O DESFECHO DA "CARTA"

Enquanto cuiabanos e várzea-grandenses choram, 139 municípios esperam o ultimato para Emanuel: a “carta”

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O comportamento do prefeito cuiabano do MDB, Emanuel Pinheiro, depende do seu time de coração. Ganharam na segunda-feira no Serrinha contra o Goiás, já foi motivo para começar o seu “joguinho” na mudança do modal do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT) ou o Bus Rapid Transit (BRT) entre as cidades vizinhas, Cuiabá e Várzea Grande.

Porém o que o alcaide cuiabano não esperava foi o ultimato “se o prefeito escrever uma “carta” que não quer ok, tudo bem. Eu vou pegar esse recurso e vamos fazer esse investimento em outro lugar“, disse o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM), nesta terça-feira em Live no site de noticias Mídia News.

Entendam: o Governo do Estado de Mato Grosso detém o crédito e não a escolha de modal, isso cabe a Prefeitura de Cuiabá. Os alcaides das cidades vizinhas de Cuiabá e Várzea Grande, precisam notificar a Caixa Econômica Federal (CEF). Caso Emanuel Pinheiro ou Kalil Baracat não assine a mudança do projeto do Bus Rapid Transit (BRT) ficará no espaço, porque ainda não existe “Projeto”.

Como assim não existe “Projeto”?

Muito bem os internautas do Blog do Valdemir, querem saber o desfecho? Então vamos analisar o dilema de Emanuel Pinheiro: se correr o bicho pega, se correr o bicho come. Nenel Pinheiro foi pego no contra pé e amanhã estará a “carta” que Mauro Mendes quer e que muitos prefeitos não gostariam, e assim o governador mandaria os R$ 400 milhões para os 140 municípios, e Cuiabá ficaria sem o Bus Rapid Transit (BRT).

Então vamos imaginar a “carta” de Emanuel Pinheiro para o Mauro Mendes.

Escrevo está “carta” meu ex-amigo Mauro, com muita raiva. Vou abrir o meu coração, mas, por favor, não leva ao conhecimento da população. Meu ex-amigo político, se por um lado, tornar-se Prefeito de Cuiabá traz mais reconhecimento e salários mais interessantes, por outro, os desafios e as exigências espero que sejam condizentes com tais recompensas. Antes de mais nada, para evitar frustrações, é preciso ter em mente que sair da zona de “conforma” , vai exigir o desenvolvimento de três competências principais: 1) não estou recuando das minhas convicções, estou com medo de perder R$ 400 milhões. 2) não sou humilde, a classe política me conhece, mudei de opinião é porque estou perdendo credibilidade com a população. 3) não acredito Mauro, estou até agora, o xeque mate, este xeque mate, jogou pesado demais. Agora todo mundo vai descobrir que era somente jogo de encenação, para esconder a realidade . Assim Mauro Mendes eu vou mudar, mas saiba que não quero, saiba que não esperava este xeque mate“, “carta” imaginaria de Nenel para Mendes.

Emanuel Pinheiro aproveita e escreva a “carta” no qual é contra o Decreto do governador Mauro Mendes para combater a Pandemia da Covid-19?

Agora, a medida de Emanuel Pinheiro merece os nossos reconhecimentos: vai multar locais com aglomerações. O que escrever com aspas? “multar”, tá bom, não sei o motivo, mas escrevi.

Nota da redação

O mês de janeiro passando, como num estalar de dedos, mas esse início nos trouxe inúmeras lições: janeiro tinha tudo para ser morno por contas dos recessos nos poderes: Legislativo e Judiciário. No entanto, a fábrica de polêmicas do prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro não tirou férias.

Volto mais uma vez reiterar que a nossa equipe de reportagem do Blog do Valdemir não tem nenhuma posição política contra e nem a favor de Nenel Pinheiro.

Procuramos sempre elogiar e criticar com base em análises imparciais. A agenda de trabalhos em prol de Cuiabá, por exemplo, é muito boa. A política por outro lado segue ruim.

Emanuel vem acumulando desafetos entre aliados. O caso mais recente é com a “mulher maravilha”. Até quando?

Nenel Pinheiro e a “mulher maravilha” vem travando uma verdadeira batalha nas redes sociais e nos veículos de comunicação. Sem sangue nos olhos até o momento.

Até o dia que Emanuel Pinheiro tomar atitude de um líder e assinar a “carta”.

O prefeito cuiabano tem que aceitar que o jogo acabou. Ou aceita a mudança do modal ou os R$ 400 milhões vão para os 140 municípios do Estado. Estava passando da hora do jogo acabar.

E agora, a que ponto chegamos, “estamos convidando a Prefeitura de Cuiabá e Várzea Grande para participar. Se ele (Emanuel) quiser será bem vindo (…) Se ele falar que não quer o BRT ok. O governo não faz“, palavras do chefe do Executivo Estadual Mauro Mendes.

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Política

MPF consegue na Justiça que trecho da BR-158 que intercepta a TI Maraiwatsédé (MT) seja fechado

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O Ministério Público Federal (MPF) garantiu na Justiça Federal o fechamento do traçado da rodovia BR-158, que corta o interior da reserva indígena Marãiwatsédé, localizada na região de Barra do Garças. O procurador da República Everton Pereira Aguiar Araujo ajuizou ação civil pública (ACP) contra a União, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

A ACP foi motivada pela não resolução consensual entre os entes, e inclusive foi realizada audiência pública promovida pela Câmara dos Deputados em 2018. Na ocasião, o procurador ressaltou que o traçado cortando o interior da Terra Indígena (TI) foi uma das causas e um dos catalisadores da ocupação da área por não indígenas, bem como por novos posseiros.

Conforme a ACP, o traçado da BR-158, que intercepta de norte a sul a TI Marãiwatsédé, afeta diretamente aspectos culturais e existenciais dos povos Xavantes ali residentes. Além disso, o trânsito interno de veículos pesados, além de ocasionar a morte de espécies da fauna nativa, traz risco de acidentes para a população indígena.

O MPF argumentou também que a presença de pessoas alheias à cultura indígena no interior da TI pode gerar conflitos com os residentes. Da mesma forma, uma rodovia que serviria para escoar a produção agrícola da região, de alta demanda, embaraçaria o livre exercício da posse de terra tradicionalmente ocupada.

Nesse sentido, uma rodovia pavimentada no interior desse território facilitaria a perpetração de delitos ambientais como, incêndios e desmatamentos, que prejudicam sobremaneira as atividades de subsistência dos povos indígenas, mormente considerando que eles utilizam preponderantemente a caça para obter alimentos.

Na sentença, a juíza federal Danila Gonçalves de Almeida afirma que a medida mais importante e urgente para preservar os interesses dos indígenas de forma definitiva seria a conclusão do traçado leste, extraindo o trânsito de veículos do interior da TI Marãiwatsédé.

Dessa forma, a União e o Dnit devem abster-se da pavimentação do trecho que corta a TI Marãiwatsédé, promover o seu fechamento e reflorestamento para garantir a recuperação ambiental.

Devem também iniciar, de forma urgente, as obras referentes ao traçado leste da BR-158, respeitando, na elaboração do trajeto, as aldeias antigas, cemitérios e demais locais sagrados para a comunidade indígena. Devem ainda, no prazo de dezoito meses, apresentar o Plano Básico Ambiental e o Estudo de Componente Indígena, como condicionante para a licença de instalação.

Em relação ao Ibama, a instituição não deve expedir licença ambiental quanto ao trajeto da BR-158 que corta a TI Marãiwatsédé.

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