REUNIÃO COM AS EMBAIXADAS DO IRÃ E RÚSSIA

“Precisamos estreitar relações comerciais com esses países”

Publicados

em

Ir ao mercado fazer as compras do mês ou da semana é uma situação cotidiana, mas que nos últimos meses vem testando o planejamento da renda familiar dos brasileiros. Manter armários e geladeira abastecidos com alimentos variados é uma tarefa cada vez mais difícil. Contudo, o cenário não é novo.

Arroz, feijão, óleo e leite, itens básicos da alimentação brasileira, estão mais caros. Nos últimos meses, em 2021, os preços observados nas prateleiras do mercado subiram em resposta a desvalorização do real, mudanças nos hábitos de consumo e ao aumento da inflação, aliados a crise econômica criada pela Pandemia da Covid-19.

Os preços das principais commodities agrícolas utilizadas na indústria de alimentos aumentaram de 18% a 74% entre agosto de 2020 e agosto de 2021, segundo um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Esse avanço pode elevar o custo para o consumidor final em até 20%.

Insumos como o milho, o óleo de soja e o café robusto subiram 74%, 67% e 63%, respectivamente, durante o período. O açúcar e a soja tiveram uma alta de 58% e 37%, cada. O trigo (35%) e o leite (21%) também ficaram mais caros. As menores variações de preços foram as do arroz (19%) e do cacau (18%).

A alta de preços das commodities agrícolas e insumos, a variação cambial e o impacto da Pandemia de Covid-19 têm influenciado os custos de toda a cadeia produtiva da indústria alimentícia.

Com isso, o deputado federal do Partido Progressista (PP), pelo Estado de Mato Grosso, Neri Geller, que já foi ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cumpriu agenda com o embaixador da Rússia, Alexey Labetskiy, para discutir a alta nas importações de fertilizantes.

De acordo com Geller, o potássio subiu de U$S 340 para U$S 920, além da alta do próprio dólar.

Já estive com a embaixada do Irã, discutindo sobre nitrogenado (ureia), e agora, na pauta com a Rússia, vamos tratar do potássio já que o Brasil depende da importação desse produto. Mais de 90% do nutriente é importado“, disse o parlamentar.

Geller antecipou que uma agenda com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira, a  Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja) e Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) será marcada para os próximos dias.

Precisamos estreitar relações comerciais com esses países que exportam insumos e criar condições para que nossos produtores possam negociar melhor na importação de fertilizantes“, expôs.

Neri explica que a redução para os insumos do setor contribuiria para diminuir o impacto sobre os custos de produção de alimentos, aliviando, consequentemente, o impacto nos preços pagos pela população brasileira, uma vez que o câmbio e a demanda são duas variáveis que o Governo não pode controlar.

O efeito da inflação

Para compreendermos o efeito da inflação, primeiro precisamos entender o impacto da alta nas commodities, produtos que servem como a matéria-prima para fabricação de terceiros, como é o caso do milho que serve de insumo para o leite e para carne, e são cotadas em dólar. Com a alta das commodities se privilegia o lucro que o agronegócio pode gerar com a exportação dos produtos em detrimento do mercado interno do país.

Moeda em baixa

Outro ponto que influência nos preços é a desvalorização do real brasileiro em comparação ao dólar. Entre dezembro de 2019 a outubro de 2020, o real perdeu 28% do seu valor perante o dólar. De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas, é o pior desempenho entre as 30 moedas mais negociadas do mundo junto ao peso argentino.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Até terça-feira; Este é o prazo que os vereadores deram para que Emanuel Pinheiro tome uma decisão quanto à intervenção da Santa Casa
Propaganda

Política

Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

Publicados

em

Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Oscar Bezerra e prefeita de Juara aguardam abertura de janela para trocarem o PSB pelo PP
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA