DE OLHO NA VAGA DE VICE

Quatro nomes são cogitados para vice de Mendes

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Nos bastidores do Palácio Paiaguas o que se vê nos últimos dias é a maior disputa na política mato-grossense é pela vaga de que será o vice do governador Democratas (DEM), Mauro Mendes Ferreira para esta eleição de 2022.

O chefe do Executivo Estadual, Mauro Mendes, porém, já avisou que só decide sobre reeleição no final de abril de 2022. Mas enquanto o Democrata não define, a disputa entre as siglas partidárias mato-grossenses para ver quem será seu vice em 2022 é grande. Nos bastidores a impressão é que o atual vice-governador, Otaviano Olavo Pivetta, é quem vai dar o rumo da escolha.

A ida de José Aparecido dos Santos, o Cidinho Santos, para o Partido Social Liberal (PSL) e hoje passa a ser uma nova sigla, o União Brasil, uma fusão entre o Democratas (DEM) e o Partido Social Liberal (PSL) é um movimento importante. Cidinho e Pivetta são próximos e estariam em avançadas tratativas para decidir um como vice e o outro como candidato ao Senado.

Quem não anda gostando nada das atuais articulações é o deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM), que segundo amigos mais próximos do parlamentar estadual, tem um sonho de ser vice de Mauro Mendes nas próximas eleições. O problema é que os dois são do mesmo partido, o Democratas.

Nos bastidores, quatro líderes políticos se movimentam, sem alarde, pensando na possibilidade de entrar de vice da chapa. Eles consideram o governador imbatível.

Um deles é o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), cujo donatário em Mato Grosso, deputado federal Carlos Gomes Bezerra, já deixou bem claro também querer a vice de Mauro Mendes. A ida de Otaviano Pivetta (sem partido) para o partido pode ser a solução para o problema.

Otaviano Pivetta garante que permanecerá sem partido até janeiro de 2022. Seu foco segundo Pivetta, está na gestão do Estado e não sobra espaço na agenda para articulações políticas.

No momento, é zero de conversa sobre eleições. Só vou decidir meu futuro na política e eventual filiação em janeiro de 2022”.

Os deputados Max Joel Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e José Eduardo Botelho (DEM), primeiro-secretário da Casa de Leis querem a vaga.

O nome mais recente na disputa pela vaga de vice do governador Mauro Mendes Ferreira em 2022, e o ex-senador José Aparecido dos Santos, o Cidinho Santos, também quer a vaga, e tem forte ligação com o ex-ministro e ex-governador de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi do Partido Progressista (PP). Cidinho Santos, que é empresário do agronegócio, tem forte ligação com o presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro.

O Partido Social Democrático (PSD) do Estado de Mato Grosso também começa a trabalhar para compor a chapa majoritária encabeçada pelo governador do Partido Democratas (DEM), Mauro Mendes Ferreira. Mesmo sem a confirmação da candidatura do democrata à reeleição, mas, para o Blog do Valdemir, ele é candidatíssimo a reeleição, o Senador Carlos Henrique Baqueta Fávaro, presidente da sigla no estado, garante que apoiará o chefe do Executivo Estadual, Também de olho na vaga.

Nosso grupo político está fechado com o governador Mauro Mendes. O PSD vai trabalhar para participar da composição, indicando nomes para vice-governador ou suplente de senador. O PSD é um partido grande e tem que participar da construção da majoritária”.

Carlos Favaro aproveitou para elogiar a atual administração estadual e defende a reeleição de Mauro Mendes para garantir a continuidade do trabalho que vem sendo realizado.

Eu digo que não é Mauro que merece mais quatro anos de mandato, é Mato Grosso que merece mais quatro anos dessa administração brilhante que fez uma revolução e está proporcionando dias como esse de atender 141 municípios com equipamentos”.

Já com relação à disputa ao Senado da Republica em 2022, Carlos Fávaro reforça que seu candidato é o deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller, que disputa espaço no grupo com o Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antonio Fagundes.

