CONVERSAS AVANÇADAS
Maggi articula e aproxima Fávaro do ministério da Agricultura
O Senador pelo Estado de Mato Grosso, Carlos Henrique Baqueta Fávaro, desponta como favorito do presidente eleito da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Interlocutores do parlamentar confirmaram que o congressista está em “conversas avançadas” para assumir o comando da pasta no próximo governo. Hoje, ele integra o Gabinete da Transição. Recentemente, o vice-presidente eleito da República, Geraldo Alckmin (PSB), referiu-se a Fávaro como “um grande nome” para ocupar o Mapa.
“Mas não temos nenhuma decisão”, enfatizou.
Fávaro disputa o controle do ministério com o deputado federal Neri Geller (PP), que também faz parte da equipe de transição do governo. Empresário, integrante da bancada ruralista na Câmara dos Deputados e ex-ministro da Agricultura, Geller foi um dos principais interlocutores de Lula na área de agronegócio durante a campanha eleitoral.

Pesa a favor do Senador, porém, a filiação ao PSD, de Gilberto Kassab, que, recentemente, reivindicou o controle de dois ministérios.
Com isso, o Partido Social Democrático (PSD), dever ficar mesmo com 2 ministérios no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O 1º seria da bancada do Senado. O outro, da Câmara. Assim, os nomes mais cotados, neste momento, são do Senador Carlos Henrique Baqueta Fávaro do PSD do Estado de Mato Grosso, e do deputado Pedro Paulo do PSD do Estado do Rio de Janeiro.
No 1º caso, o Senador Carlos Fávaro deve assumir o cargo de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Seu nome foi ventilado ao longo da campanha, quando coordenou o núcleo sobre o tema. Sua suplente era o problema. Margareth Buzetti do Partido Progressista (PP/MT) é apoiadora do atual presidente, Jair Messias Bolsonaro (PL). O receio era perder um voto na Casa, onde Lula terá dificuldade em construir maioria.
Recentemente, porém, uma articulação liderada pelo ex-ministro Blairo Borges Maggi reduziu os riscos. Buzetti vai se filiar ao PSD e ficará sob a sua tutela. Seus votos serão com o governo Lula.

Ela também deve dividir a vaga de Senadora com o 2º suplente de Carlos Fávaro, caso ele seja escolhido ministro. José Lacerda é filiado ao MDB, e deve ir para o PSD para fazer esse rodízio.
A ideia é deixar claro que quem quer que seja que assuma a vaga, irá seguir a linha do titular. Fávaro é lembrado para a pasta de Agricultura por sua origem. Foi presidente da Aprosoja-MT e fundador da FPA. É bem-visto pelo setor.
Outros nomes citados para a Agricultura incluem o deputado federal e ex-ministro no governo de Dilma Rousseff, Neri Geller, do Partido Progressista (PP/MT) e o ex-secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O último trabalhou com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).
Caso o PSD não fique com a Agricultura, outro nome forte no Senado para ser ministro é Alexandre Silveira (MG). Ele coordenou a campanha de Lula em Minas Gerais e tem bom relacionamento com o presidente eleito.
O presidente eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar alguns ministros na semana que vem. As maiores expectativas giram em torno de pastas ligadas à Economia e Defesa.
NOME DA CÂMARA
O principal nome hoje é o do deputado Pedro Paulo (RJ). Ligado a Eduardo Paes, Prefeito do Rio de Janeiro, ele tem bom trânsito entre os colegas de partido e com o PT.
Ainda não há uma pasta definida para a qual ele iria. O partido está aberto a negociar. Ele é ex-secretário da Fazenda do Rio. Alguma pasta ligada à economia é do interesse do partido. – (Com Poder360)
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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