fase de produção de provas.
A relatora do recurso, desembargadora Maria Erotides Kneip, fundamentou o seu voto contrário ao pedido da defesa sob o argumento de que a fragmentação do julgamento mostra-se totalmente inadequada neste estágio processual. A magistrada destacou que o encerramento prematuro de parte da lide impediria uma análise holística do contexto probatório e prejudicaria a apuração da responsabilidade solidária dos réus. O voto da relatora foi seguido de forma unânime pelos demais membros da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, que confirmaram a higidez do processo.
Anteriormente, o Tribunal de Justiça já havia negado um pedido do Ministério Público que visava à indisponibilidade e ao bloqueio de bens dos acusados no valor de R$ 182 milhões, mantendo a decisão da juíza Célia Regina Vidotti. Com o novo veredito que negou o recurso de Blairo Maggi, o processo retoma o seu curso regular em primeira instância sem qualquer redução de seu escopo inicial.
As partes serão intimadas para a especificação de provas, dando início definitivo à instrução que determinará a existência ou a inexistência de atos de improbidade.
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