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Política

Projeto que proíbe governo de propor o passaporte da vacina é aprovada na ALMT

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Com o avanço da corrida para a vacinação anti-Covid-19 em diversos países do mundo, de forma a tentar controlar as continuidade dos numerosos casos de infecções pelo Coronavírus SARS-CoV-2 e suas consequências, têm surgido nova polêmica, “o passaporte vacinal“.

Países do mundo todo estão apostando nas vacinas para sair desta pandemia, porém os governos agora enfrentam outra questão: será o momento de retomar certa parte da economia como viagens, teatros, shows e até mesmo o trabalho para todos? Ou somente para quem já foi vacinado?

As vacinas têm se mostrado eficazes no combate à Pandemia, incluindo na redução dos casos graves e hospitalizações. Isso significa que se as empresas, locais de trabalho e fronteiras forem reabrir, uma maneira de reduzir o risco de um novo surto seria exigir algum tipo de prova de vacinação na entrada, que poderia ser um passe de saúde ou um passaporte de vacina.

O assunto gera debates, já que na maioria dos países a vacina não será obrigatória, e o ritmo da vacinação significa que muitos de nós ainda teremos de esperar por muito tempo. Além disso, há quem não possa tomar por questões médicas, enquanto outros podem alegar crenças religiosas incompatíveis com a vacinação. Com isso, permitir certas liberdades e privilégios para aqueles que tomaram as doses provavelmente seria visto como discriminatório por muitas pessoas.

O Projeto de Lei n° 417/21 visa criar o Passaporte Digital de Imunização, quanto à vacinação da Covid-19. O objetivo é aumentar o controle sanitário sobre locais com aglomeração de pessoas. O texto, de autoria do deputado estadual Paulo Roberto Araújo (Progressistas) tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).

Segundo a proposição, o Passaporte Digital de Imunização poderia ser exigido para autorizar a entrada em eventos e locais públicos, utilização de meios de transporte coletivos, sejam: terrestres ou aéreos, bem como em qualquer local em que a aglomeração de pessoas exija controle sanitário com o intuito de aumentar a segurança da população.

E por 13 votos os deputados estaduais derrubaram o parecer contrário da Comissão de Saúde e aprovaram em primeira votação, na manhã desta quarta-feira (20), o Projeto de Lei 780/2021 de autoria da deputada estadual Janaína Greyce Riva (MDB) que proíbe a implantação por parte do poder público de um passaporte sanitário ou da vacina como popularmente vem sendo chamado, em Mato Grosso.

Numa sessão que contou com discussões acaloradas na Tribuna da Casa de Leis, e que contou com a galeria repleta de apoiadores ao Projeto, Janaína Riva defendeu que o passaporte fere o artigo 5° da Constituição Federal que trata do direito de ir e vir do cidadão.

Eu sou a favor da vacina, tomei as duas doses e tomaria uma terceira se eu tivesse direito inclusive, mas também sou a favor da liberdade. A nossa discussão não é sobre a vacina, mas sobre o cerceamento do direito das pessoas de ir e vir, bem como a segregação e o controle social por trás desse passaporte. Já pensou as pessoas serem proibidas de entrar numa igreja? Ninguém tem o direito de fazer isso. Eu citei igreja, mas falo também do comércio. De serem impedidas de ir ao mercado por que não se vacinaram”, disse.

A parlamentar do MDB, Janaína Riva explica que o projeto dela trata apenas das igrejas, comércios e congêneres, não se estendendo ao ambiente público. A parlamentar trouxe à tona na tribuna o caso de uma mãe que perdeu a guarda do filho por não querer se vacinar.

Se vacina quem quer e alguns não podem vacinar por limitações religiosas. É direito individual de cada um à integridade física e sobre o próprio corpo. Estar vacinado não significa estar isento de cuidados como uso de máscara e higienização das mãos e ambientes, até porque nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Precisamos retomar o rumo do desse país, o comércio já foi prejudicado demais. Não podemos deixar que o radicalismo impere”, finalizou.

Agora, a proposta vai à segunda votação e segue para sanção do governador Mauro Mendes (DEM). Deputados como Faissal Jorge Calil Filho (PV), Ederson Dal Molin, o Xuxu Dalmolin (PSC), Gilberto Moacir Catani (PSL), dentre outros, fizerem a defesa do Projeto da parlamentar Janaína Riva.

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