O TSUNAMI DAS ELEIÇÕES

Gisela Simona: “Agora não é mais 90. É 19!”

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A má avaliação em Cuiabá por corrupção ‘tóxica’ na gestão do prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro (MDB) foi um peso negativo para que a candidata a prefeita derrotada no 1º turno, a advogada Gisela Simona Viana da Coligação “Mãos limpas e unidas por Cuiabá” do PROS, que chegou em 3º lugar com 52.191 votos, 19,42%, refutasse qualquer possibilidade de apoio no segundo turno ao candidato do MDB, Emanuel Pinheiro.

Para a representante do Pros, Gisela Simona, a cabeça do eleitor cuiabano, por ter sido impactado pelas crises recentes e escândalos corruptivos na gestão do emedebista Emanuel Pinheiro, criou um cenário praticamente restrito para ele.

Nesta quinta feira, 19, em coletiva para anunciar apoio ao candidato Abílio Jacques Brunini Moumer da Coligação “Cuiabá para Pessoas do Podemos, que alcançou 90.631 votos, 33,72% da intenção de votos dos cuiabanos, a líder do Pros, Gisela Simona, foi enfática ao justificar o apoio ao candidato do Podemos.

Nós combatemos a corrupção e isso é algo muito forte pra nós”.

O “tsunami” gerado pelo apoio a Abílio Junior, como candidato a Prefeito de Cuiabá, prova a fragilidade de aglutinação de força de Emanuel Pinheiro e que o torna sua caminhada no segundo turno, sem nenhum norte.

Neste bordo, a senha para a ciclotimia do prefeito cuiabano é o discurso de que ele está sendo perseguido e vilipendiado. Uma visão caolha.

Quanto a Abílio Junior, sobre as articulações de alianças, ele tem demonstrado serenidade. Emanuel Pinheiro, por sua vez, ainda não conseguiu chupar a manga.

Em sua primeira aparição após anunciar o apoio à candidatura de Abílio Junior do Podemos e seu vice, o vereador Felipe Wellaton do Cidadania, à Prefeitura de Cuiabá, Gisela Simona destacou que o combate à corrupção foi a bandeira que os uniu.

Estamos juntos porque amamos Cuiabá e queremos o melhor para a nossa cidade. Hoje, combater a corrupção, que já era nossa prioridade, agora se soma com a vontade de Abílio e Wellaton. Estamos aqui porque estamos todos contra a corrupção“, declarou.

Ela ainda aproveitou para convocar seus eleitores para se juntarem à onda 19 em busca de melhorias para a Saúde, Mobilidade Urbana e Infraestrutura.

Quero dizer a você que está aí no bairro reclamando do asfalto, da iluminação pública, que o transporte coletivo está ruim, que não consegue a vaga para fazer a cirurgia, que podemos fazer e para isso precisamos de você. Agora não é mais 90 é 19, finalizou.

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Política

Lúdio faz representação ao MPF para garantir vacinação contra Covid-19 de indígenas

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O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral fez, uma representação ao procurador da República Gustavo Nogami para que o Ministério Público Federal (MPF) tome medidas administrativas e judiciais para garantir a vacinação contra Covid-19 dos 28.758 indígenas que vivem em territórios indígenas em Mato Grosso.

Apesar desse grupo fazer parte da fase 1 de vacinação e todas as doses terem sido enviadas ao estado na primeira remessa, apenas 59,5% dos indígenas receberam a 1ª dose (17.116 pessoas) e 39,3% receberam a 2ª dose (11.291 pessoas).

O levantamento foi feito por Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde. Ele destacou ainda que a imunidade contra a Covid-19 só é completa 14 dias após a aplicação da dose de vacina, de modo que o baixo índice de vacinação coloca essas populações em risco.

Isso é inadmissível, considerando que os indígenas fazem parte do grupo prioritário de vacinação, e a entrega das doses destinadas a esse público ocorreu há três meses, em 19 de janeiro. Os indígenas têm prioridade na vacinação por terem imunidade mais baixa a infecções e epidemias que outras populações. Por isso, é tão preocupante a vacinação não ter sido concluída, o que deixa esses povos expostos à Covid-19“, afirmou Lúdio, que já atuou como médico em aldeias em Mato Grosso.

Na representação, o parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Cabral, solicitou que o MPF investigue as razões pelas quais a cobertura vacinal alcançada é de apenas 59,5% na 1ª dose e de 39,3% na 2ª dose, já que 100% das doses necessárias para vacinar os indígenas que residem em terras indígenas de Mato Grosso foram recebidas pelo estado em janeiro de 2021, bem como identificar o que houve com as doses que ainda não foram aplicadas. Lúdio recomenda que o Estado de Mato Grosso demonstre com documentos como essas vacinas foram distribuídas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Lúdio requereu também que o MPF acione a União, por intermédio do DSEI, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde, para que providencie a regular, imediata e integral vacinação dos indígenas de Mato Grosso.

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