SELAR UNIÃO PARA 2022

PT e PSB sob o risco de vida curta com federação

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No primeiro momento haverá choro e ranger de dentes, gente chateada no Partido dos Trabalhadores (PT) e no Partido Socialista Brasileiro (PSB). A militância hoje reprova os acordos pragmáticos, mas os dois partidos fizeram o que os outros gostariam de fazer: uma aliança informal, baseada na troca de apoios estaduais, com ganhos bilaterais. Depois deste acordo, depois da aliança do Centrão com Geraldo Alckmin, e do consequente isolamento de Marina, Bolsonaro, Ciro Gomes e demais, crescem as chances do irônico retorno da polarização PT/PSDB no segundo turno.

Aparentemente, o lucro eleitoral do PSB é maior, mas o PT sai da solidão no campo da esquerda e agora tem grande chance de fechar uma coligação formal com o PCdoB, na qual Manuela D’Ávila se tornaria candidata a vice de Lula ou de seu substituto. Mas as coligações PT/PSB em 11 Estados, afora os ganhos regionais, fortalecerão a candidatura presidencial petista, especialmente no Nordeste, onde o lulismo reina.

A temperatura vem subindo a cada dia que passa no PSB. As divergências internas sobre a formação de uma federação com o PT vêm se agravando nos últimos dias e levaram os deputados do partido a criarem um grupo de WhatsApp para tratar só de tema.

Dezoito presidentes de diretórios estaduais manifestaram-se favoravelmente à formação da federação com os petistas em uma reunião com o presidente da sigla, Carlos Siqueira. Votaram contra os representantes do Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso, que não querem estar ao lado do PT, Tocantins é contra a formação de qualquer federação.

Na costura com o PT, por exemplo, o PSB quer apoio dos petistas nas eleições para os governos de São Paulo, com Márcio França, Rio Grande do Sul, com Beto Albuquerque, e Pernambuco, que definiu que terá candidato próprio, mas não o nome, SP e PE votaram a favor da federação com o PT.

PT (x) PSB em Mato Grosso

Pelas bandas do Estado de Mato Grosso, nuvens negras assolam o presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Mato Grosso, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Joel Russi diz que não acredita na criação da federação nacional da legenda com o Partido dos Trabalhadores (PT), em razão de divergências que seriam inegociáveis, e que a decisão final sobre a aliança, que segundo as novas regras eleitorais deve durar quatro anos, será tomada até fevereiro pelas lideranças nacionais do partido.

Não está confirmado que não vai ter, mas é uma discussão que para ser federal, você faz um casamento de quatro anos com contrato social, e nesse contrato social existem várias cláusulas e vários entendimentos. Mas não se está chegando a um entendimento”.

Quando você federaliza, tem que estar nas eleições municipais juntos. Então, pelo o que tenho visto, o entendimento está caminhando para não haver federação, o Partido dos Trabalhadores quer ter a candidatura a presidente, querem vice, querem lançar todos os governadores em todos os estados, quando você federaliza, tem que estar nas eleições municipais juntos. Então, pelo o que tenho visto, o entendimento está caminhando para não haver federação, mas até o mês que vem teremos essa certeza”.

Russi afirmou ter recebido convite, mas que permanece no PSB

Max Russi confirmou ter recebido o convite para se filiar no Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas negou que tenha a pretensão de mudar de legenda, ao menos para as eleições de outubro deste ano.

O parlamentar do PSB disse que o partido está bem organizado para enfrentar as urnas, com foco na montagem das chapas para deputados estaduais e federais, que é apontado como os maiores projetos do PSB para 2022.

Eu permaneço no PSB e continuo fazendo essa construção das chapas de deputado estadual e deputado federal. Fiquei bastante lisonjeado, feliz, com o convite do PDT, que é um grande partido e tem um grande candidato a presidente, o Ciro Gomes”.

Todo convite a gente fica feliz, mas no PSB a gente fez uma construção, tem convidado várias pessoas inclusive para vir ao partido, deputados federais que estão pensando em vir para o partido, prefeitos. Então, vou continuar trabalhando essa construção, organizando e fortalecendo o partido”. (Com Mídia News)

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Política

Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

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Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

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