Política

Janaína diz que votações da AL estão sob suspeita por causa das barganhas de cargos do Governo

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A deputada estadual Janaina Riva (PSD) acredita que enquanto o governo do estado barganhar cargos com os deputados estaduais em troca de apoio político, a Assembleia Legislativa não terá autonomia para cumprir seu papel de fiscalizar o poder Executivo e de votar projetos de interesse da população. A afirmativa foi feita pela parlamentar durante entrevista aos radialistas Edivaldo Ribeiro e Dirceu Carlindo, na Rádio CBN.

JanainaTribuna1"Você querer dizer que é uma coisa legal, pode até ser, mas se é moral, eu já não sei, não acredito. Aconteceu o mesmo com a presidenta Dilma Rousseff de trocar cargos por apoio da bancada federal e pegou mal, ela foi julgada por todos. O que está acontecendo agora é de ficar mais evidente o que antigamente não era O que acontecia é que antes é que as pessoas não sabiam o porquê de um governador ter o apoio maciço na Assembleia. Hoje você abre o jornal e está lá na página: governo oferece 15 cargos para acomodações políticas de deputados. É uma coisa de praxe acontecer. Como eu sou julgada por tudo que pai viveu em seu mandato, muita gente fala que eu estou falando isso agora, mas quando ele era deputado fazia isso. Tudo bem, mas não quer dizer que eu concorde com essa prática", disse.

Para a deputada os cargos do governo do estado têm que ser de nomeação do governador, para serem compostos por pessoas qualificadas, técnicas  e preparadas para ocupá-los. Na visão dela ainda, se o governo quiser fazer economia há vários funcionários de carreira que podem ocupar essas vagas que estão abertas interior  à fora sem precisar nomear ninguém de nenhum deputado mais.

"Nós deputados temos toda uma estrutura de Assembleia Legislativa que não é pequena. Se nós nos limitássemos ao que nós temos e ao que é nosso de direito, o estado estaria em condições muito melhores porque nenhum deputado ia votar projeto para beneficiar governos, ia votar projeto para beneficiar o estado de Mato Grosso, para beneficiar os cidadãos de maneira isenta. Com essa troca de cargos o deputado cria uma dependência do governo do estado.  Quando se tem um vínculo como esse, você acaba ficando como se tivesse uma faca no pescoço porque se ele vota contra o governo, o governador demite todos os seus cargos. Não consigo ver como isso pode ser bom para o estado. Enquanto existir isso, todas as votações da Casa, estão sob suspeita aos olhos da população", disparou.

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Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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