Política
Governo acumula superávit de R$ 2 bi
A crise que se apregoa no país, não vem afetando muito a administração do governador Pedro Taques (PSDB), pelo menos são os números apresentados pelo Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan).
O Governo do Estado vem deste o mês de janeiro acumulando superávits, comparando-se com a previsão de arrecadação de impostos, já que o total das Receitas já esta na ordem de R$ 17.188 bilhões, acumulando um superávit de R$ 2.101 bilhões.
Compreendendo melhor a questão da arrecadação, o Total Geral das Receitas são todos os recursos públicos que passam pelas contas do Estado, partes destas arrecadações pertencem aos municípios é o caso do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na ordem de 25% e o Imposto Sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) que é de 50%.
Já em relação aos valores Total Geral Liquido, descontando a parte dos 141 municípios mato-grossense e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), a arrecadação nestes 10 primeiros meses deste ano é superávit, ficando em R$ 11.828 bilhões, assim sendo faltando dois meses para o encerramento do ano, se repetindo os últimos anos, nos meses de novembro e dezembro a arrecadação, a tendência é crescer.
Quando a equipe econômica do Governo diz que foram arrecadados R$ 11.828 bilhões já descontados as obrigações do Estado, se tem também um excesso de arrecadação na ordem de R$ 688.891 milhões a mais do que estava previsto para se arrecadar no ano de 2015. No mês de outubro foi arrecadado R$ 1.532 bilhão quando se estimava uma arrecadação de R$ 1.610 bilhões, uma diferença menor de R$ 77 milhões.
Já que se trabalha o total geral liquido, o que entrou nos cofres do Estado somou R$ 1.217 bilhão e a previsão era de R$ 1.207 bilhão, neste caso houve um superávit de R$ 10 milhões somente no mês de outubro.
Mesmo se sabendo que deste total, nem tudo pertence ao Poder Executivo, como, por exemplo, os duodécimos dos Poderes Constituídos, Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública, mesmo assim se tem uma demonstração de que a crise, mesmo reduzindo repasses federais e a arrecadação do ICMS que é a maior fonte de receita do Estado e dos 141 Municípios, ainda passou ao largo de Mato Grosso se comparado com outros Estados.
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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