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Sindimed apoia instauração da Comissão Processante na Câmara de Cuiabá

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Afastado do comando da Prefeitura de Cuiabá desde o dia 19 de outubro, após a deflagração da “Operação Capistrum”, Emanuel Pinheiro esta sendo acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de criar um “cabide de empregos” na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para acomodar indicação de aliados, obter, manter ou pagar por apoio político de pagamento ilegal do chamado “Prêmio Saúde”, de até R$ 5,8 mil, sem nenhum critério.

Na “Operação Capistrum” foi também citado Márcia Pinheiro a primeira-dama, Antônio Monreal Neto, chefe de gabinete, que chegou a ser preso, a ex-secretária Ivone de Souza, e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro.

Segundo as investigações, o prefeito reiterou nas práticas consideradas irregulares apesar de determinações judiciais e de ordens do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o prejuízo calculado aos cofres públicos de Cuiabá foi de R$ 16 milhões.

Emanuel Pinheiro também é alvo de uma ação por improbidade administrativa na Vara de Ação Popular e Ação Civil Pública de Cuiabá. Emanuel Pinheiro chegou a ser afastado, mas conseguiu reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Apoio do Sindimed

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (SINDIMED/MT), divulgou uma nota dizendo que apoio à instauração da Comissão Processante na Câmara Municipal de Cuiabá, para apurar a eventual prática de crime de responsabilidade do prefeito Emanuel Pinheiro.

VEJA NOTA:

SINDIMED APOIA A INSTAURAÇÃO DE COMISSÃO PROCESSANTE

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso – SINDIMED/MT – vem a público manifestar seu apoio à instauração de uma Comissão Processante para apurar a eventual prática de crime de responsabilidade pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Essa medida inclusive dará ao alcáide afastado das suas funções pela justiça, a oportunidade de mostrar à sociedade cuiabana que os órgãos controladores e fiscalizadores estariam equivocados em suas acusações de prática de favorecimento político no uso de suas atribuições como prefeito de Cuiabá.

Há muito que o SINDIMED cobra providências quanto a aplicação do Prêmio Saúde, bem como às irregulares contratações temporárias em Cuiabá. A mesma bandeira é levantada contra as firmas – terceirização e “quarteirização” – que assumem serviços de saúde onde deveriam estar servidores de carreira.

O Sindimed não tem posicionamento político-partidário, mas se levanta em defesa do Sistema Único de Saúde e dos direitos da classe médica. Lamentavelmente, até onde se sabe, existem fortes indícios de que o Prêmio Saúde e as contratações temporárias tenham sido usados como moeda de troca de apoio político. Ferramentas que deveriam ser utilizadas para dar agilidade à gestão de pessoas se tornaram instrumentos pseudo-legais de criação de relações clientelistas duradouras. Por estas razões a apuração dos fatos e a responsabilização de eventuais culpados interessa a toda sociedade. É a busca da transparência que o Sindimed defende!

É preocupante que em nossa democracia tenhamos um prefeito, legitimamente eleito pelo voto popular, afastado por decisão judicial pela suspeita de crimes. Por ter sido eleito, deve o Prefeito Emanuel responder pelos seus atos também na esfera política. É no parlamento que a sociedade se faz ouvir por seus representantes. Daí porque é relevante a apuração séria e diligente dessas denúncias por parte da Câmara Municipal de Cuiabá.

SINDIMEDMT

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Política

Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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