FIM DA POLÊMICA SOBRE FERROVIA ESTADUAL

Ferrovia estadual deverá prestar homenagem ao senador Vicente Vuolo

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Antes mesmo do primeiro soar de apito do trem, a mudança do nome da primeira ferrovia estadual em Mato Grosso tem gerado polêmica, pela substituição do nome do ex-senador Vicente Emílio Vuolo pelo o ex-Rei da Soja Olacyr de Moraes. Na nomeação do modal repercutiu mal e gerou descontentamento e frustração em parte da classe política do Estado de Mato Grosso.

O ex-senador mato-grossense, Vicente Vuolo faleceu sem ver a chegada do trem à Capital. Sua expectativa, contudo, foi transferida para seus filhos, o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, e seu irmão, Vicente Vuolo Filho, que se irritaram com a troca de nome do modal.

A polêmica da substituição, que pegou a muitos de surpresa, teve início durante ato de assinatura do contrato entre o Estado e a empresa Rumo Logística. A troca, que para muitos atingiu frontalmente o legado do ex-senador, alcançou a atenção dos deputados estaduais e se estendeu em uma discussão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Um dos nomes que já garantiu a “briga” pela memória de Vuolo foi o parlamentar Wilson Pereira dos Santos (PSDB), que disse que a Casa de Leis não deixaria a mudança passar.

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) deve encerrar na sessão de quarta-feira (20) a polêmica relativa à denominação da ferrovia estadual, que se iniciou por pretensão do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) que visava homenagear o empresário Olacyr de Moraes (1931-2015), em contraposição a anterior decisão dos deputados estaduais em referência à memória do Senador Vicente Emílio Vuolo (1929-2001).

Por meio do Projeto de Lei nº 855/2021, o deputado Wilson Santos (PSDB) propôs aos pares desautorizar o intento do Poder Executivo e tornar a prestar homenagem ao senador mato-grossense cujo histórico empenho pela concretização da ferrovia é inegável.

Trata-se do legado e uma realidade concreta de quem sonhou, lutou e dedicou sua vida para ver Mato Grosso interligado pela ferrovia e a produção sendo escoada em vagões, com rapidez e segurança; em virtude de sua dedicação à causa da ferrovia, recebeu diversas homenagens, entre elas a medalha de Mérito Ferroviário, concedida pela Rede Ferroviária Nacional, e o título de senador honorário do Oeste Paulista, da Associação dos Municípios do Oeste Paulista”, lembra o parlamentar em defesa da iniciativa.

CONCILIAÇÃO

De outro lado, não se pode negar o empenho dedicado por Olacyr de Moraes à implantação da ferrovia, razão que motivou o governador a pretender honrar a memória do empresário.

Por iniciativa do presidente da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado Valmir Moretto (Republicanos), relator do Projeto de Lei apresentado por Wilson Santos, a polêmica pode ter um fim satisfatório para ambos os lados, por meio de solução conciliatória.

Moretto apresentou substitutivo ao projeto, de acordo com o qual fica mantida a denominação da ferrovia estadual em homenagem ao Senador Vicente Vuolo e, de forma a honrar também a memória do empresário, propõe nomear “Olacyr de Moraes” os terminais que serão construídos nos municípios de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

O substitutivo apresentado pelo deputado Valmir Moretto foi aprovado na comissão em reunião realizada na tarde de terça-feira (19), tendo a concordância dos pares Xuxu Dal Molin (PSC) e Delegado Claudinei (PSL).

A matéria segue para votação em plenário na sessão desta quarta-feira, em regime de urgência, quando a discussão deve ser definitivamente encerrada.

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Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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