Política
Maggi descarta disputar a prefeitura de Rondonópolis
Com mandato até 2018, o senador Blairo Maggi (ainda no PR, mas de malas prontas para ingressar no PMDB) ainda não definiu qual será o seu futuro político, mas descarta qualquer possibilidade de vir a disputar a Prefeitura de Rondonópolis, como foi ventilado na propria cidade que é seu reduto eleitoral, nas eleições deste ano. Ele avisa que se não encerrar a atividade política para se dedicar aos negócios, disputará a reeleição ao Senado.
"Ainda não pensei sobre o assunto, mas se for candidato será para seguir senador", declarou.
Prestes a aderir ao PMDB, o parlamentar deve participar ativamente das eleições de 2016. Em Cuiabá, ele voltou a defender o apoio da legenda ao prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), que deve concorrer a reeleição.
O senador convenceu a cúpula peemedebista a aceitar o apoio ao socialista. Todavia, o ingresso do PMDB na coligação de apoio ao prefeito é vista com restrição pelo PSDB, do governador Pedro Taques que pe um dos que luta para o PMDB nao acompanhe Mendes e que deve indicar o candidato a vice na chapa.
Considerando a possibilidade de ser “vetado” no palanque de Mendes, Blairo Maggi admite que o partido terá que buscar alternativas na sucessão municipal. “Se eles não nos aceitarem no palanque, iremos arrumar outro palanque, tendo um candidato ou apoiando outro nome”, assinalou.
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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