Política
Taborelly protocola novas denúncias contra prefeita de VG
O deputado estadual Peri Taborelly (PV), protocolou na manhã desta sexta-feira, (11), novas denúncias contra a prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM), na Câmara Municipal de Várzea Grande.
Segundo o deputado, as denúncias apontam indícios de irregularidades na gestão da democrata, configurando atos de improbidade administrativa com superfaturamento em contratos e dispensa de licitação.
Taborelly pede à Câmara afastamento imediato da prefeita Lucimar Campos (DEM), para apuração das denúncias.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Jânio Calistro (PMDB), além das denúncias que chegam, a administração não está preocupada em resolver os problemas dos diversos setores, um dos exemplos é a Educação Municipal que enfrenta novo embate e uma nova greve já foi deflagrada pela categoria que insatisfeita com o descumprimento dos inúmeros acordos, decidiu paralisar no dia 15.
“Eles não fazem a obrigação, estão gastando dinheiro público com serviços de má qualidade, hoje a prefeitura não faz recapeamento só tapa buraco, isto faz que com que gastem duas ou mais vezes, além da falta de responsabilidade com dinheiro público, as graves acusações que a Câmara já recebeu, tudo precisa ser investigado”, detalhou o presidente.
O deputado Peri Taborelly (PV) pediu rigor na apuração e disse que a sociedade não aguenta mais os desmandos e os crimes cometidos contra o erário público. E segundo Taborelly, todos os elementos apresentados são provas inequívocas da má aplicação dos recursos no município.
“Estamos vivenciando uma crise política econômica, ética e moral no Brasil, a promiscuidade com o dinheiro público perdeu o freio, é hora de darmos as mãos, e lutarmos contra esse câncer da corrupção”.
Entre as novas denúncias protocoladas pelo deputado estão supostas irregularidades na contratação da empresa J. C. Multieventos Ltda.
Segundo denúncia, a Secretaria de Educação teria contratado na modalidade Inexigibilidade de licitação a empresa para prestar serviços artísticos e técnicos de cenografia, incluindo o fornecimento do projeto de decoração, montagem, desmontagem, manutenção corretiva no período de permanência da decoração.
A segunda denúncia protocolada pelo deputado é sobre inversão na ordem cronológica de pagamentos de verbas rescisórias que já foram denunciadas ao Ministério Público.
Adesão para aquisição de máquinas e superfaturamento em conta de energia, também foram denunciadas pelo deputado.
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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