VALORIZAÇÃO DA MULHER

Simona defende políticas de valorização da mulher

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A servidora licenciada da Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon/MT), Gisela Simona Viana de Souza, pré-candidata à prefeitura de Cuiabá pelo Partido republicano da Ordem Social (PROS), defendeu a ampliação e a melhora de políticas públicas voltada às mulheres durante o Seminário Eleitoral Pros 2020 que foi realizado na noite da ultima quinta-feira (28).

Simona comentou que talvez seja a única mulher que disputará o cargo como prefeita de Cuiabá, o que é um grande desafio, e reforçou a necessidade de apoio do poder público às mulheres.

Para vocês sentirem o peso, na nossa Câmara Municipal de Cuiabá, não temos nenhuma mulher vereadora. O preconceito é algo que está muito presente em nossas vidas“, afirmou.

A pré-candidata comentou que há uma necessidade de políticas públicas diferenciadas voltada às mulheres. De acordo com ela, é essencial reconhecer e aplicar o que a população feminina realmente está necessitando.

O primeiro passo é reconhecer a diferença de gênero. Estamos em um período de polarização no Brasil e algumas pessoas tentam relativizar números que são reais, como do salário que é menor, da ocupação de cargos que é menor por parte da mulher, mesmo que nós sejamos maioria na população, explica Gisela Simona.

Para a pré-candidata é necessário valorizar o papel da mulher, seja como mãe e dona do lar, mas, muito além disso, é preciso incentivar e buscar meios para que elas sejam inseridas no mercado de trabalho e conquistem suas independências através da própria renda.

Simona defendeu a criação de creches e escolas em período integral.

Nós sabemos que muitas mulheres muitas vezes se submete a violência doméstica por dependência financeira e muitas vezes ela não tem como deixar seus filhos para buscar um trabalho. Uma creche das 08h às 18h, ou meio período, não favorece a mulher para que ela possa trabalhar ou estudar e buscar uma capacitação“.

A pré-candidata observou que o que pode ser considerado o mínimo para muitos, é de grande valor aos outros, como um apoio às mulheres vítimas de violência doméstica, para que elas consigam se reerguer a partir de crédito para o investimento em seus próprios negócios. Ou até mesmo na valorização da mulher dona do lar, chefe de família, nos programas de habitação.

As lutas de Gisela Simona também envolvem a saúde feminina. Ela comentou que não se pode pensar no corpo feminino apenas como um ser reprodutor. A criação de um Hospital Maternidade, por exemplo, é importante, mas defendeu que as mulheres têm muitas outras questões de saúde, como o câncer de mama, infecção urinária e endometriose.

O Poder Público tem que pensar em como valorizar as mulheres. Tem que ter campanhas educativas, dentro do próprio lar e dentro das escolas A educação é a base de tudo e infelizmente não se toca muito nesses assuntos“, finalizou.

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Política

Caramuru a Emanuel serão investigados pela DEFAZ e GAECO

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Já fiz o que tinha que fazer, fiz a denúncia. Li que a delegada disse que as prisões não tem nada a ver com a denúncia. Depois li que a denúncia que fizemos está merecendo toda uma investigação. São duas correntes de investigação. Não sei o que virá disso”.

Foi o que disse o deputado estadual do PSDB, Wilson Pereira dos Santos sobre uma verdadeira “farra” na política de concessão de Incentivos Fiscais do Estado de Mato Grosso.

Na época, o parlamentar estadual tucano lembrou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), apontou desvios milionários aos cofres públicos nos últimos anos.

A questão Caramuru é um pingo d’água num oceano de corrupção na política de incentivos fiscais do Estado”.

O relatório da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal diz que, no período de 2011 a 2014, houve um desvio de R$ 1,7 bilhão da política de incentivos em Mato Grosso. Foi uma farra. Todo mundo deitou e rolou, tirou pedaço da viúva. Caramuru é apenas um caso, teria afirmado o parlamentar estadual do PSDB, Wilson Santos.

O tucano lembrou que a denúncia feita por ele durante a campanha eleitoral para Prefeito de Cuiabá na época, dando conta de um esquema de corrupção envolvendo a empresa Caramuru.

À época, o tucano também divulgou uma gravação de áudio em que Bárbara Pinheiro, cunhada de Emanuel Pinheiro (MDB), admitiria que recebeu dinheiro para ajudar a Caramuru a obter os Incentivos Fiscais.

A Delegacia Fazendária (Defaz), após quatro anos pediu apoio ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para dar continuidade às investigações acerca do suposto esquema de cobrança de propina envolvendo o hoje Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). No último mês, enviou a investigação que foi iniciada em outubro de 2016 ao órgão.

Após provocação do Ministério Público, o inquérito relativo à demanda apresentada foi instaurado em 24 de outubro de 2016 pela Delegacia Fazendária. Em setembro deste ano, a Delegacia Fazendária solicitou o apoio do Gaeco e encaminhou o inquérito ao grupo para continuidade das investigações”, informou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

O Ministério Público também pontua que não é possível passar detalhes sobre o andamento da investigação, pois a mesma está sob sigilo.

Conforme a denúncia de Wilson Santos, o pagamento dos valores teria sido feito por meio das empresas do irmão de Emanuel Pinheiro, Marco Polo Pinheiro, o Popó, da esposa dele, Bárbara Noronha Pinheiro, e da irmã de Bárbara, Fabiola Noronha.

O parlamentar tucano disse que o pedido de enquadramento da Caramuru no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), para obter o inventivo fiscal, só teve andamento após Emanuel Pinheiro intervir junto à secretaria de Indústria e Comércio, à época comandada por Allan Zanatta, que estaria no cargo por indicação de Emanuel.

Allan Zanatta foi alvo da Operação Sodoma, que investigou esquema de fraude na concessão de incentivos fiscais em troca de propina. Ele negou participação.

Ainda de acordo com a denúncia do deputado, após o requerimento ser deferido, as empresas do irmão e cunhada de Emanuel teriam emitido R$ 4 milhões em notas em favor da Caramuru, como forma de “lavar” a propina.

Wilson Santos apresentou uma gravação contra Popó e sua esposa como elementos de prova para robustecer a denúncia. De acordo com o parlamentar, eles estariam desesperados e com medo de que o caso atingisse Emanuel.

Os pagamentos teriam sido feitos em 2014, durante a gestão do então governador Silval da Cunha Barbosa, conforme o processo da Caramuru ia caminhando dentro do governo.

À época em que o caso foi denunciado, Emanuel Pinheiro emitiu nota afirmando que nunca teve qualquer negócio ou relação empresarial com as empresas do irmão, da cunhada e da irmã dela, e que cabia a eles prestar explicações sobre os honorários recebidos da empresa Caramuru. Emanuel defendeu a apuração dos fatos, mas classificou a denúncia como “factóide”. (Com Leiagora)

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