Search
Close this search box.

Política

Quinta CPI na AL, desta vez para investigar frigorífico JBS

Publicados

em

O deputado estadual Ondanir Bortolini (PR), (Nininho), apresentou na sessão desta quarta-feira (17) requerimento com assinaturas de 21 parlamentares, para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Frigoríficos que irá investigar possíveis ações ilegais de algumas empresas em Mato Grosso. Mais do que o necessário para a instalação da quinta CPI da Casa, que é de 16 assinaturas.

nininhoNininho disse que os frigoríficos em Mato Grosso praticam preços desvalorizados da arroba do boi, "a desvalorização da carne mato-grossense é um reflexo de uma atividade ilícita chamada monopólio. Com o fechamento de 20 plantas frigorificas, fica quase impossível para o produtor ter competitividade na hora de vender seu boi. Hoje, o valor da arroba está inferior em mais de 15% se comparado a outros estados como São Paulo, um tempo atrás essa diferença não passava de 8%", afirmou o autor do requerimento deputado Nininho.

Uma das linhas de investigação será o investimento que a JBS Friboi tem feito em Mato Grosso com o dinheiro contraído junto ao Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e os motivos da decisão administrativa da empresa em ter comprado 22 plantas e posteriormente, ter fechado 12 unidades provocando a demissão superior de 5 mil trabalhadores. "Esse é um clamor dos pecuaristas e entendemos a necessidade de apurar, um equilíbrio nesta cadeia produtiva para evitar distorções", disse.

Leia Também:  Qual o caminho do PSB em MT? A matemática da eleição para deputados

Segundo o parlamentar a CPI dos Frigoríficos, convocara o Ministério Publico Estadual (MPE) e Ministério Publico do Trabalho (MPT) a participar das investigações e avaliar a possibilidade de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para corrigir eventual irregularidades, "faremos uma investigação com cautela, coerência e transparência. Queremos analisar uma a uma das plantas de frigoríficos fechados. Se tem dinheiro do BNDES , precisa saber o que está sendo feito socialmente aos moradores dos municípios". 

A CPI vai abortar também o recebimento, por parte das empresas, de incentivos fiscais e financiamentos oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). Será investigado também o atendimento das obrigações impostas nos termos de compromisso firmados pelas empresas com o poder publico para estes financiamentos e incentivos fiscais, como, por exemplo, a responsabilidade social dessas empresas.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”

Publicados

em

O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.

A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.

Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.

A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.

Leia Também:  AFAPLACAS aponta improbidade e entra com mandado de segurança contra presidente do Detran-MT

O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.

O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.

A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.

Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.

Leia Também:  Qual o caminho do PSB em MT? A matemática da eleição para deputados

O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA