ELEIÇÃO 2020 EM MATO GROSSO

“Gasto público é igual unha, tem que cortar toda semana”

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Candidato ao Senado Federal, Nilson Leitão (PSDB) tem reforçado em sua campanha o compromisso de seguir lutando pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 431/2018, de sua autoria, que reduz a máquina pública, reduzindo no número de deputados federais, senadores e deputados estaduais. Conforme o projeto que Leitão apresentou em 2018 e está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, a estimativa é de que a medida deverá gerar uma economia de quase R$ 5 bilhões em quatro anos, caso aprovada.

Eu apresentei essa proposta em 2018 e, na época, duvidaram que eu conseguiria as assinaturas necessárias. Não só consegui como ela está lá, tramitando e pronta para ser votada. Ela reduz os números de 513 deputados federais para 395, de 81 senadores para 54 e de 1200 deputados estaduais para 800. Isso é uma correção. Vamos trabalhar para aprovar essa minha PEC e depois vamos atacar na veia do Executivo e Judiciário, que também podem ter seus gastos discutidos e reduzidos, defendeu.

Para Leitão, é preciso cortar na própria carne, diminuir os gastos e que não há espaço para aumento de impostos no país.

Vou citar um exemplo: O Governo Federal gastou em 2017/2018 cerca de R$ 2 bilhões com aluguel de prédios. Um absurdo. É preciso respeitar e entender que o Brasil precisa discutir a diminuição da máquina pública e do tamanho do Estado. Eu quero ser senador da República para reduzir esse inchaço da máquina, de verdade. Gasto público é igual unha, tem que cortar toda semana. Ele cresce todos os dias, toda semana, até no feriado. Isso precisa mudar. Então, eu tenho algo pronto e real, que é a minha PEC, e vou trabalhar e levantar essa bandeira todos os dias no Congresso“.

Como prefeito de Sinop de 2001 a 2008, Nilson Leitão enxugou a máquina, aumentou a arrecadação do município e fez uma gestão eficiente, sem precisar aumentar os impostos.

Durante meu mandato de prefeito de Sinop, ganhamos dois prêmios da Lei de Responsabilidade Fiscal por ter conseguido aumentar a arrecadação sem aumentar o imposto. Eu tinha direito a 400 cargos de confiança no papel, e só usava 180“.

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Pinheiro e Pátio na mira de Medeiros

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Enquanto ocorrem as primeiras eleições no governo Bolsonaro, é possível perceber que em grande medida as questões nacionais estão presentes e se misturam com o debate local, seja por conta da Pandemia que mata centenas de milhares, do desemprego de milhões, da Saúde, da volta da inflação e da fome que cresce, e não é só o destino das cidades que estão em jogo, o futuro da classe trabalhadora é uma questão central. E isso nós não estamos vendo acontecer entre os postulantes a cadeira numero 1 de Cuiabá.

Seja nos blocos do horário eleitoral, veiculados de manhã e à tarde, ou nos comerciais que entram na programação, as campanhas aumentam o tom dos ataques em propagandas no rádio. O mesmo acontece nas publicações na internet. Na comparação com a televisão, que tem o maior alcance e audiência entre o eleitorado, há mais citações aos rivais, críticas e até ironia.

José Antônio Medeiros, deputado federal e candidato ao Senado da Republica pelo Podemos, anunciou que vai pedir, por meio do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, a cassação dos prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB) de Cuiabá, e de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), por improbidade administrativa durante o período mais crítico da Pandemia do novo Coronavírus em Cuiabá.

O pedido deve ser protocolado nos próximos dias na Câmara Municipal de Vereadores.

Nesta sexta-feira (23), em live, com o candidato a Prefeito de Cuiabá, vereador Abílio Júnior (Podemos), José Medeiros afirma que existem elementos suficientes para pedir o afastamento de Emanuel Pinheiro da Prefeitura de Cuiabá.

Abílio e Medeiros apontam alguns motivos que podem levar a cassação do prefeito cuiabano, entre eles, o decreto municipal que reduziu em 30% da frota do transporte coletivo para evitar aglomeração. No entanto, a redução aumentou os riscos de contaminação, pois as pessoas se aglomeraram dentro dos poucos ônibus que estavam disponíveis na cidade.

Outro fator seria a diminuição do horário de funcionamento do comércio. De acordo com Abílio, as pessoas foram obrigadas a aglomerar nos horários reduzidos. O vereador também cita o fracassado rodízio de placas de carros pelo CPF implantado pela prefeitura.

As medidas que o prefeito de Cuiabá tomou ajudaram muito mais ao Covid do que a população, lamenta Abílio.

O candidato a prefeito ainda comenta que Emanuel Pinheiro pode ser responsabilizado pela contaminação das pessoas, por promover aglomeração em horários específicos, pelo fechamento de empresas, aumento do desemprego e por medidas que prejudicaram a economia de Cuiabá.

Ele [Emanuel Pinheiro] errou, não agiu tecnicamente e sim politicamente. Muitos prefeitos agiram assim com objetivo de buscarem mais recursos federais“, critica o vereador.

Para o deputado federal José Medeiros, que é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, a negligência de alguns gestores públicos durante a pandemia foi levantada pelo presidente da República, que enviou milhões de reais para os municípios e muitos não abriram nenhum leito novo de UTI como foi o caso de Cuiabá.

Alguns prefeitos, como o prefeito Pátio, pegaram os recursos enviados pelo Governo Federal para combater o Covid-19 e fizeram asfalto pensando em faturar eleitoralmente. Eu chamo isso de asfalto de sangue. Enquanto eles faziam asfalto, as pessoas morriam por falta de atendimento. Qual o pai de família vai arrumar a calçada de sua casa enquanto o filho está precisando de saúde? Ele pega o dinheiro e aplica na calçada? Não! Ele aplica o dinheiro na saúde. Aqui foi diferente. Desde o início da pandemia entrou R$ 500 milhões no cofre da Prefeitura de Cuiabá e quase R$ 80 milhões enviados pelo Governo Federal e não fizeram nenhum leito de UTI, enquanto tem cidade que fez seis leitos com menos de um milhão. Diante de tudo isso, se faz necessário pedir o afastamento dos dois prefeitos pelo bem da população, comenta Medeiros.

O vice-líder de Bolsonaro lembra que a gestão de Emanuel Pinheiro foi marcada por escândalos, entre eles o do Paletó e o afastamento e até a prisão de secretários. O mais recente foi o afastamento do ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho por suspeita de ter superfaturado a compra de remédios para o tratamento da Covid-19. Já em Rondonópolis, Medeiros cita a compra de respiradores falsos e o pedido de Pátio para utilizar os recursos federais da Covid para fazer asfalto.

Pátio e Emanuel deviam estar presos por negligência no atendimento das vítimas do Coronavírus“.

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