DISPUTA DA REJEIÇÃO

Indecisos, Rejeição e Abstenção vs. Mauro

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A movimentação no “Tabuleiro Político” mato-grossense e as reações do eleitorado, reforçam a avaliação de que está eleição será cheia de emoções, e provavelmente decidida por uma pequena fração do eleitorado. Uma diferença muito menor do que do que as pesquisas estão conseguindo capturar agora com as perguntas de intenção de voto.

A estratégia generalizada, hoje em dia, passa por perguntar sobre as preferências atuais das pessoas, recorrendo a expressões como “se a eleição fosse hoje“.

A equipe de reportagem do Blog do Valdemir, conversou com o nosso amigo de Vadjú que tem vários anos de experiência sobre esses levantamentos e ele disse que: perguntar por intenções futuras (o voto no dia das eleições), aumenta a percentagem de indecisos.

Muitos entrevistados hoje parecem relutantes, em rejeitar a hipótese que futuros acontecimentos possam alterar suas intenções de voto até a sua chegada a cabine de votação.

A experiência das últimas eleições em Mato Grosso, também deixou os Institutos mais sensíveis a hipótese de ocorreram mudanças maciças nas intenções de votos, em curtos períodos.

Desta forma, refugiam-se de possíveis críticas depois da contagem dos votos.

Campanha

O início da campanha é normalmente carregado com vários tipos de informações políticas que podem mudar a opinião até mesmo daqueles eleitores “decididos”.

São debates, uma enxurrada de anúncios, gafes e talvez uma ou duas surpresas até outubro. Contudo, os eleitores “indecisos” são precisamente aqueles menos propensos a sintonizar nos programas e debates eleitorais, o que ajuda a explicar por que os debates normalmente têm pouco efeito sobre as eleições.

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No Brasil, o comparecimento em eleições é obrigatório e há uma série de incentivos para os cidadãos participarem, como a emissão da propaganda política gratuita no rádio e na televisão, a realização das votações em finais de semana e as propagandas lançadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que buscam incentivar a participação dos eleitores. A obrigatoriedade do voto significa o encorajamento à participação, sendo mecanismo importante para a socialização política dos cidadãos, principalmente em países que vivenciaram regimes militares.

Os dados sobre intenção de voto mobilizam as pesquisas eleitorais e as análises a respeito da interação dos eleitores com o sistema político, seus partidos e candidatos. A participação eleitoral e a representação política por meio de eleições são consideradas como pontos centrais para entender as dinâmicas de interação da população com os regimes democráticos contemporâneos.

Eleitores Indecisos vs. Decididos

Dentro da linguagem da ciência política os eleitores “indecisos” são geralmente retratados como pessoas ambivalentes e, desinformados sobre diversos assuntos importantes para o estado ao ponto de elas não conseguiram sequer tomar uma posição sobre eles.

Mas, isso não está totalmente certo. Estes eleitores “indecisos” podem não ser tão desinformado quanto desinteressados. Vale a pena parar aqui para esclarecer uma coisa “desinformado”, não significa “burro” ou “ignorante”.

Estamos todos desinformados sobre determinados temas. Você não acreditaria o quão pouco eu sei sobre, digamos, futebol.

A equipe de reportagem do Blog do Valdemir, está ciente de que a Série A do Campeonato Brasileiro está acontecendo neste momento, mas não posso dizer quem venceu a última temporada ou quem está na disputa deste ano. Futebol apenas não é algo que eu preste atenção. Portanto, talvez esses eleitores “indecisos” tenham a mesma relação com a política que eu tenho com futebol.

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Quem são os “indecisos”?

É possível definir o perfil dos eleitores “indecisos” olhando os relatórios das últimas pesquisas realizadas no estado, eles são mais propensos a ser jovem de até 24 anos, donas de casas ou estudantes e renda familiar de até R$ 2,5 mil.

