Política

Negado bloqueio de bens de Pagot pela Justiça Federal

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Depois de serem acusados pelo Ministério Publico Federal (MPF), e terem o pedido de bloqueios de bens do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antônio Pagot e também de quatro diretores do órgão, a Juíza do Distrito Federal, Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara negou o pedido de liminar que pedia o bloqueio dos bens dos ex-diretores no valor de R$ 126 milhões de reais.

pagot-1Na ação do Ministério Publico Federal, que acusava eles de terem deixado de cobrar cerca de 350 mil multas decorrentes de circulação de veículos com excesso de peso nas rodovias federais do Brasil.

Com isso o MPF acredita terem eles lesionado aos cofres públicos com a não cobrança das multas cerca de R$ 126 milhões de reais.

Procurado pela reportagem do Blog do Valdemir, o ex-secretário Luiz Antônio Pagot disse que apenas procurou tentar resolver o problema, e esta sendo penalizado por isso, o DENIT dependia de recursos, mas conseguiu uma negociação com a Empresa de Correios e Telégrafos, e estão culpando ele por querer resolver o impasse, resolver um problema que já vinha se arrastando á muito tempo.

Pagot disse conseguiu um parcelamento com a Empresa de Correios e Telégrafos para que a divida fosse paga em 24 meses com parcelas de R$ 12 milhões de reais por mês.

O valor R$ 126 milhões de reais estabelecidos pelo MPF não existe, esta fora da realidade, fora do normal, mas infelizmente o MPF vai recorrer, e isso vai se estender por muito tempo. Disse Luiz Pagot.

Além do ex-diretor do DNIT Luiz Pagot, o Ministério Publico Federal acusa também o ex-presidente dos Correios Carlos Henrique Almeida Custódio, Alberto Dias que também é ex-diretor-regional dos Correios em Brasília, Luiz Cláudio dos Santos Varejão ex-coordenador-geral de operações rodoviárias do Dnit, e José Luiz Martins Chinchila ex-diretor-regional do Departamento de Vendas dos Correios no DF.

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Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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