Política
“Somente após essa conclusão dos estudos, é que vamos retomar as discussões do Cota Zero”
Apresentado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o Projeto de Lei Nº 668/2019 de auditoria do Governo do Estado, conhecida como “Cota Zero“, que visa regulamentar a atividade pesqueira no Estado, foi apresentado em junho de 2019 e acabou sendo tema de amplo debate na Casa de Leis.
Segundo o Governo de Mato Grosso, o intuito era estabelecer regras para a exploração sustentável da pesca no Estado de Mato Grosso, e seu objetivo era recuperar o estoque pesqueiro e fomentar a pesca esportiva nas regiões de pesca.
Muito polêmico, os ribeirinhos disseram que esse Projeto de Lei Nº 668/2019, o “Cota Zero“, iria impactar diretamente a estrutura econômica de diversos municípios, as discussões e reuniões foram tema de debate por todos os seguimentos da pesca e reprovado por eles, e nos temas mais discutidos, as principais eram que os pescadores ficariam proibidos de transportar, armazenar e comercializar o pescado oriundos dos Rios no Estado durante 5 anos.
O Projeto de Lei Nº 668/2019 que trata da mensagem de Nº 107/2019 encaminhado em junho de 2019 para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), que dispõe sobre a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca que ficou chamada de “Cota Zero”, que regula a atividade pesqueira em todo o Estado de Mato Grosso, acabou sendo retirada de tramitação na tarde desta terça-feira (3), em um oficio encaminhado pelo secretario Chefe da Casa Civil do Estado de Mato Grosso, Mauro Carvalho Junior, para a presidência da Casa de Leis.
“Ao longo desse período, nós ouvimos todos os setores ligados à pesca e pesca e tivemos muitas sugestões. Para promover a melhoria do projeto, decidimos pedir a retirada de pauta e aguardar a conclusão do estudo que será realizado pela Assembleia Legislativa e terá a colaboração de técnicos do Governo do Estado. Somente após essa conclusão, é que vamos retomar as discussões”.
A emissão de autorização despesca em Mato Grosso foi prorrogada até 31 de dezembro de 2020. A iniciativa está amparada na Lei 10.894/19 promulgada pela Assembleia Legislativa. Até lá, os produtores poderão transportar e comercializar o pescado diretamente em feiras e mercados.
O assunto foi tema de amplo debate pela derrubada do Veto Total 50/19 do Governo do Estado, aposto ao Projeto de Lei nº 258/18, de autoria do deputado estadual Max Russi (PSB), que altera o parágrafo único do Art. 15-A da Lei nº 8.464, de 04 de abril de 2006 e recebeu substitutivo integral do deputado Eduardo Botelho, pedindo essa prorrogação à emissão de autorização de despesca, até que sejam feitas as adequações necessárias sem gerar prejuízos ao setor tanto no contesto social e econômico dos pescadores.
A retirada do Projeto de Lei Nº 668/2019 foi anunciada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso pelo presidente José Eduardo Botelho (DEM), e demais deputados com a presença do secretário-adjunto de Relações Políticas da Casa Civil, Carlos Brito de Lima, que veio representando o Governo do Estado.
Alegando o princípio da harmonia entre os Poderes e atendendo a solicitação da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o Governo do Estado se colocou a disposição da Casa de Leis e todo corpo técnico do Estado para participar do referido estudo de impacto que de imediato pediu a retirada da tramitação do Projeto de Lei de Nº 668/2019.
Eduardo Botelho, explicou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso contratará uma empresa e que as despesas para a realização do estudo técnico correrão por conta da Casa de Leis.
“Esse processo de licitação ainda vai ser feito e com isso teremos um prazo. Eu não sei quanto tempo precisa para fazer os levantamentos de todos os aspectos envolvendo os Rios do Estado, espécies e a questões econômicas. Não tenho este conhecimento, mas acredito que deve levar um certo tempo para isso”.
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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