CANDIDATOS FRENTE A FRENTE

Primeiro debate na TV acontece nesta quinta-feira na TV Vila Real

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Os debates eleitorais são espaços-chave das campanhas eleitorais brasileiras, sendo realizados por diferentes meios de comunicação (emissoras de televisão, rádio ou veículos na internet). Ao lado do horário eleitoral, é uma das maiores vitrines de divulgação de propostas disponíveis em uma campanha. Vamos entender por que os debates políticos são importantes, como eles são realizados e quais as principais estratégias que os candidatos utilizam para se sair bem neles.

Os debates eleitorais televisionados no Brasil são, em suma, um choque ideológico, ora duelado intensamente, ora unissonante, ora ofensivamente, ora pacificamente entre agentes debatedores. Os temas discutidos no debate são muitas vezes as questões mais controversas da época, e, possivelmente, as eleições foram quase decididas pela repercussão. Os debates são direcionados principalmente para os eleitores indecisos, aqueles que tendem a não ser parcial a qualquer ideologia ou partido político.

O debate eleitoral não é bom apenas para os candidatos. Por serem espaços de confronto de ideias, o eleitor tem uma grande oportunidade de comparar os posicionamentos dos candidatos e alcançar conclusões mais contundentes a respeito deles.

Na manhã desta quinta-feira (15), a TV Vila Real vai realizar o primeiro debate com os candidatos a prefeito da Capital. Com objetivo de alcançar o maior número de espectadores e eleitores, a programação será exibida em horário de almoço, das 11h às 14h30 com intervalo de 10 minutos para o horário eleitoral gratuito. A ideia, de acordo com o presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, João Dorileo Leal, é que o eleitor possa conhecer todos os postulantes sem nenhuma produção em torno da candidatura.

O debate é diferente do programa eleitoral que é produzido, maquiado e o candidato se apresenta conforme as pesquisas indicam e ele acaba falando o que o eleitor quer ouvir. No debate não, todos estão ali como são, sem proteção de marqueteiro e sem produção, de cara limpa com o telespectador e com o eleitor, ressalta Dorileo.

Tradicionalmente os debates realizados pela TV Vila Real são noturnos, porém, neste ano, para garantir que um número maior de eleitores sejam alcançados, os dois debates vão ser realizados em horário de almoço. Para Dorileo, a principal característica é uma programação não engessada pelas regras.

Nós conseguimos um espaço e mudar para um horário nobre que é o período do almoço vai permitir que todos possam assistir, pois estão em casa ou em horário de almoço. Temos a expectativa de parar grande parte da cidade para assistir os candidatos e que a programação alcance boa parte da população que mora em Cuiabá, ressalta o diretor.

De olho nas regras

De acordo com as normas estabelecidas e acordadas entre todos os candidatos, durante o debate será proibido o uso de ponto eletrônico, celular ou qualquer outro tipo de comunicação eletrônica entre os candidatos e seus assessores. Também será proibido que os candidatos apresentem qualquer objeto ou documento que não seja o Programa de Governo ou bloco para anotação. O candidato que descumprir esta norma será punido com o corte de áudio e vídeo de sua fala, e também perderá o tempo total de sua participação em curso, ou seja, perderá a vez de falar, seja para perguntar ou responder.

O 1º bloco do debate é destinado à apresentação dos candidatos e à formulação de perguntas entre os mesmos. Cada candidato terá direito de perguntar para dois candidatos, com 30 segundos de duração cada pergunta e no máximo 1 minuto para cada resposta. Quem pergunta tem direito a 30 segundos para a réplica. Neste caso, o respondente terá 30 segundos para a tréplica.

No 2º e 3º bloco os candidatos formulam perguntas uns aos outros. Cada candidato terá direito de perguntar para dois candidatos, não podendo repetir os candidatos para os quais perguntou no bloco anterior.

O 4º bloco será destinado para as considerações finais e cada candidato terá um minuto para a despedida.

Direitos de resposta estão previstos somente em caso de ofensa. Cabe ao ofendido solicitar e ao mediador arbitrar a ocorrência ou não de ofensa, sendo que a decisão será anunciada somente no bloco seguinte, com exceção do último bloco. O tempo para a defesa é de 30 segundos.

Os candidatos devem cumprir rigorosamente os tempos estabelecidos para responder, comentar ou perguntar, sob pena de ter o som de seu microfone cortado quando o tempo previsto expirar. Uma campainha será acionada quando faltar 15 segundos para expirar o tempo de cada intervenção.

