MUDAR PARA SOBREVIVER

Pensando na sobrevivência política, Euclides muda de partido

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O jeito de fazer campanha política mudou nas eleições municipais de 2020 e nas estaduais e para presidente em 2022 também não será diferente. O desempenho de alguns candidatos no atual pleito mostra que posicionamentos quase diários e manifestações nas redes sociais a longo prazo asseguraram maior consolidação em relação a postulantes que apostaram em candidaturas a curto prazo no modelo tradicional.

Para especialistas em marketing político, não restam dúvidas de que somente nome, experiência na política, minutos de televisão no horário eleitoral gratuito e até mesmo estrutura partidária não bastam mais.

A aposta nas redes sociais para se expor e dialogar com os eleitores ao longo dos últimos quatro anos permeou os diferentes espectros políticos.

O maior expoente do novo jeito de construir uma candidatura é o presidenciável Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Com retórica conservadora mesclada a discursos antipetistas, aglutinou em torno de si a promessa de soluções para diferentes insatisfações da sociedade. Nos últimos anos, usou as redes sociais como canais para dialogar com os eleitores e, assim, consolidar uma campanha orgânica. Ou seja, colocar as pessoas para fazerem o; boca a boca; por ele.

Os candidatos nas próximas eleições devem entender, no entanto, que não basta estar nas redes sociais. Mais do que se posicionar diuturnamente, o candidato deverá ser enfático e não fugir de temas polêmicos.

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Nestes últimos dias, quem vem usando muito de estratégia política e de Marketing é o atual presidente do Avante e ex-candidato ao Senado da Republica nas ultimas eleições, Euclides Ribeiro, que na última eleição teve mais de 58 mil votos em todo o Mato Grosso.

Hoje sem partido definido e sem rumo político no momento, o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta, recebeu Euclides Ribeiro para discutir sobre sua possível candidatura para deputado federal.

Pivetta e Euclides falaram de propostas para Mato Grosso e de como o cenário pode mudar conforme as alianças vão sendo construídas, e claro de um possível apoio do vice-governador ao caminho de Ribeiro à Câmara Federal.

Sai bastante animado da conversa, tenho muita afinidade com as ideias do Pivetta, gosto do seu estilo de fazer política que sempre deixa um legado, um aprendizado”, disse Euclides.

Mas a noticia é de que o advogado Euclides Ribeiro esta mesmo de malas prontas para mudar de sigla partidária. Até então, todos pensavam que ele iria para o PSB, a convite do deputado estadual e presidente da sigla em Mato Grosso, Max Joel Russi, mas as últimas informações é que ele irá se filiar no MDB, sob as bênçãos do ex-presidente da República, Michel Temer.

Em meio a encontros e conversas sobre o cenário para as Eleições de 2022, o presidente do Avante e ex-candidato ao Senado, Euclides Ribeiro, foi surpreendido positivamente ao ser convidado pelo presidente do MDB em Mato Grosso, Carlos Gomes Bezerra a se filiar à sigla para a disputa do próximo pleito eleitoral.

Fico honrado por receber o convite do Bezerra, mas precisamos ter cautela, ainda estamos no início de uma nova caminhada, será preciso estudar bem a formação dos grupos da próxima eleição”, pontua Euclides.

Euclides Ribeiro fez sua estreia na política na eleição suplementar ao Senado realizada em 2020. Agora tenta viabilizar uma possível nova disputa à Câmara Federal. Com a possível vinda de Euclides Ribeiro, o MDB de Mato Grosso projeta eleger três deputados federais e até 5 deputados estaduais.

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Fontes nos confirmam, que a filiação no MDB, se dá ao fato do partido estar buscando espaço nas candidaturas majoritárias.

O AVANTE não tem base nos municípios, é um partido morto em Mato Grosso, e isso impede a permanência do advogado na sigla. – (Com informações MT Alerta)

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Política

Domingos Fraga assina acordo para devolver R$ 150 mil

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A delação premiada que os deputados estaduais mato-grossenses recebiam um “mensalinho” para não denunciar fraudes e desvios do governo e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT) foi confirmada pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa (PMDB). Silval fez um acordo de delação premiada, que já foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Silval Barbosa declarou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que os pagamentos funcionavam como um “cala boca” da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para que os deputados não denunciassem as fraudes na Casa de Leis e no governo.

Silval afirmou na época da delação premiada, que, desde que adentrou na Assembleia Legislativa, no ano de 1999, até o dia que deixou o mandato, sempre existiu o “mensalinho” que era pago pela Mesa Diretora aos deputados estaduais, sendo considerado uma praxe do “sistema“”.

Outro a dar depoimento e fazer acordo com a Justiça, foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, que confessou que recebia um “mensalinho” do Governo do Estado. A propina, segundo ele, também foi recebida por outros 33 deputados para que votassem os projetos de interesse do Executivo Estadual.

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O ex-parlamentar declarou que os seguintes parlamentares e ex-parlamentares receberam propina: Silval Barbosa, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Carlão Nascimento, Dilceu Dal Bosco, Alencar Soares, Pedro Satélite, Renê Barbour, Campos Neto, Zeca D’Ávila, Nataniel de Jesus, Humberto Bosaipo, Carlos Brito, João Malheiros, Eliene Lima, José Carlos de Freitas, Sebastião Rezende, Gilmar Fabris, Zé Domingos, Wallace Guimarães, Percival Muniz, Wagner Ramos, Adalto de Freitas, Juarez Costa, Walter Rabello, Nilson Santos, Chica Nunes, Airton Português, Maksuês Leite, Guilherme Maluf, Ademir Brunetto, Chico Galindo e Antônio Brito, além dele.

Acordo com a Justiça

Outro ex-parlamentar estadual a assinar um acordo com a Justiça para o pagamento de R$ 150 mil em ressarcimento à propina recebida durante seu mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), foi o ex-deputado estadual José Domingos Fraga. O acordo foi homologado no início do mês pelo juiz da 5ª Vara Federal, Jefferson Schneider, e inclui a confissão de José Domingos em ter participado do esquema que ficou conhecido como “mensalinho”.

A quantia a ser paga pelo ex-deputado está dividida em R$ 100 mil em multa e R$ 50 mil por reparação de danos. O montante poderá ser parcelado em 12 vezes. A pena também exige o cumprimento de serviços comunitários por dois anos a qualquer entidade pública.

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José Domingos Fraga, hoje assessor técnico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, foi um dos parlamentares flagrados em vídeo recebendo dinheiro do chefe de gabinete do então governador Silval Barbosa. – (Com O Livre)

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