AS PESQUISA MOSTRAM

Rejeição dos pré-candidatos definirá o destino da eleição em Cuiabá

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Todo período eleitoral, renova-se a pergunta: O que há de novo? A resposta quase sempre é: pouco ou nada! Os candidatos e suas propostas pouco diferem entre si, mesmo quando de partidos ideologicamente opostos.

Como “diferencial”, alguns tentam convencer os eleitores de sua novidade, idoneidade, credibilidade e afã incondicional de ser um “cirurgião plástico” da política brasileira.

Infelizmente, logo após eleitos, a maioria esquece de todo esse élan transformador para, resignada ou festivamente, incorporar-se à mesmice deletéria que tem caracterizado nosso cenário político, um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país.

E faltando 4 dias para início das convenções partidárias e 64 dias para as Eleições Municipais, apareceu neste momento o que todos já esperavam, as recentes pesquisas sobre o cenário pré-eleitoral em Cuiabá, e elas indicam que a disputa pelo Palácio Alencastro será definida em segundo turno.

Amigos internautas, não tenham a menor dúvida, as pesquisas já apontam em que o mesmo candidato que aparece como candidato do Governo, tem um índice baixo para o prestígio que pesquisas revelam que o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira tem.

A quem interessar possa. Há três grandes eleitores em Cuiabá, que é o do governador de Mato grosso, Mauro Mendes, do Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), e do ex-prefeito e apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França Auad. A somatória do time que está contra o prefeito, indicam, é maior do que aquilo que revela as pesquisas.

A última pesquisa divulgada pelo site RDNews, aponta como está a opinião do eleitor cuiabano se o pleito fosse realizado hoje.

Em levantamento realizado dias 22, 23 e 24 deste mês, em 98 bairros da capital, com 1.199 eleitores, a pesquisa constata-se que nada está definido, que a disputa irá para o segundo turno e, nesse caso, a briga será entre Emanuel Pinheiro e Roberto França.

– Emanuel Pinheiro (MDB) – 38,1%
– Roberto França (Patriota) – 14%
– Abílio Júnior (Podemos) – 9,2%
– Gisela Simona (Pros) – 6,3%
– Dorileo Leal (PSDB) – 2,1%
– Fábio Garcia (DEM) – 1,1%
– Geraldo Macedo (PSD) – 1,1%

Julier Sebastião (PT), Ulysses Moraes (PSL), Paulo Grando (Novo), Fabrício Carvalho (PDT) e Felipe Wellaton (Cidadania), não alcançam a um ponto percentual nas pesquisas.

A pesquisa apresenta ainda outras simulações, a partir de alguns nomes que têm se despontado até agora para a disputa pela Prefeitura de Cuiabá.

Segundo a pesquisa realizada, se a disputa fosse contra Fábio Garcia, Emanuel Pinheiro não teria dificuldades em vencer no segundo turno, 41,0% contra 7,7% assim como também contra Roberto França, 38,9% contra 21,2%. Emanuel Pinheiro ganharia fácil do vereador do DEM, Marcelo Bussiki, 41,8% a 6,1%, de Gisela Simona, 41,1% a 12%, de Abílio Junior, 40% a 18%, de Felipe Wellaton, 41,5% a 7,2%, de Julier Sebastião, 43,3% a 4,3%, e de Dorileo Leal, 43% a 6%. Nestes cenários, o universo de indecisos ainda é considerável, variando de 26% a 35%. Conforme a pesquisa divulgada pelo Site de Noticias RDNews.

Pré-campanha

Embora o pleito deste ano não conte com o tradicional corpo a corpo, os pré-candidatos tem mantido uma agenda movimentada para apresentar, as ideias que deverão fazer parte do seu plano de Governo.

O Blog do Valdemir tem acompanhado a pré-campanha e percebemos que não tem faltado agenda, debates, encontros, programações para preparação de programa de governo, conversas para alianças.

Enfim não será uma eleição morna. Será uma eleição com bastante agitação, mesmo que seja nas redes virtuais e com a certeza de que o voto do eleitor ainda está indefinido.

Tamanho da rejeição dos pré-candidatos definirá o destino da eleição

Tradicionalmente o vencedor do primeiro turno vence o segundo, mas aqui é Cuiabá e sabemos que não é bem assim, quem já se esqueceu de Alexandre Cesar e Wilson Santos? Na época, o petista Alexandre Cesar começou com uma frente no segundo turno com 20%, em cinco dias o tucano Wilson Santos tirou a vantagem.

Bom…, As razões deixam pra lá. É a política, faz parte.

Sendo assim, o vencedor do primeiro turno não é o vencedor do segundo. Muitos destes casos não é o apreço por um candidato que fala mais alto, mas sim a rejeição ao outro.

É por isso que o Blog do Valdemir afirma que, embora destaque estas eleições são atípicas e que o resultado da disputa é imprevisível, a leitura que temos das pesquisas divulgadas, é que o maior desafio de Emanuel Pinheiro será superar a imagem negativa que os eleitores têm dele.

Afinal o segundo turno é uma eleição em que a rejeição ao candidato tem um papel essencial.

Quem deve ganhar é o candidato que tem a menor rejeição.

