MUDANÇAS NO CENÁRIO ELEITORAL

Fusão fará PSL sofrer grande debandada até as eleições de 2022

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As placas tectônicas do mundo político estão se movimentando e os tremores já podem ser sentidos após a fusão das duas grandes siglas partidárias, o Democratas (DEM) e o Partido Social Liberal (PSL). Após a consumação da fusão, será um partido político com força considerável no país e, por isso, poderá mudar as correlações de forças no cenário eleitoral de 2022.

O DEM, antes conhecido como Partido da Frente Liberal (PFL) mudou seu nome objetivando livrar-se da imagem de fisiologista e discussões sobre uma possível fusão com outro partido sempre rondou seus filiados.

Desde 1985, o PFL tinha força política, especialmente, regional com conhecidos caciques como Antônio Carlos Magalhães, o ACM, e Jorge Bornhausen e, ideologicamente, colocavam-se num campo de direita, ora mais conservador, ora mais liberal na economia.

Foi, contudo, durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso, o FHC, que o partido gozou de prestigio no núcleo do poder, com uma bancada forte tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado da República. Foi da base de sustentação do governo FHC e uma presença garantida na região Nordeste, na qual o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de FHC não tinha força eleitoral. Contudo, com o Governo Lula, perderam protagonismo e especulações de unirem-se a outro partido eram constantes.

O Partido da Frente Liberal (PFL) foi fruto de um período da política brasileira em que as elites partidárias tinham força. Em 1998, foi o maior partido do país. Mas como Maquiavel afirma, no Poder, não há garantias. As antigas lideranças estão deixando suas posições para que a “oxigenação” na imagem aconteça.

Já o PSL tem história e trajetória política mais simples até, pelo menos, 2018. Foi fundado em 1994, por Luciano Bivar, era considerado um partido nanico. Conjugou, ideologicamente, com o liberalismo na dimensão econômica e o conservadorismo nos costumes. Bivar em 2006 disputou a presidência da Republica e terminou a eleição em penúltimo lugar.

O grande salto do partido se deu efetivamente, com a filiação de Jair Bolsonaro e a disputa de 2018. No pleito, o nanico PSL, no bojo da onda bolsonarista elegeu a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados. Isso obviamente, significou que o partido se agigantou, ao menos no que tange aos recursos públicos destinados a agremiação. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro saiu do partido e, hoje, governa sem filiação partidária.

A tão comentada fusão do DEM e o PSL seria, por assim dizer, uma conjunção de um partido com bons quadros com o outro com muito dinheiro. Bivar, segundo consta, seria o presidente da nova sigla, e ACM Neto o secretário.

Com isso tudo, o Partido Democratas (DEM), e o Partido Social Liberal (PSL), deixam de existir para dar a origem ao maior partido de direita da Câmara Federal, o “União Brasil”, que deve nascer com nada menos que 80 deputados federais, e com 2 minutos de TV e a maior fatia do Fundo Partidário.

As duas siglas partidárias são repletas de bolsonaristas, por isso estão sendo esperadas algumas desfiliações, mas também terá muitas adesões, como já é esperado pela nova direção do União Brasil.

Segundo bastidores, dos 54 deputados em exercício eleitos pelo PSL, 23 confirmaram saída do partido após a fusão com o DEM, 16 disseram que vão permanecer, 29,6%, e seis ainda não decidiram, 11,1%, se devem permanecer no União Brasil, resultado da fusão entre o PSL e o DEM.

Luciano Bivar declarou que o União Brasil terá um candidato próprio à presidência teria sido uma das principais razões citadas pelos parlamentares para deixar a sigla.

Nova sigla?

Qualquer partido que receber Bolsonaro, se não é grande, passará a ser tratado como”, disse a deputada Carla Zambelli (SP), apoiadora fiel do presidente.

Contudo, na realidade, Jair Messias Bolsonaro não está sendo tão querido pelos partidos tanto que ele não conseguiu encontrar uma nova sigla e viu alguns movimentos serem frustrados, como ocorreu com o Patriota em maio deste ano.

PSL em Mato Grosso

No Estado de Mato Grosso, o deputado federal Nelson Ned Previdente o Nelson Barbudo (PSL) afirmou que a fusão entre o PSL e o DEM, resultará em uma grande “debandada”.

Para o parlamentar federal, a fusão entre as duas siglas é um engano a leitura que vem sendo feita por muitos dando conta de que a nova sigla representará a maior bancada na Câmara Federal.

Na minha conta, 31 deputados federais deverão abandonar essa junção que é a ‘turma’ que acompanha o presidente Bolsonaro. O PSL hoje está dividido em dois blocos: um que acompanha o Luciano Bivar e o que acompanha o Bolsonaro. A turma que acompanha o Bolsonaro, diria que de 90% a 100%, deve ir para o partido que o presidente for. Então, mesmo com a fusão, esta não será a maior bancada como eles estão pensando”.

Barbudo afirmou não ter nenhuma crítica a decisão tomada pela fusão.

Faço a minha política, sempre acompanhando Jair Bolsonaro e eles que façam a junção que quiserem. Eu serei fiel ao presidente”.

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Política

Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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