Cautela

A pré-campanha eleitoral ainda está em curso, e a proporção de votos brancos, nulos e indecisos é alta em Mato Grosso. É preciso, portanto, cautela, o quadro não será alterado, com Mauro Mendes sendo eleito no primeiro turno. Até esse momento ainda são poucos pré-candidatos com chances de preocupar o núcleo duro do Palácio Paiaguas. O Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes do União Brasil (UB), precisa trabalhar para conquistar os indecisos.

No pleito eleitoral de 2018, José Pedro Gonçalves Taques ficou em 4º lugar, veja bem caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, 4º lugar, Taques perdeu para os votos nulos, brancos e inválidos, 325.854 votos, o candidato na época que tinha a intenção de voltar a sentar na cadeira número 1 do Palácio Paiaguas, Pedro Taques, obteve 271.952 mil votos. Os votos brancos, somaram 96.484 mil e nulos 229.370 mil.

Taques terminou como o mais rejeitado da história e só ganhou na cidade de Chapada dos Guimarães, Tesouro, Guiratinga e Ponte Branca dos 141 Municípios da terra de Rondon.

Pegou núcleo duro do Palácio?

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Política

Domingos Fraga assina acordo para devolver R$ 150 mil

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A delação premiada que os deputados estaduais mato-grossenses recebiam um “mensalinho” para não denunciar fraudes e desvios do governo e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT) foi confirmada pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa (PMDB). Silval fez um acordo de delação premiada, que já foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Silval Barbosa declarou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que os pagamentos funcionavam como um “cala boca” da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para que os deputados não denunciassem as fraudes na Casa de Leis e no governo.

Silval afirmou na época da delação premiada, que, desde que adentrou na Assembleia Legislativa, no ano de 1999, até o dia que deixou o mandato, sempre existiu o “mensalinho” que era pago pela Mesa Diretora aos deputados estaduais, sendo considerado uma praxe do “sistema“”.

Outro a dar depoimento e fazer acordo com a Justiça, foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, que confessou que recebia um “mensalinho” do Governo do Estado. A propina, segundo ele, também foi recebida por outros 33 deputados para que votassem os projetos de interesse do Executivo Estadual.

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O ex-parlamentar declarou que os seguintes parlamentares e ex-parlamentares receberam propina: Silval Barbosa, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Carlão Nascimento, Dilceu Dal Bosco, Alencar Soares, Pedro Satélite, Renê Barbour, Campos Neto, Zeca D’Ávila, Nataniel de Jesus, Humberto Bosaipo, Carlos Brito, João Malheiros, Eliene Lima, José Carlos de Freitas, Sebastião Rezende, Gilmar Fabris, Zé Domingos, Wallace Guimarães, Percival Muniz, Wagner Ramos, Adalto de Freitas, Juarez Costa, Walter Rabello, Nilson Santos, Chica Nunes, Airton Português, Maksuês Leite, Guilherme Maluf, Ademir Brunetto, Chico Galindo e Antônio Brito, além dele.

Acordo com a Justiça

Outro ex-parlamentar estadual a assinar um acordo com a Justiça para o pagamento de R$ 150 mil em ressarcimento à propina recebida durante seu mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), foi o ex-deputado estadual José Domingos Fraga. O acordo foi homologado no início do mês pelo juiz da 5ª Vara Federal, Jefferson Schneider, e inclui a confissão de José Domingos em ter participado do esquema que ficou conhecido como “mensalinho”.

A quantia a ser paga pelo ex-deputado está dividida em R$ 100 mil em multa e R$ 50 mil por reparação de danos. O montante poderá ser parcelado em 12 vezes. A pena também exige o cumprimento de serviços comunitários por dois anos a qualquer entidade pública.

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José Domingos Fraga, hoje assessor técnico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, foi um dos parlamentares flagrados em vídeo recebendo dinheiro do chefe de gabinete do então governador Silval Barbosa. – (Com O Livre)

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