Perguntados sobre em quem não votariam de jeito nenhum para prefeito, 19,1% citaram o próprio Emanuel Pinheiro. Roberto França também conta com rejeição alta: 15,3%, empatado tecnicamente com o vereador Abílio Junior, que não teria voto de 13,3%.

Historicamente no primeiro turno é possível que o candidato tenha mais votos sendo o mais rejeitado. No segundo turno, isso é impossível.

Emanuel terá que diminuir sua rejeição, mas as urnas já indicaram que o eleitor à direita é nitidamente maior do que o eleitorado à esquerda.

PS: Emanuel Pinheiro lidera as pesquisas estimulada e espontânea, também é o mais rejeitado de todos os possíveis concorrentes.

Todos os partidos são de direita ou da esquerda?

Não. Em função da diversidade de ideias e de princípios que poderá ser defendidas por um partido político, existem outras classificações ideológicas intermediárias, como, por exemplo: centro direita, centro e centro esquerda.

Embora que, alguns partidos de acordo com seus princípios podem encontrar em mais de um espectro político: extrema esquerda, esquerda, centro esquerda, centro, centro direita, direita e extrema direita.

Emanuel Pinheiro é do centro MDB, Roberto França é extrema direita Patriota, Fábio Garcia centro direita DEM.

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Política

Caramuru a Emanuel serão investigados pela DEFAZ e GAECO

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Já fiz o que tinha que fazer, fiz a denúncia. Li que a delegada disse que as prisões não tem nada a ver com a denúncia. Depois li que a denúncia que fizemos está merecendo toda uma investigação. São duas correntes de investigação. Não sei o que virá disso”.

Foi o que disse o deputado estadual do PSDB, Wilson Pereira dos Santos sobre uma verdadeira “farra” na política de concessão de Incentivos Fiscais do Estado de Mato Grosso.

Na época, o parlamentar estadual tucano lembrou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), apontou desvios milionários aos cofres públicos nos últimos anos.

A questão Caramuru é um pingo d’água num oceano de corrupção na política de incentivos fiscais do Estado”.

O relatório da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal diz que, no período de 2011 a 2014, houve um desvio de R$ 1,7 bilhão da política de incentivos em Mato Grosso. Foi uma farra. Todo mundo deitou e rolou, tirou pedaço da viúva. Caramuru é apenas um caso, teria afirmado o parlamentar estadual do PSDB, Wilson Santos.

O tucano lembrou que a denúncia feita por ele durante a campanha eleitoral para Prefeito de Cuiabá na época, dando conta de um esquema de corrupção envolvendo a empresa Caramuru.

À época, o tucano também divulgou uma gravação de áudio em que Bárbara Pinheiro, cunhada de Emanuel Pinheiro (MDB), admitiria que recebeu dinheiro para ajudar a Caramuru a obter os Incentivos Fiscais.

A Delegacia Fazendária (Defaz), após quatro anos pediu apoio ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para dar continuidade às investigações acerca do suposto esquema de cobrança de propina envolvendo o hoje Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). No último mês, enviou a investigação que foi iniciada em outubro de 2016 ao órgão.

Após provocação do Ministério Público, o inquérito relativo à demanda apresentada foi instaurado em 24 de outubro de 2016 pela Delegacia Fazendária. Em setembro deste ano, a Delegacia Fazendária solicitou o apoio do Gaeco e encaminhou o inquérito ao grupo para continuidade das investigações”, informou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

O Ministério Público também pontua que não é possível passar detalhes sobre o andamento da investigação, pois a mesma está sob sigilo.

Conforme a denúncia de Wilson Santos, o pagamento dos valores teria sido feito por meio das empresas do irmão de Emanuel Pinheiro, Marco Polo Pinheiro, o Popó, da esposa dele, Bárbara Noronha Pinheiro, e da irmã de Bárbara, Fabiola Noronha.

O parlamentar tucano disse que o pedido de enquadramento da Caramuru no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), para obter o inventivo fiscal, só teve andamento após Emanuel Pinheiro intervir junto à secretaria de Indústria e Comércio, à época comandada por Allan Zanatta, que estaria no cargo por indicação de Emanuel.

Allan Zanatta foi alvo da Operação Sodoma, que investigou esquema de fraude na concessão de incentivos fiscais em troca de propina. Ele negou participação.

Ainda de acordo com a denúncia do deputado, após o requerimento ser deferido, as empresas do irmão e cunhada de Emanuel teriam emitido R$ 4 milhões em notas em favor da Caramuru, como forma de “lavar” a propina.

Wilson Santos apresentou uma gravação contra Popó e sua esposa como elementos de prova para robustecer a denúncia. De acordo com o parlamentar, eles estariam desesperados e com medo de que o caso atingisse Emanuel.

Os pagamentos teriam sido feitos em 2014, durante a gestão do então governador Silval da Cunha Barbosa, conforme o processo da Caramuru ia caminhando dentro do governo.

À época em que o caso foi denunciado, Emanuel Pinheiro emitiu nota afirmando que nunca teve qualquer negócio ou relação empresarial com as empresas do irmão, da cunhada e da irmã dela, e que cabia a eles prestar explicações sobre os honorários recebidos da empresa Caramuru. Emanuel defendeu a apuração dos fatos, mas classificou a denúncia como “factóide”. (Com Leiagora)

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