O JOGO COMEÇOU

Pelo sogrão, “Mulher Maravilha” quer discutir as regras do jogo emedebista

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As Eleições de 2022 se aproximando, lideranças partidárias se alinhando e, agora, é a vez das cenas que criam um espetáculo circense, faltando o “culpado” chegar de viagem para sentar à mesa, porque o jogo vai começar.

Estamos esperando o Bezerra voltar de viagem e vamos fazer uma reunião, fechada. Agora as cartas já estão na mesa, já sabemos as regras e queremos discutir isso“, palavras da deputada estadual, Campeã de votos na última eleição para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), a Mulher Maravilha, Janaína Greyce Riva.

Aí o nosso internauta pergunta: o que fizeram com a Jana? Pois muito bem, sabe aquela insegurança, aquele medo de apostar alto e perder, a vontade de ter una bola de cristal e saber como a jogada terminará e quem sairá vencedor? É assim que a parlamentar Janaína Riva está se sentindo.

#chateada

No dia 8 de outubro, o presidente do Diretório Estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em reunião com a trupe do deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller, selou o apoio ao deputado para disputar o Senado da República em 2022.

É…, a Mulher Maravilha está chateada porque queria a sigla emedebista apoiando o seu sogrão na reeleição (Wellington Fagundes).

Fiquem já ciente que Jana vai jogar com todas as cartas possíveis, até falar em deixar o partido. Mas ela, a Mulher Maravilha, sabe das regras eleitorais. Sabe que será importante estar em um partido relevante.

Sabe muito bem que os pré-candidatos de outras siglas ficam receosos pela chegada de uma Campeã de votos, já que os deixa mais distante da vaga do Legislativo.

As cartas estão na mesa e já sabemos o blefe: não te quero mais, se o MDB não apoiar o meu sogro para reeleição ao Senado, não posso esperar nada de vocês.

Essa expressão de uma posição pessoal, fará que a sigla emedebista mandar uma nota, dizendo que qualquer decisão partidária, só pode ser tomada após consultar as instâncias decisórias do partido. Comissão Executiva, Conselho Político e Diretório Nacional.

Jogo mudou

Para muitos pode até haver dúvidas sobre o jogo a ser jogado. Saiba que nos últimos anos está muito mudado. Quem imaginar que vai poder jogar como no passado, fica ciente que vai ser posto para fora do jogo sem sequer perceber. As eleições para prefeitos e vereadores já deixaram isso claro. Os nossos políticos precisam ter nítido que estamos vivendo outro tempo.

Próximas jogadas

É um jogo com muitas alternativas e possibilidades. As cartas estão na mesa e o jogo com a audiência mais comprometida do que nunca, em acompanhar e cobrar quem foi eleito para cumprir o mandato.

Para quem interessar possa: diferente dos últimos anos, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) não tem o mandato para cuidar de pauta própria. A pauta foi eleita junto com os eleitos, e está sendo acompanhada e cobrada de forma jamais imaginada.

Jogo de março

As grandes decisões políticas envolvendo os principais protagonistas da campanha eleitoral de 2022, só acontecerão a partir de março. É quando se ficará sabendo como é que virá o MDB.

A sua mais destacada liderança, Carlos Gomes Bezerra, o cacique da sigla partidária, cederá as pressões da militância para disputar o Governo do Estado, por que, se for disputar, o governo joga um novo componente na disputa. Se for apoiar alguém para o Senado, confirma-se o óbvio.

Quem será o candidato ao Senado na chapa de Mauro Mendes, entre os aliados que buscam em estar ao seu lado? Quem será o vice? Vai aceitar pressão partidária, como aceitou na campanha de 2020 e correr o risco de um novo casamento político conturbado, ou escolherá alguém da sua confiança?

São cartas que terão uma grande influência na campanha eleitoral de 2022 e que ainda estão fora da mesa. A campanha para valer só vai acontecer depois que essas perguntas forem respondidas. É aguardar, aguardar!

E querem saber de uma coisa: a “Mulher Maravilha” é importante para o MDB, porém, o MDB é mais importante para a “Mulher Maravilha” e todos sabem disso.

Finalizando: tudo como dantes, no quartel de Abrantes.

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Política

Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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