O debate vai ser realizado 5 dias antes da eleição no dia 10 de novembro às 11h. As regras serão discutidas após o debate em data que será marcada pela direção de jornalismo da TV Vila Real, podendo ou não serem as mesmas. (Com Gazeta Digital)

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Política

Pinheiro e Pátio na mira de Medeiros

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Enquanto ocorrem as primeiras eleições no governo Bolsonaro, é possível perceber que em grande medida as questões nacionais estão presentes e se misturam com o debate local, seja por conta da Pandemia que mata centenas de milhares, do desemprego de milhões, da Saúde, da volta da inflação e da fome que cresce, e não é só o destino das cidades que estão em jogo, o futuro da classe trabalhadora é uma questão central. E isso nós não estamos vendo acontecer entre os postulantes a cadeira numero 1 de Cuiabá.

Seja nos blocos do horário eleitoral, veiculados de manhã e à tarde, ou nos comerciais que entram na programação, as campanhas aumentam o tom dos ataques em propagandas no rádio. O mesmo acontece nas publicações na internet. Na comparação com a televisão, que tem o maior alcance e audiência entre o eleitorado, há mais citações aos rivais, críticas e até ironia.

José Antônio Medeiros, deputado federal e candidato ao Senado da Republica pelo Podemos, anunciou que vai pedir, por meio do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, a cassação dos prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB) de Cuiabá, e de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), por improbidade administrativa durante o período mais crítico da Pandemia do novo Coronavírus em Cuiabá.

O pedido deve ser protocolado nos próximos dias na Câmara Municipal de Vereadores.

Nesta sexta-feira (23), em live, com o candidato a Prefeito de Cuiabá, vereador Abílio Júnior (Podemos), José Medeiros afirma que existem elementos suficientes para pedir o afastamento de Emanuel Pinheiro da Prefeitura de Cuiabá.

Abílio e Medeiros apontam alguns motivos que podem levar a cassação do prefeito cuiabano, entre eles, o decreto municipal que reduziu em 30% da frota do transporte coletivo para evitar aglomeração. No entanto, a redução aumentou os riscos de contaminação, pois as pessoas se aglomeraram dentro dos poucos ônibus que estavam disponíveis na cidade.

Outro fator seria a diminuição do horário de funcionamento do comércio. De acordo com Abílio, as pessoas foram obrigadas a aglomerar nos horários reduzidos. O vereador também cita o fracassado rodízio de placas de carros pelo CPF implantado pela prefeitura.

As medidas que o prefeito de Cuiabá tomou ajudaram muito mais ao Covid do que a população, lamenta Abílio.

O candidato a prefeito ainda comenta que Emanuel Pinheiro pode ser responsabilizado pela contaminação das pessoas, por promover aglomeração em horários específicos, pelo fechamento de empresas, aumento do desemprego e por medidas que prejudicaram a economia de Cuiabá.

Ele [Emanuel Pinheiro] errou, não agiu tecnicamente e sim politicamente. Muitos prefeitos agiram assim com objetivo de buscarem mais recursos federais“, critica o vereador.

Para o deputado federal José Medeiros, que é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, a negligência de alguns gestores públicos durante a pandemia foi levantada pelo presidente da República, que enviou milhões de reais para os municípios e muitos não abriram nenhum leito novo de UTI como foi o caso de Cuiabá.

Alguns prefeitos, como o prefeito Pátio, pegaram os recursos enviados pelo Governo Federal para combater o Covid-19 e fizeram asfalto pensando em faturar eleitoralmente. Eu chamo isso de asfalto de sangue. Enquanto eles faziam asfalto, as pessoas morriam por falta de atendimento. Qual o pai de família vai arrumar a calçada de sua casa enquanto o filho está precisando de saúde? Ele pega o dinheiro e aplica na calçada? Não! Ele aplica o dinheiro na saúde. Aqui foi diferente. Desde o início da pandemia entrou R$ 500 milhões no cofre da Prefeitura de Cuiabá e quase R$ 80 milhões enviados pelo Governo Federal e não fizeram nenhum leito de UTI, enquanto tem cidade que fez seis leitos com menos de um milhão. Diante de tudo isso, se faz necessário pedir o afastamento dos dois prefeitos pelo bem da população, comenta Medeiros.

O vice-líder de Bolsonaro lembra que a gestão de Emanuel Pinheiro foi marcada por escândalos, entre eles o do Paletó e o afastamento e até a prisão de secretários. O mais recente foi o afastamento do ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho por suspeita de ter superfaturado a compra de remédios para o tratamento da Covid-19. Já em Rondonópolis, Medeiros cita a compra de respiradores falsos e o pedido de Pátio para utilizar os recursos federais da Covid para fazer asfalto.

Pátio e Emanuel deviam estar presos por negligência no atendimento das vítimas do Coronavírus“.

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