SEM PARTIDO

Racha no DEM leva Rodrigo Maia para Lula e ACM Neto para Bolsonaro

Publicados

em

A Executiva Nacional do Democratas decidiu expulsar o deputado Rodrigo Maia do partido, após críticas e ataques que fez à legenda, em especial ao presidente do partido, ACM Neto.

Numa nota curta na noite desta segunda, o partido informou que a decisão foi tomada após a garantia ao amplo direito de defesa de Maia. que acompanharam o voto da relatora, deputada Professora Dorinha (DEM/TO).

Por unanimidade, a Executiva entendeu que Maia cometeu infração disciplinar.

O deputado rachou com o partido durante a sucessão para comandar a Câmara. Seu partido, depois de muito desgaste, optou por apoiar Arthur Lira.

Por ter sido expulso, Maia não perde o mandato. Ele chegou a se referir a Neto como um “baixinho que não tem caráter”.

Pode parecer fuxico de bastidores, mas o racha, agora evidente e incontornável, pode indicar caminhos opostos entre seus protagonistas em direção a 2022.

Maia e ACM Neto não se bicavam desde a eleição para o comando da Câmara. Maia tentava, sem sucesso, se reeleger.

No posto, tinha se tornado um importante contraponto ao governo Bolsonaro, em que pesem as críticas pela profusão de notas de repúdio, que literalmente não saíam do papel, contra as barbeiragens do presidente.

Com apoio de parte do próprio DEM, Bolsonaro conseguiu emplacar um aliado, Arthur Lira (PP-AL), na presidência da Casa. Lá, ele tem mandado para o espaço os inúmeros pedidos de impeachment contra Bolsonaro e está longe de fazer qualquer contraponto à pauta de costumes do governo.

Maia já disse que ACM Neto, que nos bastidores ajudou a rifá-lo, é o candidato a vice perfeito de Bolsonaro para 2022.

A conferir.

Fora do DEM, Rodrigo Maia perde uma espécie de âncora para dar sequência a um movimento ensaiado e, a essa altura, não tão surpreendente: a aproximação com o campo lulista.

O DEM sempre foi uma pedra no sapato nos governos petistas. Maia, um dos mais promissores quadros da legenda, chegou a acusar o PT de rasgar a Constituição em seu voto até aqui de mágoa pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

O resto é história. Dilma caiu, Michel Temer assumiu, Maia tomou a cadeira de Eduardo Cunha (a quem homenageou em seu voto), o país rachou, com Supremo, com tudo, e nas brechas cresceu o cipoal do bolsonarismo que hoje estrangula quem antes se estapeava.

O inimigo agora é outro, como diria um cineasta igualmente desiludido. E os antigos opostos hoje se atraem.

Segundo a colunista do jornal O Globo Malu Gaspar, Maia teve uma conversa com Lula, semana passada, na sede da Prefeitura do Rio, e se ofereceu para ajudar na elaboração do programa de governo petista.

O que era impensável até pouquíssimo tempo hoje é uma alternativa plausível. Lula tem votos mas não tem a confiança do mercado e de setores da sociedade refratários ao PT. Maia tem essas pontes. Mas não tem votos.

Seu futuro político seria incerto caso queira entrar em 2022 em alguma disputa majoritária. No Rio, já largam na frente dele o atual governador, Cláudio Castro, que terá apoio da família Bolsonaro, e Marcelo Freixo, que acaba de trocar o PSOL pelo PSB justamente pensando na ampliação de uma chamada frente ampla pelo governo fluminense.

O encontro com Lula acontece no momento em que o ex-presidente busca, para 2022, um novo José Alencar para chamar de vice.

Maia está na pista.

(Matheus Pichonelli)

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Coalizão de entidades lança Observatório Socioambiental de Mato Grosso
Propaganda

Política

“Deputado atua em defesa de grupos econômicos e espalha “Fake News” contra Fundo para hospitais filantrópicos”

Publicados

em

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), aprovou com 20 votos a favor em sessão extraordinária o Projeto de Lei 600/2021, que destina 80% do recurso do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF), para os hospitais filantrópicos e 20% para as ações sociais de Mato Grosso. A proposta, de autoria do Poder Executivo, foi articulada pelo deputado estadual do Partido Democrata (DEM), José Eduardo Botelho.

A verdade é que o deputado estadual Ulysses Moraes segue na defesa dos interesses dos grandes grupos econômicos ao ir contra a contribuição que vai garantir recursos para o SUS e para a assistência social, e esses valores são repassados pelas maiores empresas de Mato Grosso que recebem incentivos fiscais do Estado e, por isso, devem contribuir com o FEEF. As contribuintes do fundo são esmagadoras de soja e de milho e fabricantes de óleos vegetais, exceto óleo de milho“.

Rebateu o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), acusando o deputado estadual Ulysses Moraes do Partido Social Liberal (PSL), de espalhar Fake News. Mendes negou que o Executivo Estadual tenha criado novos impostos para o setor econômico, como o parlamentar afirma em publicação nas redes sociais.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), o parlamentar do Partido Social Liberal (PSL), Ulysses Moraes vem fazendo duras críticas contra o governador Mauro Mendes (DEM), a quem chamou de “maior taxador da história” por causa da criação do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF).

O que o Governo está fazendo nessa pauta aqui, e tem que ficar muito claro para a sociedade, que está utilizando os hospitais filantrópicos de reféns. O Governo está sendo ardiloso, infame, está sendo vil, baixo, colocando os hospitais filantrópicos de reféns. Querendo colocar os deputados dessa Casa contra os hospitais filantrópicos“.

Governo do Estado rebate criticas

Mais uma vez o deputado estadual Ulysses Moraes espalha “Fake News”. O Governo de Mato Grosso não criou novos impostos para o setor econômico, como ele afirma em publicação nas redes sociais. O Governo aprovou a manutenção do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal, pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), na semana passada, para manter recursos que são repassados aos hospitais filantrópicos e as ações em prol dos mais pobres em todo o Estado.

A verdade é que o deputado estadual Ulysses Moraes segue na defesa dos interesses dos grandes grupos econômicos ao ir contra a contribuição que vai garantir recursos para o SUS e para a assistência social.

Esses valores são repassados pelas maiores empresas de Mato Grosso que recebem incentivos fiscais do Estado e, por isso, devem contribuir com o FEEF. As contribuintes do fundo são esmagadoras de soja e de milho e fabricantes de óleos vegetais, exceto óleo de milho.

Com a nova lei, o Governo beneficiou empresas menores e deixou de cobrar os repasses ao fundo de frigoríficos dedicados ao abate de bovinos; moagem e fabricação de produtos de origem vegetal (exceto arroz, trigo e milho, bem como rações para animais animais); indústrias de bebidas (cervejas, chopes e refrigerantes); indústrias de cimento; fábricas de colchões; e comércio varejista de eletrodomésticos e de equipamentos de áudio e vídeos.

O fundo foi criado em 2018 e com a manutenção dele, os recursos serão destinados em 80% para a saúde pública e em 20% para a assistência social até o final de 2022.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  3.700 obras estão paralisadas em MT conforme TCE
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA