A PROCURA DE UM MILAGRE (CANDIDATO)

Não teremos terceira via, vem aí o feirão de candidatos para o Paiaguas

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A cada semana surge um novo nome e terceira via que se perde pela falta de consenso na busca por um nome para ocupar a espaço político, agora surgi um novo nome, o de Odílio Balbinotti Filho, agricultor e produtor de sementes. Antes Nilson Leitão, Reinaldo Moraes, Wellton Fagundes, José Medeiros.

Até o momento, Balbinotti Filho não é filiado a nenhum partido político. Os apoiadores e políticos da ala direita esperam que o agricultor aceite o desafio de ser candidato em Mato Grosso e se filie ao mesmo partido que o presidente Bolsonaro escolher. Por hora, Bolsonaro mantém conversas com PL, PP e PTB sobre uma possível filiação, mas ainda não bateu o martelo.

E assim tem sido nos últimos 16 meses com ininterrupto aumento no número de pré-candidatos, circunstância que dificulta o consenso em torno de um nome.

Bem ao contrário, o excesso de pretendentes leva à divisão e ao enfraquecimento e que robustece a tese que dificilmente o cenário político será outro com o Democratas (DEM), Mauro Mendes Ferreira e o emedebista Emanuel Pinheiro.

Aliás, sem entrar, entrando, já deveriam estar fechando um nome de ser trabalhado para que tivesse chances na Eleição de 2022.

Terceira via?

Está aberta a temporada de caça aos balões de ensaio. É muito candidato para pouca vaga, mas caberá ao eleitor, a partir do 1º de janeiro, identificar o que é fato político ou apenas um factoide para fazer manchetes.

Neste período muitos pré-candidatos acabaram sendo usados como uma espécie de balão de ensaio dos partidos, ou seja, são lançados para analisar a aceitação e o apoio no mercado político e da população.

Neste atual período político, é considerado estratégico para testar a viabilidade política eleitoral de alguns nomes. “Muitas candidaturas ainda são mesmo “balão de ensaio“”.

Muitos nomes partem de um mesmo segmento de empresários, de políticos da cidade de vários segmentos e tanto de centro-direita como de direita ou esquerda. Ou seja, vários pré-candidatos são colocados a prova, para depois sair um nome com maior expressividade política.

É preciso checar quais as forças políticas que eles agregam com apoio de deputados e até mesmo governador“.

Ao mesmo tempo, os partidos políticos candidatos pelos caciques das siglas, começam a fazer pesquisas internas para medir a elegibilidade.

É preciso saber também como os eleitores reagem e até mesmo as lideranças dos bairros os recebem“.

Dependendo do resultado eles acabam seguindo no jogo, trabalhando para ganhar musculatura, ou se retirando antes mesmo da disputa.

A expressão “terceira via” foi um achado de publicitários a serviço dos partidos políticos. No momento, e até onde a vista alcança, o páreo do Palácio Paiaguas continuam restrito a Mendes e Nenel. Só não se sabe até quando. Como não se sabe se o feirão dos candidatos será capaz de parir um que ameace o favorito Mendes.

Mas afinal, é o que trama no eixo: Cuiabá, Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Sinop.

Entretanto o que enterrara a terceira via é a falta de fôlego de Wellton, do MDB, de Neri e Medeiros. Então podemos afirmar que o pleito eleitoral em 2022 reassumira a Mendes e Nenel. A não ser que acabe antes um deles disparar.

A “terceira via” será enterrada dia 16 de dezembro, seja o resultado que for. No lugar dela, será oferecida outra fórmula que o Blog do Valdemir irá publicar de primeira: Procura-se um nome atraente, surgindo um número maior de candidato.

Nota da redação

Somente com a volta de Emanuel Pinheiro ao tabuleiro político será possível uma polarização novamente ao cenário de 2022. No entanto os últimos fatos envolvendo o menino da Rua Joaquim Murtinho, os partidos, líderes e imprensa tentam criar uma terceira via.

Política é um jogo de xadrez, com peças e diferentes funções. Os partidos vão colocando no tabuleiro e vendo como essas peças se movem. Alguns nomes estão aí para ganhar projeções e depois serem retirados. Os que tem uma boa Aceitação permanecem para construir uma rede de apoio. Nesse jogo, muitos nomes ainda devem surgir: Juca do Guaraná, José Carlos do Pátio, Roberto Dorner, José Roberto Stopa e muito mais.

Dia 16 de dezembro o Tribunal de Justiça do Estado de Mato grosso (TJMT) irá julgar o pedido de defesa de Nenel Pinheiro, podendo deixá-lo livre para disputar o pleito.

O Blog do Valdemir antecipa: Não vai acontecer o julgamento.

Porque? Porque vai acontecer um pedido de vistas e aí amigo…. Só Deus sabe quando acontecera um novo julgamento.

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Política

Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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